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segunda-feira, 31 de julho de 2017
EXISTE DIFERENÇA ENTRE Hebreus, Judeus e Israelitas?
RESPOSTA: Hebreu (עברי, em hebraico)
A primeira vez nos livros de Moisés (Torá, para os judeus; Pentateuco, para os cristãos) em que o termo “hebreu” aparece é no livro de Gênesis 14:13, referindo-se, exatamente, ao pai deste povo, Abraão:
Então veio um, que escapara, e o contou a Abrão, o hebreu; ele habitava junto dos carvalhais de Manre, o amorreu, irmão de Escol, e irmão de Aner; eles eram confederados de Abrão.
Embora a tradição judaica ofereça pelo menos duas correntes para explicar o nome, vamos considerar aquela que é mais aceita pela maioria dos teólogos. Ela se refere aos descendentes de Héber (עֵבֶר em hebraico). O capítulo 10 de Gênesis fala dos descendentes de Noé e das nações que se formaram a partir deles. Noé teve três filhos: Sem, Cam e Jafé, além de outros mais que nasceram depois do dilúvio. Héber foi um dos trisnetos de Sem, filho de Noé.
O nome de Héber é importante porque, segundo a tradição judaica, foi graças a ele que a língua que eles falam foi preservada por Deus. Segundo a tradição judaica, Héber teria se recusado a participar da construção da Torre de Babel e, portanto, o idioma hebraico foi preservado e recebeu este nome em homenagem a Héber, e desta forma, deu também nome ao povo que falava Hebraico, o povo Hebreu.
Algumas pessoas tem dificuldade em entender Gênesis 10:5, 10:20 e 10:31, pois estes versículos parecem trazer uma contradição ao citarem povos com suas próprias línguas antes do capítulo 11, que é capítulo que informa que só havia uma língua na Terra, sendo que é neste mesmo capítulo que é descrito como e porque houve a divisão das línguas. A resposta é que a narração não é cronológica, mas sim tópica, como se fosse um adendo, ou uma observação do autor. Para sustentar isso, podemos ler Gênesis 10:25, que apresenta um dos filhos de Héber: Pelegue. Héber teve dois filhos: um foi Pelegue, porquanto em seus dias se repartiu a terra; e o outro foi Joctã. (Gênesis 10:25)
Existe um motivo para Pelegue ter este nome. Pelegue (פלג, em hebraico) significa separar, dividir. Assim, é muito provável que ele tenha recebido este nome em relação ao ato da criação das várias línguas no evento da Torre de Babel, que dividiu completamente o mundo em grupos linguísticos específicos.
Vale salientar ainda que existem indícios extra-bíblicos, como por exemplo – as tábuas sumérias – que relatam a existência de apenas uma língua universal no mundo antigo.
– Assim, podemos dizer que “hebreu”, da perspectiva etimológica, provem de Héber. No que diz respeito ao grupo de pessoas, podemos dizer que “hebreu” é o povo que descende de Sem, filho de Noé. Ou seja, é o povo semita. Por isso, que atualmente vemos o uso de antissemitismo como uma postura contrária ao povo judeu.
Israelita (ישׁראל, em hebraico)
O termo “israelita” é a versão em português do termo “filhos de Israel” (Bnei Yisrael), que aparece várias vezes na Bíblia (são 608 vezes em traduções como a Almeida). Assim, a melhor maneira de entender o significado de israelita é procurar o significado de Israel.
O nome “Israel”, que no hebraico significa “lutar com Deus”, foi atribuído a Jacó:
E disse-lhe Deus: O teu nome é Jacó; não te chamarás mais Jacó, mas Israel será o teu nome. E chamou-lhe Israel. (Gênesis 35:10)
Quem foi Jacó?
De acordo com a Tanakh (escrituras judaicas) e o Corão (escrituras islâmicas), Isaac foi o único filho de Abraão com Sara. Isaac, por sua vez, teve dois filhos com Rebeca, sendo Jacó e Esau. Enquanto a descendência de Esau formou os Edomitas, a descendência de Jacó gerou os israelitas (Lembrando que Jacó teve o nome mudado para Israel).
– Assim, Israelita é o povo descendente de Jacó. Jacó, juntamente com seu pai (Isaac) e avô (Abraão), são considerados os patriarcas dos filhos de Israel, os israelitas. O próprio Deus confirma isso, anos depois, a Moisés:
Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. (Êxodo 3:6a)
Jacó teve 12 filhos com 4 mulheres diferentes (Gênesis 49), além de uma filha (Gênesis 30:21), e teve 70 descendentes diretos (Êxodo 1:5).
Judeu (יְהוּדִי em hebraico)
Para entender o significado do termo “judeu“, temos que primeiro entender que dos 12 filhos de Jacó surgiram as 12 tribos de Israel. Abaixo está um mapa com as doze tribos de Israel por volta do ano 1.100 a.C, conforme nos informa o livro de Josué:
Pode-se notar que uma dessas tribos é a de Judá. O termo “judeu” está ligado ao nome Judá, mas não quer dizer que ele se refira apenas ao povo desta tribo. O termo “judeu” se refere ao povo de todas as 12 tribos. Vamos ver o porquê disso. Conforme vemos no livro de Ester, esta tribo foi predominante durante o período que antecedeu o retorno daquele povo à terra prometida, assim como durante os primeiros anos deste retorno, conforme os livros de Esdras e Neemias.
O fato que justifica o uso generalizado do termo judeu é que havia a predominância da tribo de Judá neste período, assim todo o povo das doze tribos passou a ser chamado de judeu. Embora as primeiras aparições no nome “judeu” em muitas traduções das Escrituras só se deem no livro de 2ªReis 16:6 e 2ªReis 25:25, no hebraico a tradução mais adequada seria “homens de Judá”. Apenas nos livros de Esdras, Neemias e Ester é que podemos dizer que há efetivamente a utilização deste termo no sentido de povo das doze tribos.
Conclusão: Agora, fica entendido que Hebreu originou-se de Héber; que Israelita originou-se de Jacó; e que Judeu originou-se da tribo de Judá. Todos esses termos têm o mesmo objetivo: referir-se ao povo escolhido por Deus, embora em épocas diferentes.
