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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Quebra de maldições: é bíblico?






O movimento de “batalha espiritual” ensina a necessidade de se quebrar maldições hereditárias e de se anular compromissos que ficaram pendentes com o diabo, mesmo após a pessoa ter sido convertida a Cristo. Ensina-se que herdamos as maldições que acompanharam nossos antepassados, por causa de seus pecados e pactos demoníacos, e que precisamos anular estas maldições hereditárias.
Um dos textos usados para defender este ponto é Êxodo 20.5, onde Deus ameaça visitar a maldade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração dos que o aborrecem.
Entretanto, ensinar que Deus faz cair sobre os filhos as consequências dos pecados dos pais, é só metade da verdade.
A Escritura nos diz igualmente que se um filho de pai idólatra e adúltero vir as obras más de seu pai, temer a Deus, e andar em Seus caminhos, nada do que o pai fez virá cair sobre ele. A conversão e o arrependimento individuais “quebram”, na existência das pessoas, a “maldição hereditária” (um efeito somente possível por causa da obra de Cristo). Este foi o ponto enfatizado pelo profeta Ezequiel em sua pregação ao povo de Israel da época (leia cuidadosamente Ezequiel 18).
Através do profeta Ezequiel, Deus os repreendeu, afirmando que a responsabilidade moral é pessoal e individual diante dele: “A pessoa que pecar, é ela quem morrerá — não o seu pai ou a sua mãe” (Ez 18.4b, 20). E que pela conversão e por uma vida reta, o indivíduo está livre da “maldição” dos pecados de seus antepassados, ver 18.14-19. Esta passagem é muito importante, pois nos mostra de que maneira o próprio Deus interpreta (através de Ezequiel) o significado de Êxodo 20.5.
Aplicando aos nossos dias, fica evidente que o crente verdadeiro já rompeu com seu passado, e com as implicações espirituais dos pecados dos seus antepassados, quando, arrependido, veio a Cristo em fé.
Tem mais. O apóstolo Paulo nos esclarece que o escrito de dívida que nos era contrário, a maldição da lei, foi tornado sem qualquer efeito sobre nós: Jesus o anulou na cruz (Cl 2.13-15; Gl 3.13). Ou seja, toda e qualquer condenação que pesava sobre nós foi removida completamente quando Cristo pagou, de forma suficiente e eficaz, nossa culpa diante de Deus. Ora, se a obra de Cristo no Calvário em nosso favor foi poderosa o suficiente para remover de sobre nós a própria maldição da santa lei de Deus, quanto mais qualquer coisa que poderia ser usada por Satanás para reivindicar direitos sobre nós, inclusive pactos feitos com entidades malignas, por nós, ou por nossos pais, na nossa ignorância.
Basta um estudo simples nas Escrituras, da linguagem usada para descrever nossa redenção, para que não fique qualquer dúvida de que o crente, à semelhança de um escravo exposto à venda na praça, foi comprado por preço, e que, agora, passa a pertencer totalmente ao seu novo senhor. O antigo patrão não tem mais qualquer direito sobre ele, como rezava a legislação romana da época. Assim, Paulo diz que fomos comprados por preço (1 Co 6.20; agorazo, comprar, redimir, pagar um resgate — termo usado para o ato de comprar um escravo na praça, ou pagar seu resgate para libertá-lo), e que sendo agora livres, não devemos nos deixar outra vez escravizar (1 Co 7.23). Fomos resgatados (lutrou) pelo precioso sangue de Cristo (1 Pe 1.18; cf. Ap 5.9).
Em resumo: “se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas antigas passaram: eis que se fizeram novas”. Não há nenhuma maldição que Cristo já não tenha quebrado na cruz e que não tenha já sido desfeita na hora da conversão (novo nascimento). O que os crentes precisam é santificação, e não quebra de maldição, para crescerem mais em mais no conhecimento de Deus e no serviço dele.
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sábado, 16 de setembro de 2017

A influência do pecado.




“A sombra do pecado está sobre cada aspecto da existência humana. Fora de nós, o pecado é um inimigo que seduz; por dentro, compele-nos ao mal, como parte de nossa natureza caída. Nesta vida, o pecado é intimamente conhecido, ainda que permaneça estranho e misterioso. Promete a liberdade, mas escraviza, produzindo desejos que não podem ser satisfeitos. Quando mais nos debatemos para escapar ao seu domínio, tanto mais inextricavelmente nos enlaça. Compreender o pecado nos ajuda no conhecimento de Deus, porém o pecado distorce até mesmo nosso conhecimento do próprio-eu.”
— Stanley M. Horton.


Os quatro métodos de Interpretação do livro do Apocalipse.





