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DESVENDANDO AS SAGRADAS ESCRITURAS
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terça-feira, 16 de janeiro de 2018
O QUE SIGNIFICA PRIMÍCIAS?
Em primeiro lugar, você precisa entender o que são as PRIMÍCIAS. O sentido bíblico mais comum
da palavra primícia nos é revelada em Êxodo 23. 19: “As primícias dos frutos da tua terra trarás à Casa do SENHOR, teu Deus.” No Antigo Testamento havia ordem de Deus para que o povo dedicasse os primeiros (e melhores) frutos de suas colheitas ao Senhor. Isso era feito quando esses frutos eram colhidos e levados aos sacerdotes como oferta consagrada a Deus no tabernáculo e mais tarde no templo. Era uma oferta de gratidão acima de tudo. Inclusive, existia uma festa anual ordenada por Deus aos israelitas que focava bem essa questão das primícias. Era a Festa das Primícias. “Também tereis santa convocação no dia das primícias, quando trouxerdes oferta nova de manjares ao SENHOR, segundo a vossa Festa das Semanas; nenhuma obra servil fareis.” (Números 28.26) Essa festa também era chamada de Festa das Semanas (Deuteronômio 16. 9-12), pois era realizada sete semanas após a Páscoa. Também era chamada de festa das colheitas e da sega (Êxodo 23.16), pois era realizada ao início das colheitas. E também era chamada de festa de pentecostes (Atos 2.1; Levítico 23.16), pois era realizada no quinquagésimo dia após a Páscoa. A palavra Primícia significa “primeiro” e quer dizer que Deus está em primeiro plano. O cristão pode primiciar ofertando seus primeiros frutos a Deus de variadas maneiras. Alguns exemplos: 1) doando alimentos na igreja, em referência ao gesto de Abel, que adorava ao Senhor ofertando as primícias de seu rebanho, e elas subiam como cheiro suave... 2) na vida do líder, ofertando o valor correspondente a um dia de seu trabalho, em dinheiro, para que ele utilize como preferir. Neste caso, é uma forma de honrar a liderança, demonstrar gratidão pela unção a qual se submete. A primícia é uma espécie de essência, voluntária, primeiro fruto de um coração agradecido, da consciência de cada um.
É NECESSÁRIAMENTE OBRIGATÓRIA A PRIMÍCIA? não existe nenhuma ordem bíblica dizendo que você é obrigada a dividir seu salário por 30 e dar o valor referente a um dia seu de trabalho à igreja. Isso é invenção desse pastor para tomar dinheiro das pessoas. As primícias no Antigo Testamento eram ordenanças específicas para aquele povo. Sob a nova aliança de Cristo não temos de trazer uma oferta determinada pelo pastor chamada de PRIMÍCIA. No tempo em que vivemos, tempo da graça de Cristo, você pode OFERTAR de acordo com o que estiver proposto em seu coração, conforme nos orienta 2 Coríntios 9.7: “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria.”
OBS: PODE HAVER OUTROS SENTIDOS BÍBLICOS PARA PRIMÍCIAS, Vejamos: 1- Aquele que creu primeiro: “saudai igualmente a igreja que se reúne na casa deles. Saudai meu querido Epêneto, primícias da Ásia para Cristo.” (Rm 16.5)
2- A primeira bênção que Deus dá aos seus fiéis: “E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo.” (Rm 8.23)
3- O primeiro na ressurreição final: “Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda.” (1 Corintios 15.23)
4- Lugar de prioridade entre as criaturas: “Pois, segundo o seu querer, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas.” (Tiago 1.18)
5- Os primeiros a serem apresentados a Deus: “São estes os que não se macularam com mulheres, porque são castos. São eles os seguidores do Cordeiro por onde quer que vá. São os que foram redimidos dentre os homens, primícias para Deus e para o Cordeiro” (Apocalipse CP14 V4). Atualmente, como não estamos mais debaixo das leis cerimonias do Antigo Testamento, não observamos mais essas festas e nem as ordenanças sobre as primícias descritas ali. Porém, o sentido de dar o nosso melhor a Deus é preservado no Novo Testamento, principalmente como indicam dois textos que gosto muito: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força e amarás o teu próximo como a ti mesmo…” (Marcos CP12 V30). Aqui vemos claramente o conceito de primícias sendo aplicado de nossa vida para com Deus e para com nosso próximo. “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça…” (Mateus 6.33). Aqui também temos o conceito de “priorizar” encontrado nas primícias. Quem cumpre esses mandamentos está dando a Deus a primícia em todas as áreas de sua vida! E o Senhor se agrada muito dessa nossa atitude!
quarta-feira, 27 de setembro de 2017
Quebra de maldições: é bíblico?