A GRAÇA DE DEUS
Decifrar e explanar a graça, como um todo, é um grande desafio, desde seu conceito até o seu alcance, sua força e seus aparentes dilemas. A definição mais direta e acessível encontrada em um dicionário de língua portuguesa para o termo graça é a seguinte: “O favor imerecido que Deus concede ao homem”. Embora tal definição seja verdadeira, é incompleta. Graça é um atributo de Deus, um componente do caráter divino, demonstrada por Ele através da bondade para com o ser humano pecador que não merece o Seu favor. Assim sendo, é esse favor imerecido da parte de Deus, que permite ao homem existir (comum) e, por outro lado, abre-nos o caminho para nos relacionarmos com Ele (especial). a Graça é um presente, que justifica o injustificável, que salva o odioso, que perdoa o imperdoável e dá vida ao moribundo. Jesus é a expressão máxima da graça de Deus ! A graça de Deus pode ser detalhadamente explicada como “aquela qualidade intrínseca do ser ou essência de Deus, pela qual Ele, em Sua disposição e atitudes, é espontaneamente favorável” a outorgar favor imerecido, amor e misericórdia àqueles que Ele escolhe dentre a humanidade desmerecedora. Ao longo de toda a Bíblia, a graça de Deus se manifestou em três estágios. No primeiro, Deus revelou Sua bondade e graça ao demonstrar misericórdia, favor e amor para com todos os homens em geral, mas para com Israel em particular. No segundo estágio, Deus expressou ou apresentou Sua graça, de forma mais clara, através de Jesus Cristo, o qual veio ao mundo para pagar pelos pecados do homem mediante Sua morte sacrificial na cruz. No terceiro, a graça de Deus proporciona salvação e santificação a todos os que, pela fé, confiam em Jesus Cristo como Salvador e Senhor de suas vidas.
Na Septuaginta, uma antiga tradução das Escrituras do Antigo Testamento para a língua grega, o termo grego traduzido por “graça” é charis que significa “graça ou favor imerecido”. As Escrituras Hebraicas não possuem nenhum termo hebraico equivalente. Os termos originais hebraicos traduzidos na Septuaginta por charis são chanan ou chen, que se traduzem por “graça”, “favor” ou “misericórdia”.Essas duas palavras hebraicas são usadas no Antigo Testamento para retratar o mesmo significado de charis: (1) mostrar misericórdia para com o pobre (Pv 14.31); (2) proporcionar misericórdia àqueles que invocam a Deus em tempo de angústia (Sl 4.1; 6.2; 31.9); (3) demonstrar favor a Israel no Egito (Êx 3.21; 11.3; 12.36); e (4) conceder (Deus) Sua graça a determinadas pessoas, tais como Noé (Gn 6.8), José (Gn 39.21), Moisés (Êx 33.12,17), e Gideão (Jz 6.17). Além disso, a graça de Deus será derramada sobre a nação de Israel no tempo da sua salvação (Zc 12.10).
Outros termos hebraicos, tais como,racham ou rachamim (i.e., “misericórdia”) echesed (“amor leal” ou “bondade”) muitas vezes ocorrem juntos no texto hebraico para expressar o conceito da graça de Deus (Êx 34.6; Ne 9.17; Sl 86.15; 145.8; Jl 2.13; Jn 4.2). Graça, amor e misericórdia estão explicitados na aliança de Deus com o rei Davi, a qual se estendeu a seu filho Salomão mesmo depois que este veio a pecar no decurso de sua vida (2 Sm 7.1-17).
Deus não outorgou Seu amor e graça a Israel por qualquer mérito dessa nação. Deus escolheu Israel para que fosse o povo de Sua propriedade exclusiva através de um ato de pura graça (Dt 7.6-9). A graça e a misericórdia também foram manifestadas a nações inteiras. O Senhor, por Sua graça, libertou o povo de Israel da escravidão no Egito, supriu as necessidades da nação durante sua peregrinação no deserto e lhes concedeu a terra de Canaã. O amor do profeta Oséias por sua esposa Gômer, uma prostituta, ilustrava a graça e misericórdia de Deus para com Israel. Embora Gômer fosse uma esposa infiel, Oséias demonstrou-lhe graça, misericórdia e amor, ao resgatá-la do mercado de escravos pelo pagamento de um preço. Ela tipificava a nação de Israel redimida da escravidão do pecado. Pela graça de Deus a ímpia cidade de Nínive foi poupada da destruição ao arrepender-se de seu pecado com a pregação de Jonas.
No Novo Testamento, o conceito de graça encontra uma expressão mais precisa, rica e completa no termo grego charis, o qual ocorre, no mínimo, por 170 vezes. A graça de Deus assume uma dimensão pessoal totalmente nova e se torna evidente ao ser humano nas palavras e obras do ministério redentor de Jesus Cristo. Que prova maior da graça de Deus poderia ser dada do que essa da salvação ?
Foi o próprio Deus que, em Sua bondade e graça, tomou a iniciativa de providenciar a salvação para o homem após a queda de Adão no pecado. A graça de Deus se revela à humanidade de duas maneiras fundamentais:
1- A Graça Comum: A graça comum se refere ao imerecido favor, amor e cuidado providencial de Deus, estendidos a toda a raça humana em corrupção, pelos quais Deus derrama Suas bênçãos sobre todos em geral, tanto sobre os salvos quanto sobre os descrentes (Sl 145.8-9). Deus refreia Sua ira contra a humanidade pecadora, concedendo a uma nação ou a uma pessoa o tempo necessário para que se arrependa – o que vem a ser uma extensão da graça comum do Senhor. A graça comum também pode ser constatada na obra do Espírito Santo, quando este move o coração de uma pessoa ao persuadi-la(lo) e convencê-la(lo) da necessidade de buscar a salvação por intermédio de Jesus Cristo (Jo 16.8-11).
2- A Graça Especial: Comumente denominada de graça eficaz, efetiva ou graça salvadora. A graça de Deus é eficaz na medida em que produz salvação na vida dos indivíduos eleitos que depositam sua fé na morte de Cristo e no sangue que Ele derramou na cruz para remissão de seus pecados. A graça eficaz é conhecida por experiência no momento em que Deus, pela instrumentalidade do Espírito Santo, opera de forma irresistível na mente e no coração de uma pessoa, de modo que o indivíduo escolha livremente crer em Jesus Cristo como seu Salvador.
Os crentes em Cristo são chamados, não segundo suas obras de esforço próprio, mas conforme a “determinação e graça” de Deus (2 Tm 1.9). O apóstolo Paulo é um exemplo clássico da chamada eficaz de Deus. Ele foi chamado, não por sua vontade, mas “pela vontade de Deus” (1 Co 1.1). Na realidade, ele tentava destruir a Igreja até o momento em que se converteu a Cristo, conversão essa que ocorreu pela graça de Deus (At 9). A graça de Deus se evidencia de diversas maneiras na vida de um crente em Cristo, Vejamos:
1- Graça Salvadora: A palavra salvação é um termo abrangente. Refere-se ao ato redentor de Deus pelo qual Ele, no presente momento, redime o indivíduo da penalidade e do poder do pecado, e, no futuro, libertará o crente em Cristo da presença do pecado na ocasião da glorificação dos salvos. A salvação é um dom gratuito de Deus, concedido a uma pessoa em virtude da graça, por meio da fé, independente de qualquer obra ou mérito da parte da pessoa que o recebe. No momento da salvação, a graça imerecida e a fé do crente são dons que procedem diretamente do Senhor àqueles que põem sua fé em Cristo (Ef 2.8-9). A graça da salvação, oferecida na atual dispensação, inclui cada aspecto da obra redentora de Deus em favor dos crentes em Jesus e abrange a redenção, a propiciação, a justificação, o perdão, a santificação, a reconciliação e a glorificação para aquele que, pela fé, recebe a Cristo.