1. Preterista
O método Preterista considera o contexto histórico na interpretação do Apocalipse, ou seja, muito do simbolismo presente no livro está relacionado aos acontecimentos contemporâneos da época em que foi escrito. No Preterismo, muitas das profecias do Novo Testamento também foram cumpridas na destruição de Jerusalém em 70 d.C. e em eventos do período da igreja primitiva.
2. Historicista
No Historicismo, as profecias do livro de Apocalipse (e outras profecias bíblicas), são interpretadas como se fossem se cumprindo ao longo da história. Dessa forma, muitas profecias já se cumpriram, outras estão em pleno cumprimento, e também há aquelas que ainda se cumpriram, ou seja, seria como um esboço da história da igreja desde o século I até a Segunda Vinda de Cristo.
3. Idealista
A interpretação Idealista pode ser definida como totalmente simbólica, na medida em que interpreta toda descrição presente no livro de Apocalipse como símbolos, verdades ou ideais espirituais, ou seja, nada irá ocorrer realmente de forma literal e histórica, mas completamente de maneira espiritual.
4. Futurista
Na interpretação Futurista, quase tudo no livro de Apocalipse está relacionado aos acontecimentos futuros do fim dos tempos – para alguns com exceção apenas dos três primeiros capítulos. A interpretação Futurista se popularizou com o surgimento da corrente escatológica conhecida como Dispensacionalismo (ou Pré-Milenismo Dispensacionalista) e que se tornou a principal visão escatológica dentro do movimento pentecostal.

O QUÊ É DE CÉSAR? E O QUÊ É DE DEUS?







Muitos pregadores, ao discorrerem sobre a passagem a cima, concordam em afirmar o seguinte: “Nós devemos pagar os nossos impostos, sem esquecer nunca dos dízimos e ofertas. Pois dar a César é pagar os impostos, e dar a Deus é pagar o dízimo”.
No entanto, se analisarmos esta passagem exegeticamente, não poderemos nunca, permitir este tipo de interpretação. Ao observarmos atentamente a passagem não vemos, em nenhum momento, qualquer dos evangelistas relacionando esta afirmação de Jesus a prática de ofertar ou dizimar, para ser mais exato a única exceção é Marcos que na altura do versículo 41 vai falar sobre a oferta da viúva, mas mesmo João Marcos não associa este episódio a declaração de cristo nos versos anteriores.
A declaração de Jesus, tema da nossa apreciação, está inserida em um contexto de várias tentativas dos grupos religiosos em tentarem pegar Jesus em alguma contradição, para assim tirar-lhe a confiabilidade. Como sabemos foi inútil e mais serviu para aumentar a credibilidade que Ele tinha e para desmoralizar os religiosos de sua época. A discussão que culmina naquela afirmação de Jesus está inserida neste ínterim. Os fariseus unidos com os herodianos se achegam ao Senhor com bajulações e soltam a questão: “É lícito pagar os impostos cobrados por Roma?”. Como Jesus, que não era bobo nem nada, percebeu que as palavras lisonjeiras eram uma artimanha para tentar ludibriá-lo. Acabou com a questão: “Me mostrem a moeda, de quem é esta cara estampada na moeda?” Os inquisidores responderam de pronto: “De César.” Então Jesus conclui com uma das lições mais profundas que só poderíamos receber Dele mesmo: Daí, pois a César o que é dele, daí portanto a Deus o que lhe pertence (estou parafraseando).
Agora faço minha as palavras de Jesus. Olhem para as cédulas de dinheiro e as moedas que você tem. De quem é este brasão? Quem atribui valor a estas cédulas? (Você responde está bem?)
Agora usando o raciocínio de Jesus, o que existe neste universo que possui estampada a imagem do Deus onipotente? O que Deus criou que possui a sua marca e que pra ele possui valor?
A Resposta: O ser humano.
Deus não precisa de dinheiro, tudo é Dele. Ele não quer seu dinheiro, daí a Deus o que é dele. E o que ele quer é uma oferta da sua vida. Daí a Ele aquilo que possui Sua marca registrada. Pois é isso que ele quer.
Quer agradar à Deus? Dê-lhe uma oferta que Ele possa aceitar. Entregue sua vida incondicionalmente à Ele!

#INTERPRETAÇÃOtextual








Você já ouviu falar que Lúcifer era o responsável pela música no céu? E se eu te dissesse que a Bíblia nunca disse isso?
Se interpretarmos Ezequiel 28 e Isaías 14 em seu contexto imediato - o que o autor do texto pretendia que seus primeiros ouvintes e leitores entendessem - não veremos nenhuma menção a ninguém mais que um ser humano. Entrando numa interpretação secundária do texto - que pode ou não ter sido uma metáfora para a queda de Satanás -, o único versículo que afirma algo sobre música é o 13: "[...] em ti se fazima os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados". 
Ainda que o verso 14 seja entendido literalmente (o que parece difícil tendo em vista o restante do capítulo), e "tu eras um querubim ungido" seja uma possível referência a Satanás antes da queda, não há nada além do versículo 13 que envolva o personagem do texto em música. Além do mais, não há nada em toda a Bíblia que associe Satanás a nenhum tipo de música, muito menos como "regente" no céu.
O fato é que a Bíblia não conta a origem de Satanás, e nem o associa antes ou depois da queda à música.

O QUE SIGNIFICA PRIMÍCIAS? 

Em primeiro lugar, você precisa entender o que são as PRIMÍCIAS. O sentido bíblico mais comum da palavra primícia nos é revelada em Êxo...