O movimento de “batalha espiritual” ensina a necessidade de se quebrar maldições hereditárias e de se anular compromissos que ficaram pendentes com o diabo, mesmo após a pessoa ter sido convertida a Cristo. Ensina-se que herdamos as maldições que acompanharam nossos antepassados, por causa de seus pecados e pactos demoníacos, e que precisamos anular estas maldições hereditárias.
Um dos textos usados para defender este ponto é Êxodo 20.5, onde Deus ameaça visitar a maldade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração dos que o aborrecem.
Entretanto, ensinar que Deus faz cair sobre os filhos as consequências dos pecados dos pais, é só metade da verdade.
A Escritura nos diz igualmente que se um filho de pai idólatra e adúltero vir as obras más de seu pai, temer a Deus, e andar em Seus caminhos, nada do que o pai fez virá cair sobre ele. A conversão e o arrependimento individuais “quebram”, na existência das pessoas, a “maldição hereditária” (um efeito somente possível por causa da obra de Cristo). Este foi o ponto enfatizado pelo profeta Ezequiel em sua pregação ao povo de Israel da época (leia cuidadosamente Ezequiel 18).
Através do profeta Ezequiel, Deus os repreendeu, afirmando que a responsabilidade moral é pessoal e individual diante dele: “A pessoa que pecar, é ela quem morrerá — não o seu pai ou a sua mãe” (Ez 18.4b, 20). E que pela conversão e por uma vida reta, o indivíduo está livre da “maldição” dos pecados de seus antepassados, ver 18.14-19. Esta passagem é muito importante, pois nos mostra de que maneira o próprio Deus interpreta (através de Ezequiel) o significado de Êxodo 20.5.
Aplicando aos nossos dias, fica evidente que o crente verdadeiro já rompeu com seu passado, e com as implicações espirituais dos pecados dos seus antepassados, quando, arrependido, veio a Cristo em fé.
Tem mais. O apóstolo Paulo nos esclarece que o escrito de dívida que nos era contrário, a maldição da lei, foi tornado sem qualquer efeito sobre nós: Jesus o anulou na cruz (Cl 2.13-15; Gl 3.13). Ou seja, toda e qualquer condenação que pesava sobre nós foi removida completamente quando Cristo pagou, de forma suficiente e eficaz, nossa culpa diante de Deus. Ora, se a obra de Cristo no Calvário em nosso favor foi poderosa o suficiente para remover de sobre nós a própria maldição da santa lei de Deus, quanto mais qualquer coisa que poderia ser usada por Satanás para reivindicar direitos sobre nós, inclusive pactos feitos com entidades malignas, por nós, ou por nossos pais, na nossa ignorância.
Basta um estudo simples nas Escrituras, da linguagem usada para descrever nossa redenção, para que não fique qualquer dúvida de que o crente, à semelhança de um escravo exposto à venda na praça, foi comprado por preço, e que, agora, passa a pertencer totalmente ao seu novo senhor. O antigo patrão não tem mais qualquer direito sobre ele, como rezava a legislação romana da época. Assim, Paulo diz que fomos comprados por preço (1 Co 6.20; agorazo, comprar, redimir, pagar um resgate — termo usado para o ato de comprar um escravo na praça, ou pagar seu resgate para libertá-lo), e que sendo agora livres, não devemos nos deixar outra vez escravizar (1 Co 7.23). Fomos resgatados (lutrou) pelo precioso sangue de Cristo (1 Pe 1.18; cf. Ap 5.9).