2- Graça Santificadora: Deus, por intermédio do Espírito Santo, providenciou dons espirituais sobrenaturais com o objetivo de equipar e capacitar cada crente em Cristo para o seu ministério e serviço na igreja local.
Naquele momento em que a pessoa, pela fé, recebe a Cristo, o indivíduo é santificado pela graça de Deus. A palavra santificação significa “tornar santo” ou “separar para Deus” com propósito ou para uso sagrado. A Bíblia menciona pessoas, lugares, dias e objetos inanimados consagrados (separados p/) a Deus. No que se refere a um indivíduo, a santificação pode ser definida como a obra da livre graça de Deus através do Espírito Santo, na qual Ele separa o crente para ser moldado conforme à imagem e semelhança de Cristo.
As Escrituras se referem a três estágios de santificação pela graça de Deus. O PRIMEIRO ESTÁGIO é o da santificação posicional que diz respeito à posição santa do crente perante Deus, fundamentada na redenção que Cristo efetuou a seu favor.
O SEGUNDO ESTÁGIO é o da santificação progressiva, na qual o crente em Cristo se encontra no processo de ser santificado através da Palavra de Deus (Jo 17.17). Os crentes são exortados a crescer “na graça” (2 Pe 3.18); na busca desse crescimento, tornam-se recipientes do favor imerecido que procede do Senhor. O crescimento na graça não é obtido por meios naturais, mas se dá através do estudo da Palavra de Deus (2 Pe 1.2-3,5-6,8). À medida que um crente em Jesus cresce na graça, o fruto do Espírito se torna manifesto através da vida dele ou dela (Gl 5.22-23), levando a pessoa a uma conformidade com a imagem e semelhança de Cristo (Rm 8.29).
O TERCEIRO ESTÁGIO é o da santificação completa ou perfeita, que os crentes conhecerão por experiência quando receberem seus corpos glorificados e se completar a sua redenção (Rm 8.30; Ef 5.27). Esse acontecimento se concretizará na ocasião do Arrebatamento da Igreja (1 Co 15.51-52; 1 Ts 4.16-17).
Um Deus santo não tem nenhuma obrigação de conceder graça a pecadores, mas Ele assim o faz segundo o bem querer da Sua vontade. Ele demonstra graça ao estender Seu favor, Sua misericórdia e Seu amor para suprir a necessidade do ser humano. Visto que o caráter de Deus é composto de graça, movido por bondade Ele espontaneamente se dispõe a conceder Sua graça à humanidade pecadora em nosso tempo de aflição.
A graça é a negação do nosso esforço com relação a algo que não merecemos e recebemos. A graça é um sinal claro da redenção de Deus. Somente conhecendo o que é a graça e como ela se manifesta e se aplica à nossa vida, é que podemos ter a certeza de estarmos no centro da vontade de Deus. Todos os nossos pensamentos, palavras e atitudes devem passar pela “peneira da graça”. Também as nossas orações, nossos planos, nossa vontade devem ser vistos à luz da graça de Deus. O objetivo maior da graça não é satisfazer a nossa vontade, mas glorificar a Deus através da implementação da sua vontade na nossa vida e no mundo (Seja feita a vossa vontade...). Estar na graça é viver entregue completamente à vontade de Deus.
OS NOMES DE DEUS
ADONAI - Senhor (Dt Cp6 V 4)
ATTIQ YOMIN - Ancião de dias (Dn Cp7 Vs 9 e 13)
ELOAH XEMAYYA - O Deus do céu (Dn Cp2 V18)
ELOHIM - Deus Único e verdadeiro Gn Cp 1 V1; Nm Cp23 V 19; Sl 19 V1)
EL ELYON - Deus Altissímo (Gn Cp 14 Vs 17 ao 20; Nm Cp 24 V 16; Sl 7 v 17; Is Cp 14 Vs 13 e 14)
EL ROI - O Deus que vê (Gn Cp 16 V13)
EL SHADDAY - O Deus todo poderoso (Gn Cp 17 V 1; Sl 91 V 1)
EL OLAM - O Deus Eterno (Is Cp Vs 28 ao 31)
JEOVÁ - O Senhor - (Gn Cp2 V4; Êx Cp 6 Vs 2 e 3)
JEOVÁ ELOHE ISRAEL - Senhor Deus de Israel ou o Deus da nação (Jz Cp 5 V 3; Sl 59 V 5; Is Cp 17 V 6; Sf Cp 2 V 9)
JEOVÁ JIRÉ - O Senhor proverá (Gn Cp22 Vs 13 e 14)
JEOVÁ MACADESHCEM – O Senhor que vos santifica (Êx Cp31 V13)
JEOVÁ NISSI - O Senhor é minha bandeira (Êx Cp 17 V 15)
JEOVÁ RAA - O Senhor é o meu pastor (Sl 23)
JEOVÁ RAFÁ – O Senhor que cura / que vos sara (Êx Cp15 V26)
JEOVÁ SABAOTH - Senhor dos exércitos (1 Sm Cp1 V 3; Is Cp 6 Vs 1 ao 3)
JEOVÁ SHALOM - O Senhor é Paz (Jz Cp 6 V 24)
JEOVÁ SHAMÁ - O Senhor está ali (Ez Cp48 v 35)
JEOVÁ TSDIQUENU - O Senhor é nossa justiça (Jr Cp23 V 6 e Cp 33 V 16)
NESAH ISRAEL - Glória de Israel (Jz Cp5 V3; Sl 59 V5; Sf Cp2 V9; Is Cp17 V6)
QEDOSH ISRAEL - O Santo de Israel (Is Cp1 V 4)
YAHWEH ou JAVÉ - Eu Sou o que Sou (Êx Cp3 V14)
YAHWEH MALAKH - Deus é rei (Sl 97 V1)
Fonte: BÍBLIA DE ESTUDO APLICAÇÃO PESSOAL Pág 353.
sábado, 29 de julho de 2017
PERFIL BÍBLICO: JACÓ
Jacó era o terceiro elo no plano de Deus para iniciar uma nação descendente de Abraão. O sucesso deste plano se deu mais “apesar de” do que “em razão da” vida de Jacó. Antes de Jacó nascer, Deus prometera que seu plano se desenvolveria através dele, e não de seu irmão gêmeo, Esaú. Embora os métodos de Jacó nem sempre fossem respeitáveis, suas habilidades, determinação e paciência tinham de ser reconhecidas. Ao acompanharmos sua vida desde o nascimento até a morte, vemos a mão de Deus trabalhando.