Em resumo: “se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas antigas passaram: eis que se fizeram novas”. Não há nenhuma maldição que Cristo já não tenha quebrado na cruz e que não tenha já sido desfeita na hora da conversão (novo nascimento). O que os crentes precisam é santificação, e não quebra de maldição, para crescerem mais em mais no conhecimento de Deus e no serviço dele.
Nenhum texto alternativo automático disponível.
sábado, 16 de setembro de 2017
A influência do pecado.
“A sombra do pecado está sobre cada aspecto da existência humana. Fora de nós, o pecado é um inimigo que seduz; por dentro, compele-nos ao mal, como parte de nossa natureza caída. Nesta vida, o pecado é intimamente conhecido, ainda que permaneça estranho e misterioso. Promete a liberdade, mas escraviza, produzindo desejos que não podem ser satisfeitos. Quando mais nos debatemos para escapar ao seu domínio, tanto mais inextricavelmente nos enlaça. Compreender o pecado nos ajuda no conhecimento de Deus, porém o pecado distorce até mesmo nosso conhecimento do próprio-eu.”
— Stanley M. Horton.
Os quatro métodos de Interpretação do livro do Apocalipse.
1. Preterista
O método Preterista considera o contexto histórico na interpretação do Apocalipse, ou seja, muito do simbolismo presente no livro está relacionado aos acontecimentos contemporâneos da época em que foi escrito. No Preterismo, muitas das profecias do Novo Testamento também foram cumpridas na destruição de Jerusalém em 70 d.C. e em eventos do período da igreja primitiva.
2. Historicista
No Historicismo, as profecias do livro de Apocalipse (e outras profecias bíblicas), são interpretadas como se fossem se cumprindo ao longo da história. Dessa forma, muitas profecias já se cumpriram, outras estão em pleno cumprimento, e também há aquelas que ainda se cumpriram, ou seja, seria como um esboço da história da igreja desde o século I até a Segunda Vinda de Cristo.
3. Idealista
A interpretação Idealista pode ser definida como totalmente simbólica, na medida em que interpreta toda descrição presente no livro de Apocalipse como símbolos, verdades ou ideais espirituais, ou seja, nada irá ocorrer realmente de forma literal e histórica, mas completamente de maneira espiritual.
4. Futurista
Na interpretação Futurista, quase tudo no livro de Apocalipse está relacionado aos acontecimentos futuros do fim dos tempos – para alguns com exceção apenas dos três primeiros capítulos. A interpretação Futurista se popularizou com o surgimento da corrente escatológica conhecida como Dispensacionalismo (ou Pré-Milenismo Dispensacionalista) e que se tornou a principal visão escatológica dentro do movimento pentecostal.
2. Historicista
No Historicismo, as profecias do livro de Apocalipse (e outras profecias bíblicas), são interpretadas como se fossem se cumprindo ao longo da história. Dessa forma, muitas profecias já se cumpriram, outras estão em pleno cumprimento, e também há aquelas que ainda se cumpriram, ou seja, seria como um esboço da história da igreja desde o século I até a Segunda Vinda de Cristo.
3. Idealista
A interpretação Idealista pode ser definida como totalmente simbólica, na medida em que interpreta toda descrição presente no livro de Apocalipse como símbolos, verdades ou ideais espirituais, ou seja, nada irá ocorrer realmente de forma literal e histórica, mas completamente de maneira espiritual.
4. Futurista
Na interpretação Futurista, quase tudo no livro de Apocalipse está relacionado aos acontecimentos futuros do fim dos tempos – para alguns com exceção apenas dos três primeiros capítulos. A interpretação Futurista se popularizou com o surgimento da corrente escatológica conhecida como Dispensacionalismo (ou Pré-Milenismo Dispensacionalista) e que se tornou a principal visão escatológica dentro do movimento pentecostal.
O QUÊ É DE CÉSAR? E O QUÊ É DE DEUS?
Muitos pregadores, ao discorrerem sobre a passagem a cima, concordam em afirmar o seguinte: “Nós devemos pagar os nossos impostos, sem esquecer nunca dos dízimos e ofertas. Pois dar a César é pagar os impostos, e dar a Deus é pagar o dízimo”.
No entanto, se analisarmos esta passagem exegeticamente, não poderemos nunca, permitir este tipo de interpretação. Ao observarmos atentamente a passagem não vemos, em nenhum momento, qualquer dos evangelistas relacionando esta afirmação de Jesus a prática de ofertar ou dizimar, para ser mais exato a única exceção é Marcos que na altura do versículo 41 vai falar sobre a oferta da viúva, mas mesmo João Marcos não associa este episódio a declaração de cristo nos versos anteriores.
A declaração de Jesus, tema da nossa apreciação, está inserida em um contexto de várias tentativas dos grupos religiosos em tentarem pegar Jesus em alguma contradição, para assim tirar-lhe a confiabilidade. Como sabemos foi inútil e mais serviu para aumentar a credibilidade que Ele tinha e para desmoralizar os religiosos de sua época. A discussão que culmina naquela afirmação de Jesus está inserida neste ínterim. Os fariseus unidos com os herodianos se achegam ao Senhor com bajulações e soltam a questão: “É lícito pagar os impostos cobrados por Roma?”. Como Jesus, que não era bobo nem nada, percebeu que as palavras lisonjeiras eram uma artimanha para tentar ludibriá-lo. Acabou com a questão: “Me mostrem a moeda, de quem é esta cara estampada na moeda?” Os inquisidores responderam de pronto: “De César.” Então Jesus conclui com uma das lições mais profundas que só poderíamos receber Dele mesmo: Daí, pois a César o que é dele, daí portanto a Deus o que lhe pertence (estou parafraseando).
Agora faço minha as palavras de Jesus. Olhem para as cédulas de dinheiro e as moedas que você tem. De quem é este brasão? Quem atribui valor a estas cédulas? (Você responde está bem?)
Agora usando o raciocínio de Jesus, o que existe neste universo que possui estampada a imagem do Deus onipotente? O que Deus criou que possui a sua marca e que pra ele possui valor?
A Resposta: O ser humano.
Deus não precisa de dinheiro, tudo é Dele. Ele não quer seu dinheiro, daí a Deus o que é dele. E o que ele quer é uma oferta da sua vida. Daí a Ele aquilo que possui Sua marca registrada. Pois é isso que ele quer.
Quer agradar à Deus? Dê-lhe uma oferta que Ele possa aceitar. Entregue sua vida incondicionalmente à Ele!
#INTERPRETAÇÃOtextual
Você já ouviu falar que Lúcifer era o responsável pela música no céu? E se eu te dissesse que a Bíblia nunca disse isso?
Se interpretarmos Ezequiel 28 e Isaías 14 em seu contexto imediato - o que o autor do texto pretendia que seus primeiros ouvintes e leitores entendessem - não veremos nenhuma menção a ninguém mais que um ser humano. Entrando numa interpretação secundária do texto - que pode ou não ter sido uma metáfora para a queda de Satanás -, o único versículo que afirma algo sobre música é o 13: "[...] em ti se fazima os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados".
Ainda que o verso 14 seja entendido literalmente (o que parece difícil tendo em vista o restante do capítulo), e "tu eras um querubim ungido" seja uma possível referência a Satanás antes da queda, não há nada além do versículo 13 que envolva o personagem do texto em música. Além do mais, não há nada em toda a Bíblia que associe Satanás a nenhum tipo de música, muito menos como "regente" no céu.
Ainda que o verso 14 seja entendido literalmente (o que parece difícil tendo em vista o restante do capítulo), e "tu eras um querubim ungido" seja uma possível referência a Satanás antes da queda, não há nada além do versículo 13 que envolva o personagem do texto em música. Além do mais, não há nada em toda a Bíblia que associe Satanás a nenhum tipo de música, muito menos como "regente" no céu.
O fato é que a Bíblia não conta a origem de Satanás, e nem o associa antes ou depois da queda à música.
sexta-feira, 25 de agosto de 2017
A MULHER DO FLUXO DE SANGUE: O que sabemos desta mulher ? O Que Ela tem para nos ensinar ?