A vida de Jacó possui quatro estágios, cada qual marcado por um encontro pessoal com Deus. No primeiro estágio, Jacó corresponde à expectativa do seu nome, que significa “ele agarra o calcanhar” (de forma figurada “ele engana”). Ele agarrou o calcanhar de Esaú ao nascer e, quando fugiu de casa, também agarrou a bênção e a primogenitura do irmão. Durante sua fuga, Deus lhe apareceu no caminho, não apenas lhe confirmando a bênção, mas também despertando nele um conhecimento pessoal sobre si mesmo. No segundo estágio, Jacó experimentou a vida pelo outro ângulo ao ser manipulado e enganado por Labão. Então ocorre uma mudança curiosa: o Jacó do primeiro estágio teria simplesmente abandonado Labão, porém o Jacó do estágio dois, após ter decidido partir, aguardou seis anos pela permissão de Deus. No terceiro estágio, Jacó estava em um novo papel como agarrador. Desta vez, às margens do rio Jordão, ele agarrou-se com Deus e não queria deixá-lo partir. Ele percebeu sua dependência do Deus que continuara a abençoá-lo. Seu relacionamento com Deus tornou-se essencial para a sua vida, e seu nome foi mudado para Israel, que significa “ele luta com Deus”. O último estágio da vida de Jacó foi ser agarrado – Deus realmente o segurou. Ao responder o convite de José para ir ao Egito, Jacó demonstrou claramente não querer tomar nenhuma decisão sem a aprovação de Deus.
Você consegue lembrar-se de alguns momentos em que Deus se revelou a você? Você se permite encontrar a Deus enquanto estuda a sua Palavra? Que diferença essas experiências têm feito em sua vida? Você é mais parecido com o jovem Jacó, forçando Deus a seguí-lo no deserto de seus próprios planos e enganos? Ou você é mais parecido com o velho Jacó, que apresentou seus desejos e planos a Deus, buscando sua aprovação antes de tomar qualquer atitude?
Pontos fortes e êxitos:
Pai das 12 tribos de Israel.
Terceiro na linhagem abraâmica do plano de Deus.
Determinado, era disposto a trabalhar muito pelo que desejava.
Bom homem de negócios.
Fraquezas e erros:
Ao enfrentar conflitos, confiava em seus próprios recursos ao invés de buscar ajuda em Deus.
Tendia a acumular riquezas para seu próprio bem.
Lições de vida:
A segurança não está no acúmulo de bens.
Todas as atitudes e intenções humanas – para o bem ou para o mal – são tecidas por Deus no decurso de seu plano.
Informações essenciais:
Local: Canaã.
Ocupações: Pastor e proprietário de gado.
Familiares: Pais – Isaque e Rebeca; irmão – Esaú; sogro – Labão; esposas – Raquel e Léia; doze filhos e uma filha são mencionados na Bíblia.
Versículo-chave:
“E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra, porque te não deixarei, até que te haja feito o que te tenho dito” (Gn 28.15)
A história de Jacó pode ser encontrada em Gênesis 25-50. Ele é também mencionado em Oséias 12.2-5; Mateus 1.2; 22.32; Atos 7.8-16; Romanos 9.11-13; Hebreus 11.9,20,21. Abraão, Isaque e Jacó estão entre as pessoas mais importantes do Antigo Testamento. É preciso notar que esta importância não esta baseada no caráter pessoal de cada um deles, mas no caráter de Deus. Estes homens conquistaram grande respeito e até mesmo temor de seus conhecidos. Eram ricos e poderosos, e, contudo, egoístas, capazes de mentir e enganar. Não se tratava de heróis perfeitos, como podíamos esperar; ao contrario, eram pessoas como nós, tentando agradar a Deus mas sempre tropeçando. Jacó e Labão eram semelhantes. Os dois gostavam de barganhas, enganos e mentiras. Em lugar de gozarem a companhia um do outro, pareciam estar resolvidos a ver quem era mais esperto. Com a sagacidade do tio, Jacó pode compreender o que Esaú sentiu ao ser enganado. O pecado sempre traz consequências, ainda que não sejam imediatas.
EM RESUMO, SUA HISTÓRIA SERIA ASSIM: filho de Isaque e Rebeca, irmão gêmeo de Esaú e neto de Abraão. Sua história ocupa vinte e cinco capítulos do livro de Gênesis.
Feita a profecia de Deus a Rebeca sobre as duas nações que nasceriam do seu ventre é que nascem Esaú e Jacó. Seus descendentes seriam os edomitas e os israelitas, respectivamente. Jacó, com suas esposas Leia e Raquel, e suas duas concubinas, Bila e Zilpa, teria doze filhos – os futuros líderes das famosas 12 Tribos de Israel: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Dã, Naftali, Gade, Aser, Issacar, Zebulom, José e Benjamim[nota – e uma única filha, Diná. José não entra na composição direta do futuro Estado de Israel, mas sim seus dois filhos – Manasses e Efraim –, que seriam adotados por Jacó. Levi é outro filho de Jacó que não recebe herança na Terra Prometida, porque o Senhor é a sua herança.
Após se passar pelo irmão para obter a bênção do pai, Isaque (já em leito de morte), Jacó entra em pé de guerra com Esaú. Sua mãe aconselha-o a sair de casa, prometendo-o chamar de volta quando o irmão se acalmasse. Neste ponto a idade de Jacó é de 40 anos. Isso pode ser atestado pelo casamento de Esaú, aos 40 anos, com mulheres que trouxeram problemas para a família (Gênesis 26:34,35). Rebeca usou desse argumento para que Isaque abençoasse a ida de Jacó, então com 100 anos, para Padã-Arã. Jacó, então, deixa a casa do pai e ruma a Padã-Arã (região da atual Siria), onde casa-se com duas jovens, Léia e Raquel. Após trabalhar 14 anos pelas esposas e mais 6 anos pela famÍlia, (Gênesis 31.41), Deus diz para retornar à sua terra. (Gênesis 31.3) Ele parte com suas duas esposas, duas criadas, onze filhos e uma filha, seus criados e respectivos rebanhos. Após fazer um pacto com Deus, que o ajudaria a voltar para a Terra Prometida são e salvo, já em viagem e rumando sul ao longo de uma rota que ficaria a leste do rio Jordão, a caravana chega ao Jaboque, um afluente do rio maior, e Jacó toma ciência de que o irmão estaria a caminho com um exército de 400 homens. Ele resolve, então, mandar a família atravessar o rio para ali ficar em comunhão com Deus, passando a noite à margem norte do afluente. Diz o Gênesis:
"Ficando ele só (...) lutava com ele um homem, até o romper do dia. Vendo este que não podia com ele, tocou-lhe a articulação da coxa; deslocou-se a junta da coxa de Jacó, na luta com o homem. Disse este: 'não te deixarei ir, se não me abençoares'. Perguntou-lhe, pois: 'Como te chamas?'. Ele respondeu: 'Jacó'. Então disse: 'Já não te chamarás Jacó, e, sim, Israel: pois como príncipe lutaste com Deus e os homens, e prevaleceste'. Tornou Jacó: 'Dize, rogo-te, como te chamas?'. Respondeu ele: 'Por que perguntas pelo meu nome?'. E o abençoou ali." (Gênesis 32:24:9)
Jacó retorna a Terra de seus pais com 60 anos (40 anos na ida mais 20 em Padã-Arã) e ainda vê seu pai durante mais 60 anos, que morre com 180 anos de idade, 10 anos antes de Jacó ir para o Egipto encontrar seu filho José (Gênesis 35.28). Jacó viveu 17 anos no Egito (Gênesis 47.28) e morreu aos 147 anos.
O que aprendemos com a vida de Jacó?
Devemos buscar as bençãos de Deus independente das circunstâncias e obstáculos que estão diante de nós.
Devemos honrar o que Deus coloca em nossas mãos e trabalhar com diligência. Deus abençoa quando honramos nosso trabalho.
Nas dificuldades temos que confiar em Deus, nos achegar a Ele e lembrar de suas promessas e agradecer por tudo que Ele é para nós.
Deus quer que reconhecemos nossos erros. É como se Deus dissesse: Você quer ser abençoado? Mas quem é você? Qual o seu nome? É quando olhamos para nós mesmos e vemos quem somos. Jacó significava enganador, Jacó respondeu quando Deus o perguntou. Assim Deus mudou seu nome e o abençoou. Deus não nos julga pelo o que fizemos ou fazemos mas pelo que Ele é.



sexta-feira, 28 de julho de 2017
O SENHOR DA NOSSA SALVAÇÃO – JESUS CRISTO de A a Z. (BÍBLICAMENTE)
A-
Autor de Eterna Salvação - Hb. 5:9
Autor da vida - At. 3:15
Apóstolo da nossa confissão - Hb.3:1
Amém - Ap. 3:14
Advogado - IJo 2:1
Adão - ICo 15:45
A ressurreição e a vida - Jo.11:25
Alfa e Ômega - Ap. 1:8
Autor da Salvação - Hb.2:10
Autor e Consumador da Fé - Hb.12:2
B-
Bom Pastor - Jo.10:11
Braço do Senhor - Is. 51:9
C-
Cabeça da Igreja - Ef.1:22
Chefe - Is.55:4
Conselheiro - Is.9:6
Consolação de Israel - Lc. 2:25
Cordeiro de Deus - Jo.1:29
Cordeiro - Ap. 13:8
Criador - Jo.1:3
Cristo de Deus - Lc.9:20
D-
Desejado de Todas as Nações - Ag.2:7
Deus Bendito - Rm. 9:5
Deus Forte - Is. 9:6
Deus Unigênito - Jo. 1:18
Deus - Is. 40:3
E-
Emanuel - Is.7:14
Eu Sou - Jo.8:58
F-
Filho Amado - Mt.12:18
Filho de Davi - Mt.1:1
Filho de Deus - Mt. 2:15
Filho do Altíssimo - Lc.1:32
Filho do Homem - Mt. 8:20
Filho do Deus Bendito - Mc. 14:61
G-
Glória do Senhor - Is. 40:5
Grande Sumo Sacerdote - Hb.4:14
Guia - Mt. 2:6
H-
Herdeiro de Todas as Coisas - Hb. 1:2
Homem de dores - Is. 53:3
I-
Imagem de Deus - IICo. 4:4
J-
Jesus de Nazaré - Mt. 21:11
Jesus - Mt. 1:21
Juíz de Israel - Mq. 5:1
Justiça Nossa - Jr.23:6
Justo - At. 7:52
L-
Leão da Tribo de Judá - Ap.5:5
Legislador - Is.33:22
Libertador - Rm.11:26
Lírio dos Vales - Cant. 2:1
Luz do Mundo - Jo.8:12
Luz Verdadeira - Jo.1:9
M-
Mediador - ITm. 2:5
Mensageiro da Aliança - Ml.3:1
Messias, ou Ungido - Dn. 9:25
N-
Nazareno - Mt.2:23
Nossa Páscoa - ICo. 5:7
O-
O Escolhido de Deus - Is. 42:1
O primeiro e o último - Ap. 1:17
P-
Pão da Vida - Jo. 6:35
Pai Eterno - Is.9:6
Pastor e Bispo das Almas - IPe. 2:25
Pedra Angular - Sl.118:22
Poderoso de Jacó - Is. 60 :16
Poderoso Salvador - Lc.1:69
Precursor - Hb.6:20
Primogênito - Ap.1:5
Príncipe da Paz - Is.9:6
Príncipe dos Pastores - IPe. 5:4
Princípio da Criação de Deus - Ap. 3:14
Profeta - Lc.24:19
Q-
Querido pelos seus servos
R-
Raiz de Davi - Ap. 22:16
Redentor - Jo. 19:25
Rei dos Reis - Itm. 6:15
Rei dos santos - Ap. 15:3
Rei dos Judeus - Mt.2:2
Rei dos séculos - ITm.1:17
Rei - Zc. 9:9
Renovo - Is.4:2
Resplandescente estrela da manhã - Ap.22:16
Rocha - ICo.10:4
S-
Salvador - Lc.2:11
Santo de Deus - Mc.1:24
Santo de Israel - Is.41:14
Santo Servo - At. 4:27
Santo - At.3:14
Semente da Mulher - Gn.3:15
Senhor da Glória - ICo. 2:8
Senhor de Todos - At.10:36
Senhor Deus - Is.26:4
Senhor dos Senhores - ITm.6:15
Siló - Gn. 49:10
Soberano dos Reis - Ap. 1:5
Sol da Justiça - Ml. 4:2
Sol nascente - Lc. 1:68
T-
Testemunha fiel - Ap. 1:5
Testemunho - Is. 55:4
Todo-Poderoso - Ap. 1:8
U-
Único
V-
Verbo de Deus - Ap. 19:13
Verbo - Jo. 1:1
Verdade - Jo.1:14
Vida - Jo.14:6
Videira verdadeira - Jo.15:1
Z-
Zeloso
DESTRUINDO MITOS ACERCA DE "JÓIAS OU ADORNOS" CARACTERIZAREM "PECADO"
"JÓIAS E ADORNOS" para "MULHERES CRISTÃS" ? PODE OU NÃO PODE ? USOS E COSTUMES ou "na concepção fundamentalmente equivocada de alguns", "DOUTRINA" ? A BÍBLIA FALA ACERCA DISSO ? EM QUAL CAPÍTULO E VERSÍCULO ? LEIAMOS, ANALISEMOS E "CONCLUAMOS BÍBLICAMENTE"! (Caso vos interessem, confiram e apurem as informações abaixo)
"1 PEDRO Cp 3 V 3: O ENFEITE delas NÃO SEJA O EXTERIOR, no FRISADO DE CABELOS, no USO DE JÓIAS, na COPOSTURA DE VESTES,