A história nos revela que ela tinha um "grave problema", não revela sua idade, seu nome, nem se era casada ou se tinha uma família, ou filhos, contudo nos dá uma clara informação: sofria a 12 anos com uma hemorragia; um fluxo de sangue continuo...
Estamos falando de uma época (Israel do Antigo Testamento) em que a mulher pelo simples fato de estar em seu período menstrual já a colocava em condição de separação e impureza. Neste caso em particular, já se tratava de uma hemorragia constante, uma perda excessiva e considerada de sangue do organismo. Uma mulher com fluxo de sangue, pela Lei de Moisés era considerada imunda, era repudiada. Excluída da sociedade, afastada de sua casa, banida dos locais mais desejados, não poderia ir ao Templo ou participar das Festas!
Ela deveria ficar afastada!
Segundo a Lei, a cidade ou as aldeias deveriam ter um local reservado fora da cidade, um arraial cercado e separado para que as mulheres pudessem passar os dias do ciclo, distantes de familiares e parentes queridos até que sua imundície terminasse, esse arraial era conhecido como "arraial das impuras".
"Se uma mulher tiver um fluxo de sangue por muitos dias fora do tempo da sua impureza, ou quando tiver fluxo de sangue por mais tempo do que a sua impureza, por todos os dias do fluxo da sua imundícia será como nos dias da sua impureza; imunda será." Levítico 15.25
(isso também acontecia com os leprosos, "arraial dos impuros")
Toda mulher quando está passando as "regras" fica mais fraca, isso é normal pois com a eliminação do sangue e dos fluidos corporais o organismo enfraquece. Agora imaginemos uma mulher passando por este processo de uma forma continua, como estaria anêmica, fraca, com falta de suplemento de ferro, totalmente debilitada. Haviam mulheres que tinham suas "regras" normais, passando-se os 7 dias, cumprindo-se a Lei, voltaria a ter sua vida "normal", mas e esta personagem que a historia nos exibe? Como estaria o estado emotivo e psicológico desta jovem mulher, passando-se os dias, o mês, o ano e lá estava ela, sempre naquele "lugar reservado", fora da cidade. Essa "batalhadora" com seu grave problema, tanto que suas reservas financeiras foram totalmente utilizadas, ficava observando mês a mês, mulheres entrando e saindo dali, mas ela não, tinha que continuar aguardando sua cura permanecendo ali, isolada, angustiada, sofrendo calada, depressiva, sentindo falta de um abraço, de um elogio, de um amigo.
A Palavra nos revela através de Marcos e Lucas que ela tinha condições financeiras e as utilizou para tentativa de um eficaz tratamento mas, tudo em vão! A capacidade humana não tinha condições de curar, isso era uma cura sobrenatural, um particular com ela e Jesus.
Quantos de nós precisamos enxergar que só Jesus pode realizar o impossível, somente a potente mão do Senhor para nos conceder a Benção, mas muitos ainda colocam suas esperanças em carros e cavalos, esquecem de fazer menção do nome do Senhor.
Pensava ela: - ah se eu pudesse sair daqui! Rever meus amigos! Ir ao Templo! Ter uma vida normal.
São mais de 4 mil dias de espera, prisioneira na mesma situação!
O medo tomava conta do seu ser.
O que faria a multidão se encontrasse uma mulher imunda fora do seu local reservado? E se ela estivesse encostando, tocando nas pessoas? E se estivesse passeando livremente pela cidade?
Aquela mulher precisava deixar aquela humilhação, aquele desconforto. Certo dia com tantos acontecimentos na região, tantas notícias de milagres e curas, com tantas moças entrando e saindo do "arraial", de certo que a cada uma que passava por ali falava dos milagres e prodígios que Jesus de Nazaré estava realizando, de sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus (Rm 10.17). Sua Esperança era fortalecida. Sua confiança em Jesus crescia. Sua fé era alimentada. Mesmo sem conhecer o Mestre, seu ânimo em ouvir as Maravilhas que Ele estava realizando lhe dava nova força para viver e aguardar com paciência pelo Milagre! "Esperei com paciência pelo Senhor, e ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor." Salmo 40.1 Oh Aleluia!
Então, pensava consigo mesma: Vou conseguir! Preciso encontrar este homem, Jesus! Aqui poderíamos dizer que aconteceu a metanoia, a maravilhosa transformação.
Certo dia ela fica sabendo que, aquele homem oriundo da cidade de Nazaré estava passando pelas redondezas. Estava vindo para Cafarnaum. Oh glória! esta é a minha chance, diz a mulher!
Abro um parenteses: Tantos no arraial das drogas, tantos no arraial da prostituição, da enfermidade, da solidão, da depressão, ouçam, Jesus está passando perto de você, aproveite a oportunidade, tome uma atitude, se mexe!
Então você pensa: mas o que vão falar de mim? surge a vergonha, o medo.
Saiba de uma coisa caro leitor, Jesus quer transformar o teu ser, não tenha medo da mudança, do que possa acontecer... aceite este convite! "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei." Mateus 11:28
Aquela mulher não teve medo, imaginem se ela fosse reconhecida por algumas das moças que já haviam passado pelo "arraial", de certo gritariam "imunda!, imunda!". Historiadores relatam que a multidão era de aproximadamente 30.000 pessoas, o alvoroço era grande, se alguém a notasse seria apedrejada até a morte.
E agora o que fazer? Pensou ela em seu coração: "Se tão somente tocar-lhe o manto, ficarei sã." Aqui temos Fé, Esperança e ação (atitude)!
A mulher não teve medo da multidão, sofreu o risco, o desejo de encontrar Jesus era maior. Os milagres que ela ouvira falar sobre o Mestre eram reais, as noticias de Seu poder a encorajou, Sua bondade lhe deu esperança.
A fé dessa mulher foi tremenda, enfrentar a multidão não é fácil! Tome o exemplo e faça o mesmo, tome coragem e se lance aos pés de Jesus, toque com fé no Senhor, acredite que Ele, somente Ele pode te ajudar!
"não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça." Isaías 41.10
Ela não teve duvidas, partiu para a ação, levantou de seu lugar e saiu do "arraial das imundas".
Embora os riscos, e ciente que poderia ser pega, entrou no meio da multidão, se arrastou, enfrentou as dificuldades mesmo com pouca força, seguiu adiante mesmo com tantas barreiras (a multidão), mesmo com tantos empurrões (dificuldades) ela perseverou e conseguiu chegar até Jesus e tocar na orla de Sua roupa. No mesmo instante o fluxo de sangue, a hemorragia se estancou, cessou, estava curada!
"Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes que façam para si franjas nas bordas das suas vestes, pelas suas gerações; e que ponham nas franjas das bordas um cordão azul.
Tê-lo-eis nas franjas, para que o vejais, e vos lembreis de todos os mandamentos do Senhor, e os observeis; e para que não vos deixeis arrastar à infidelidade pelo vosso coração ou pela vossa vista, como antes o fazíeis; para que vos lembreis de todos os meus mandamentos, e os observeis, e sejais santos para com o vosso Deus." Números 15 38-40
Logo ao "agarrar" tocar com fé e receber o milagre, pensa em sair depressa para que ninguém a perceba mas o Mestre percebeu! pois do Senhor saiu virtude!
- Quem é que me tocou? foi a pergunta feita por Jesus.
Foi uma mulher sábia, não queria contrariar a Lei, nem o povo e pela fé agarrou firme na orla do manto. Este agarrar foi diferente! (saiu Virtude)
Sabemos que muitos o tocavam, e então Pedro responde: Mestre, a multidão te aperta e te oprime, e dizes: Quem é que me tocou?
Jesus queria que a pessoa se identificasse, se mostrasse e confessasse a verdade.
Assim o fez a mulher, sim, aproximou-se temendo e tremendo, mas ciente do que lhe havia acontecido, falou a verdade. Mostrou a todos a sua confiança em Jesus.
Aqui ocorreu a Libertação da vergonha! Todos ficaram sabendo do milagre!
"Mas, antes que viesse a fé (Jesus), estávamos guardados debaixo da lei, encerrados para aquela fé que se havia de revelar." Gálatas 3:23
Então Jesus lhe traz Paz e refrigério ao dizer: "Filha, a tua fé te salvou; vai em paz, e sê curada deste teu mal." Marcos 5.34.