V 4: Mas O HOMEM INTERIOR encoberto no coração, NO INCORRUPTÍVEL trajo de UM ESPÍRITO MANSO E QUIETO, que É PRECIOSO diante de Deus"
Segundo o renomado erudito FINIS JENNINGS DAKE, em sua bíblia de estudo que leva seu respectivo nome, PEDRO NÃO PRETENDE A TOTAL CONDENAÇÃO DOS ELEMENTOS CITADOS NO TEXTO EM QUESTÃO. O que queria ELE demonstrar REALMENTE era a infinitamente SUPERIOR IMPORTÂNCIA DOS ADORNOS INTERNOS em relação AOS EXTERNOS. Nada se diz a respeito de ser QUAISQUER DESSAS COISAS PECAMINOSAS OU IMPRÓPRIAS para os cristãos. Se vamos condenar TODOS OS PENTEADOS E TODO O USO DE ADORNOS, então devemos ser consistentes E CONDENAR O USO DE ROUPAS, pois elas são umas das três coisas que aparecem aqui. Se formos CONDENAR UMA então devemos CONDENAR TODAS. Muitos RADICALIZAM o USO DE ANÉIS, BRACELETES E OUTROS ADORNOS, classificando seu uso como pecado, MAS ESTE NÃO É O PROPÓSITO DESSA PASSAGEM. Os adornos eram usados na antiguidade bíblica tanto por mulheres quanto por homens (Êx Cp 32 v 2 , Cp 35 V 22 ; Jz Cp 8 V 24; Is Cp 3 Vs 11 Ao 24; Jó Cp 42 V 11). Nesta pasagem PEDRO não nos fala de ABSTINÊNCIA DE ADORNOS, entretanto; NOS DÁ APENAS UMA ÊNFASE CORRETA daquilo que de fato é relevante, NESSE SENTIDO. No versículo 4, ele cita exemplos de mulheres santas que ADORNAVAM O INTERIOR sendo MANSAS E QUIETAS PERANTE SEUS MARIDOS, mas que TAMBÉM USAVAM ADORNOS EXTERNOS (Gn Cp 24 Vs 22, 47, 53)
COMO A BÍBLIA NOS EXORTA: "1 Tessalonicenses Cp 5 V 21: "Examinai tudo, Retende o Bem; "ASSIM FAÇAMOS"!
OS 4 EPISÓDIOS CONCERNENTES A UNÇÃO DE JESUS

OS REGISTROS BÍBLICOS de Lucas 7, Mateus 26, Marcos 14 e João 12 REFEREM-SE A MESMA MULHER ? É evidente que não !
A “mulher", ALIÁS DE NOME NÃO IDENTIFICADO CLARAMENTE EM DOIS DOS TEXTOS”, A SABER: (Marcos Cp 14 VS 1 AO 3) E (Mateus CP 26 VS 6 AO 13), era a irmã de Marta e Lázaro, POIS APENAS (João CP 12 VS 1 AO 3), REFERE-SE A MESMA COMO PROTAGONISTA DO EPISÓDIO, DESTACANDO assim SEU NOME como Maria, subentendendo ser esta a “que escolheu a boa parte”, PORTANTO, irmã de Marta e Lázaro, da aldeia de Betânia.
Mateus e Marcos situam a história em Betânia, na casa de Simão, o leproso. João diz que foi em Betânia, fala da presença de Marta e Lázaro, e declina o nome da ofertante: “Então Maria, tomando uma libra de bálsamo…” (v. 23). E no capítulo 11, enfatiza: “Esta Maria, cujo irmão Lázaro estava enfermo, era a mesma que ungiu com bálsamo o Senhor…” (V. 2).
Os três evangelistas falam da murmuração dos que julgaram desperdício a oferenda, bem como da defesa de Jesus a Maria. Tanto Mateus quanto Marcos mencionam a promessa de que o gesto será contado onde o Evangelho for pregado.
CONQUANTO AS SEMELHANÇAS SEJAM ABUNDANTES, percebemos duas variações nas três narrativas sobre Maria: Em Mateus e Marcos, o perfume é derramado sobre a cabeça de Jesus; em João, sobre os pés. Em Marcos, o alabastro é quebrado; nos outros dois evangelhos, a mulher apenas despeja-lhe o conteúdo. Tais diferenças têm levado alguns a imaginar que Maria ungiu o Senhor duas vezes. O mais provável, porém, é que essas variações sejam o resultado de haverem os evangelistas se baseado em fontes diversas para os seus registros. Longe de ser um problema, isto comprova que não houve tentativa de se forjar uma história. Cada um buscou apenas transmitir o Evangelho de Cristo.
Em Lucas 7.36-50, OUTRA MULHER traz seu perfume em vaso de alabastro e despeja-o nos pés do Senhor, enquanto Ele está à mesa, na casa de certo Simão. As semelhanças param ai.
Esse Simão é distinguido pelo adjetivo “fariseu”, em vez de “leproso”. As murmurações que se levantam ao gesto dessa adoradora não tem a ver com o valor material da oferta, mas com o seu estilo de vida. Não são expressas, mas percebidas por Jesus no coração do dono da casa. A mulher fora, possivelmente, uma prostituta; e o anfitrião, desconhecendo-lhe a conversão, duvidou de que Jesus fosse um profeta, ou saberia que espécie de mulher era aquela. Nesse episódio, Jesus não se ocupou de defender o gesto da mulher, mas de confirmar-lhe o perdão, a fé e a salvação.