Estamos falando de uma época (Israel do Antigo Testamento) em que a mulher pelo simples fato de estar em seu período menstrual já a colocava em condição de separação e impureza. Neste caso em particular, já se tratava de uma hemorragia constante, uma perda excessiva e considerada de sangue do organismo. Uma mulher com fluxo de sangue, pela Lei de Moisés era considerada imunda, era repudiada. Excluída da sociedade, afastada de sua casa, banida dos locais mais desejados, não poderia ir ao Templo ou participar das Festas!
Ela deveria ficar afastada!
Segundo a Lei, a cidade ou as aldeias deveriam ter um local reservado fora da cidade, um arraial cercado e separado para que as mulheres pudessem passar os dias do ciclo, distantes de familiares e parentes queridos até que sua imundície terminasse, esse arraial era conhecido como "arraial das impuras".
"Se uma mulher tiver um fluxo de sangue por muitos dias fora do tempo da sua impureza, ou quando tiver fluxo de sangue por mais tempo do que a sua impureza, por todos os dias do fluxo da sua imundícia será como nos dias da sua impureza; imunda será." Levítico 15.25
(isso também acontecia com os leprosos, "arraial dos impuros")
Toda mulher quando está passando as "regras" fica mais fraca, isso é normal pois com a eliminação do sangue e dos fluidos corporais o organismo enfraquece. Agora imaginemos uma mulher passando por este processo de uma forma continua, como estaria anêmica, fraca, com falta de suplemento de ferro, totalmente debilitada. Haviam mulheres que tinham suas "regras" normais, passando-se os 7 dias, cumprindo-se a Lei, voltaria a ter sua vida "normal", mas e esta personagem que a historia nos exibe? Como estaria o estado emotivo e psicológico desta jovem mulher, passando-se os dias, o mês, o ano e lá estava ela, sempre naquele "lugar reservado", fora da cidade. Essa "batalhadora" com seu grave problema, tanto que suas reservas financeiras foram totalmente utilizadas, ficava observando mês a mês, mulheres entrando e saindo dali, mas ela não, tinha que continuar aguardando sua cura permanecendo ali, isolada, angustiada, sofrendo calada, depressiva, sentindo falta de um abraço, de um elogio, de um amigo.
A Palavra nos revela através de Marcos e Lucas que ela tinha condições financeiras e as utilizou para tentativa de um eficaz tratamento mas, tudo em vão! A capacidade humana não tinha condições de curar, isso era uma cura sobrenatural, um particular com ela e Jesus.
Quantos de nós precisamos enxergar que só Jesus pode realizar o impossível, somente a potente mão do Senhor para nos conceder a Benção, mas muitos ainda colocam suas esperanças em carros e cavalos, esquecem de fazer menção do nome do Senhor.
Pensava ela: - ah se eu pudesse sair daqui! Rever meus amigos! Ir ao Templo! Ter uma vida normal.
São mais de 4 mil dias de espera, prisioneira na mesma situação!
O medo tomava conta do seu ser.
O que faria a multidão se encontrasse uma mulher imunda fora do seu local reservado? E se ela estivesse encostando, tocando nas pessoas? E se estivesse passeando livremente pela cidade?
Aquela mulher precisava deixar aquela humilhação, aquele desconforto. Certo dia com tantos acontecimentos na região, tantas notícias de milagres e curas, com tantas moças entrando e saindo do "arraial", de certo que a cada uma que passava por ali falava dos milagres e prodígios que Jesus de Nazaré estava realizando, de sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus (Rm 10.17). Sua Esperança era fortalecida. Sua confiança em Jesus crescia. Sua fé era alimentada. Mesmo sem conhecer o Mestre, seu ânimo em ouvir as Maravilhas que Ele estava realizando lhe dava nova força para viver e aguardar com paciência pelo Milagre! "Esperei com paciência pelo Senhor, e ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor." Salmo 40.1 Oh Aleluia!
Então, pensava consigo mesma: Vou conseguir! Preciso encontrar este homem, Jesus! Aqui poderíamos dizer que aconteceu a metanoia, a maravilhosa transformação.