NÃO HÁ COMO CONFUNDIR AS MULHERES. Até a adoração, expressa de modo semelhante, teve motivação diversa. Jesus, que sonda os corações, fez a distinção. De Maria, afirmou: “Antecipou-se a ungir o meu corpo para o sepultamento”. Sempre ao pé do Mestre, ela percebera a crise enfrentada por ele. À iminência da cruz, o lado humano de Cristo clamava por consolo. Tal compreensão moveu a discípula ao gesto de amor. Da pecadora, o Senhor esclareceu: “Perdoado lhe são os seus muitos pecados […] Aquele a quem pouco se perdoa, pouco se ama”. A mulher transbordava de amor por Aquele que lhe perdoara a divida para com Deus e purificara-a de todo pecado. O amor levou-a a ungir-lhe os pés. Na narração de Mateus e Marcos conta-se que Jesus estava em Betânia, na casa do leproso Simão, quando chega uma mulher com um frasco de perfume caro e começa a derramá-lo sobre a cabeça de Jesus. Os discípulos se indignam, pois o perfume era muito caro e o dinheiro podia ser dado aos pobres. Jesus porém os reprime, sublinhando que sempre tereis os pobres convosco. E sublinha: aquela mulher realiza um gesto profético que anuncia a eminente sepultura de Cristo. SEGUNDO A ESCRITURA EM Jo CP 11 V 2 – “E Maria era aquela que tinha ungido o Senhor com unguento, e lhe tinha enxugado os pés com os seus cabelos, cujo irmão Lázaro estava enfermo”. A MARIA DE JOÃO CP 12 É A IRMÃ DE LÁZARO, AO QUAL JESUS RESSUCITOU. Isso É EVIDENCIADO PORQUE João, no seu Evangelho, conta que o fato aconteceu na casa de Lázaro, sempre em Betânia. Portanto, segundo as narrações a personagem que unge Jesus é: Em Mateus e Marcos: uma mulher (SOB FORTES INDÍCIOS DE SE TRATAR DE "MARIA IRMÃ DE LÁZARO) Lucas: a pecadora (HIPOTÉTICAMENTE Maria Madalena), João: Maria (IRMÃ DE LÁZARO). João conhecia bem Maria Madalena e Maria irmã de Lázaro. É improvável que ele tenha feito confusão entre as duas marias.
O episódio contado por Lucas provavelmente é diverso daquele acontecido em Betânia, narrado pelos outros 3 evangelistas. De fato, segundo Lucas, o episódio aconteceu na Galiléia e não no período nas vésperas da paixão de Cristo, como é indicado nos outros evangelhos. A pecadora de Lucas, que unge Jesus, não deve ser Maria Madalena. O episódio da unção em Lucas é contado no capítulo 7. Logo em seguida, no capítulo 8, Lucas fala que Maria Madalena fazia parte do grupo que acompanhava Jesus. Se a pecadora fosse Maria Madalena, por que Lucas não teria dito? É concretamente POSSÍVEL QUE O EVANGELISTA NÃO JULGOU NECESSARIAMENTE RELEVANTE !
O JEJUM - COMO É FEITO ? QUAL A SUA FINALIDADE E PROPÓSITO ?
Jejue como Jesus ensinou !
Jesus dedicou uma aula sobre jejum aos seus discípulos. Infelizmente, por causa da natureza humana, na época de Jesus (e também na nossa, certamente) as pessoas jejuavam para parecer espirituais e receber aplausos dos outros. Por isso, Jesus orientou: “Tu, porém, quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto, com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará. (Mateus 6. 17). Essa orientação de Jesus foca no propósito de nosso jejum. O propósito deve ser agradar a Deus, conectar-se com Ele e não se mostrar aos outros para nos aplaudirem. O jejum é algo pessoal entre nós e Deus. Esse é o jeito certo de jejuar. Observe que Jesus não gastou tempo explicando sobre jejum de alimentos, jejum parcial, jejum de outros itens. Ele focou no propósito, que é o mais importante. No Antigo Testamento o jejum era aplicado por vários motivos, pelo infortúnio e tristeza como expressão da dor pelos pecados os próprios fariseus jejuavam duas vezes na semana. A oração e o jejum estavam unidos na pratica daqueles crentes que vinham do gentilismo. O apostolo Paulo procura evitar a ideia de dar ao jejum um valor independente. A palavra jejum não consta nos melhores manuscritos, em síntese, era um sacrifício ao qual se abstém dos alimentos, Sempre em uma situação de emergência, como guerra, fome ou praga, era proclamado em todo o Israel um jejum como forma de humilhação a Deus no período de socorro. O jejum em Israel continua por toda sua historia, sendo observado até no exilio babilônico, pelos profetas é visto como nulo, quando não se observa as legislações e memoria comunitária, como o direito e a justiça. No novo testamento, o jejum também é uma pratica da igreja cristã. Dois textos nos evangelhos citam uma explicação de Jesus que parece ser algo novo sobre a ação do jejum no individuo que o faz. Vale enfatizar que os jejuns que aparecem nos textos do antigo testamento e que reflete os tempos antigos da historia de Israel mostram algo coletivo, feito por todo o povo, já no novo testamento, vê-se um jejum individual, apenas em algum momento feito por toda comunidade.
Na bíblia, jejuar refere-se a abstenção de alimento por motivos espirituais, embora o jejum apareça frequentemente vinculado á oração, ele por si só deve ser considerado uma pratica de proveito espiritual. Na realidade, o jejum bíblico pode ser chamado de oração sem palavra. (1) Há três formas principais de jejum, vista na bíblia: (a) jejum normal _ a abstinência de todos os alimentos, sólidos ou liquido, mas não de água, (b) jejum absoluto _ a abstenção tanto de alimento como de água.
Normalmente este tipo de jejum não deve ir além de três horas por dia, pois a parte daí o organismo desidrata o que é muito nocivo á saúde, Moisés e Elias fizeram jejum absoluto por 40 dias, mas sobre condições sobrenatural, (c) o jejum parcial _ uma restrição alimentar, e não uma abstenção total dos alimentos. O próprio cristo praticava a disciplina do jejum e ensinava que a mesma deveria fazer parte da vida consagrada do cristão, além de ser um ato de preparação para sua volta.
A igreja do Novo Testamento praticava o jejum, (3) O proposito do jejum com oração, (a) um ato para Deus, visando á sua honra (b), O crente humilha-se diante de Deus, para receber mais graça e desfrutar da presença intima de Deus;( c) expressa pensar por causa de pecados e fracasso pessoas cometidos; (d) busca graça divina para novas tarefas e reafirma nossa consagração a Deus (e) como um meio de buscar a Deus, e aproximar-nos dele e prevalecer em oração contra as forças espirituais do mal que luta contra nos, (f) como um meio de liberta almas da escravidão do mal, ( g) demostrar arrependimento e assim preparar o caminho para Deus muda seus propósitos declarados de julgamento; (h) com o jejum obtivemos a revelação , sabedoria e entendimento no tocante á vontade de Deus, (i) o jejum faz abrir o caminho para o derramamento do espirito santo, e para a volta de cristo á terra para buscar o seu povo. Tenha uma rotina de jejum
Apesar de podermos jejuar em momentos problemáticos de nossas vidas, buscando a graça de Deus, como muitos servos Dele fizeram, é muito saudável para a nossa vida espiritual que tenhamos uma rotina de jejum (totais ou parciais). Pode ser semanal, ou a cada quinze dias, ou um tempo que você combinar com Deus. Isso será muito proveitoso, pois nos fará, em meio à correria do dia a dia, focarmos um pouco mais em nossa vida espiritual e em Deus. Nós observamos na vida de Daniel essa prática muito proveitosa. Comece planejando, por exemplo, uma vez por mês para você ter a experiência de jejuar. Depois, coloque a cada quinze dias e assim por diante.