Certo dia ela fica sabendo que, aquele homem oriundo da cidade de Nazaré estava passando pelas redondezas. Estava vindo para Cafarnaum. Oh glória! esta é a minha chance, diz a mulher!
Abro um parenteses: Tantos no arraial das drogas, tantos no arraial da prostituição, da enfermidade, da solidão, da depressão, ouçam, Jesus está passando perto de você, aproveite a oportunidade, tome uma atitude, se mexe!
Então você pensa: mas o que vão falar de mim? surge a vergonha, o medo.
Saiba de uma coisa caro leitor, Jesus quer transformar o teu ser, não tenha medo da mudança, do que possa acontecer... aceite este convite! "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei." Mateus 11:28
Aquela mulher não teve medo, imaginem se ela fosse reconhecida por algumas das moças que já haviam passado pelo "arraial", de certo gritariam "imunda!, imunda!". Historiadores relatam que a multidão era de aproximadamente 30.000 pessoas, o alvoroço era grande, se alguém a notasse seria apedrejada até a morte.
E agora o que fazer? Pensou ela em seu coração: "Se tão somente tocar-lhe o manto, ficarei sã." Aqui temos Fé, Esperança e ação (atitude)!
A mulher não teve medo da multidão, sofreu o risco, o desejo de encontrar Jesus era maior. Os milagres que ela ouvira falar sobre o Mestre eram reais, as noticias de Seu poder a encorajou, Sua bondade lhe deu esperança.
A fé dessa mulher foi tremenda, enfrentar a multidão não é fácil! Tome o exemplo e faça o mesmo, tome coragem e se lance aos pés de Jesus, toque com fé no Senhor, acredite que Ele, somente Ele pode te ajudar!
"não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça." Isaías 41.10
Ela não teve duvidas, partiu para a ação, levantou de seu lugar e saiu do "arraial das imundas".
Embora os riscos, e ciente que poderia ser pega, entrou no meio da multidão, se arrastou, enfrentou as dificuldades mesmo com pouca força, seguiu adiante mesmo com tantas barreiras (a multidão), mesmo com tantos empurrões (dificuldades) ela perseverou e conseguiu chegar até Jesus e tocar na orla de Sua roupa. No mesmo instante o fluxo de sangue, a hemorragia se estancou, cessou, estava curada!
"Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes que façam para si franjas nas bordas das suas vestes, pelas suas gerações; e que ponham nas franjas das bordas um cordão azul.
Tê-lo-eis nas franjas, para que o vejais, e vos lembreis de todos os mandamentos do Senhor, e os observeis; e para que não vos deixeis arrastar à infidelidade pelo vosso coração ou pela vossa vista, como antes o fazíeis; para que vos lembreis de todos os meus mandamentos, e os observeis, e sejais santos para com o vosso Deus." Números 15 38-40
Logo ao "agarrar" tocar com fé e receber o milagre, pensa em sair depressa para que ninguém a perceba mas o Mestre percebeu! pois do Senhor saiu virtude!
- Quem é que me tocou? foi a pergunta feita por Jesus.
Foi uma mulher sábia, não queria contrariar a Lei, nem o povo e pela fé agarrou firme na orla do manto. Este agarrar foi diferente! (saiu Virtude)
Sabemos que muitos o tocavam, e então Pedro responde: Mestre, a multidão te aperta e te oprime, e dizes: Quem é que me tocou?
Jesus queria que a pessoa se identificasse, se mostrasse e confessasse a verdade.
Assim o fez a mulher, sim, aproximou-se temendo e tremendo, mas ciente do que lhe havia acontecido, falou a verdade. Mostrou a todos a sua confiança em Jesus.
Aqui ocorreu a Libertação da vergonha! Todos ficaram sabendo do milagre!
"Mas, antes que viesse a fé (Jesus), estávamos guardados debaixo da lei, encerrados para aquela fé que se havia de revelar." Gálatas 3:23
Então Jesus lhe traz Paz e refrigério ao dizer: "Filha, a tua fé te salvou; vai em paz, e sê curada deste teu mal." Marcos 5.34.
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