Como jejuar? Mateus 6.16,17
De acordo com as palavras de Jesus, o momento de jejum deve ser de alegria, ou seja, um tempo de prazer na presença de Deus. O jejum também não pode ser feito para mostrar aos outros e sim exclusivamente para Deus. Portanto, se não houver necessidade, não é preciso sair contando para todos que está em jejum.
Algumas dicas para fazer o jejum:
1º - tenha um propósito específico ou motivo para seu jejum;
2º - planeje o tempo que vai jejuar e a forma ou o que vai se abstiver;
3º - inicie o jejum orando, pedindo perdão e forças. Leia a Bíblia e louve ao Senhor;
4º - concentre-se o máximo possível, refletindo, cantando, orando ou lendo;
5º - ao terminar o jejum, ore entregando o propósito a Deus;
Faça o jejum como puder, só não deixe de se consagrar a Deus!
O jejum que agrada a Deus: Isaías 58.4-7
O jejum que agrada a Deus não abster-se apenas de comida, mas do pecado e de toda forma de mal. Praticar o bem é a melhor forma de se alimentar espiritualmente como Jesus que jejuou no deserto por 40 dias e noites se preparando para o início de seu ministério (Mateus 4.1-11) e ensinou que “a minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra” (João 4.34).
Há várias maneiras de jejuar por tempo, propósitos e abstinência de alimentos diferentes como Daniel que se absteve apenas do manjar do rei (Daniel 1.8) mas continuou se alimentando com água e legumes (Daniel 1.12). Mas em outro momento jejuou completamente por vinte e um dias (Daniel 10.2,3).
Não use o jejum como uma moeda de troca. Em nossos tempos, infelizmente, muitas práticas espirituais têm sido usadas com o único objetivo de tentar “forçar” Deus a realizar determinada coisa em favor das pessoas. Esse tipo de prática é questionável. Na Bíblia, quando as pessoas buscavam alguma bênção através do jejum, nunca era com uma postura de trocar o jejum por uma bênção, mas sempre numa atitude de humildade e dependência de Deus, sabendo que Ele é o soberano sobre tudo e todos. Veja o exemplo do jejum realizado após a pregação de Jonas à cidade de Nínive: “Os ninivitas creram em Deus, e proclamaram um jejum, e vestiram-se de panos de saco, desde o maior até o menor (…) Quem sabe se voltará Deus, e se arrependerá, e se apartará do furor da sua ira, de sorte que não pereçamos?” (Jonas 3:5, 9). O jejum bíblico é aquele que busca a vontade de Deus antes da nossa. Nunca é uma moeda de troca, até porque Deus não pode ser forçado a nada.
No dia em que for jejuar tenha uma postura mais focada em Deus. O jejum não é uma simples abstinência. É uma abstinência conectada com objetivos espirituais. Por isso, no dia em que jejuar, programe momentos de oração, de reflexão, para pensar nos objetivos espirituais que tem buscado e conectar-se com Deus de forma especial, assim seu jejum será mais proveitoso. Dependendo do tipo de jejum, comunique às pessoas da sua casa que está fazendo. Isso não vai contra a orientação de Jesus. É apenas para que haja certo respeito e colaboração na sua prática dentro do seu lar. Muitos brigam com os familiares quando estão jejuando porque os familiares não entendem aquela abstinência repentina e ficam preocupados, fazendo perguntas, o que irrita quem está jejuando. Melhor que pelo menos a família saiba se você achar conveniente.
O que é A SANTA CEIA ou CEIA DO SENHOR ?
A Santa Ceia foi instituída por Jesus Cristo na noite em que Ele foi traído. Essa noite era o dia da páscoa judaica. “E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da nova aliança no meu sangue derramado em favor de vós.” (Lucas 22. 19-20).
A Santa Ceia for ordenada por Jesus para que acontecesse por toda a posteridade como uma lembrança viva de Sua morte e sacrifício na cruz pelos nossos pecados. Por isso, até hoje a realizamos como um memorial (uma lembrança da obra de Cristo), lembrando da obra de amor de Jesus por nós na cruz do calvário. Além de ser um memorial, a Santa Ceia é um momento de comunhão da igreja e fortalecimento espiritual de cada membro do corpo de Cristo. Um momento único e especial.Os elementos da Santa Ceia se transformam quando o comemos?
Os católicos acreditam que, os elementos da Ceia (pão e vinho) se transformam no próprio corpo e sangue de Cristo no momento da Ceia, quando consagrados pelo sacerdote (doutrina chamada de transubstanciação). Nós cristãos reformados, rejeitamos esse pensamento, pois não tem embasamento bíblico. Os elementos permanecem da mesma substância que são pão e vinho. O fiel recebe fisicamente apenas o pão e vinho, mas espiritualmente e pela fé, recebe os benefícios da comunhão com Jesus Cristo.
A Santa Ceia não deve ser tomada de qualquer forma. A Bíblia nos orienta a examinarmos o nosso coração antes de participar. E é nesse exame que nos colocamos diante de Deus, reconhecendo o valor de Cristo e Sua obra, bem como, avaliando nossa vida, confessando nossos pecados e tomando decisões de mudanças. Assim ficamos prontos para participar. “Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice; pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si.” (1 Corintios 11. 28-29).Existe alguma confusão a respeito de quando a pessoa NÃO deve participar da Santa Ceia, principalmente por conta do texto de Paulo que diz das conseqüências de participar da Ceia indignamente. “Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor.” (1 Corintios 11. 27).
O fato é que devemos tratar esse memorial dado por Jesus com muito respeito e participar dele com santidade, pois é isso que se requer de nós.
PERFIL BÍBLICO: Isaque ("ELE RI")
TEXTOS BÍBLICOS REFERENCIAIS: Gênesis CP 17 V15 à Gênesis CP 35 V 29.
O nascimento de Isaque ocorreu sob circunstâncias bem incomuns. Tanto o pai como a mãe dele já eram bem idosos, já tendo há muito cessado a menstruação de sua mãe. (Gên 18:11) Assim, quando Deus disse a Abraão que Sara daria à luz um filho, ele se riu dessa perspectiva, perguntando: “Nascerá um filho a um homem de cem anos de idade, e dará à luz Sara, sim, uma mulher de noventa anos de idade?” (Gên 17:17) Ao saber o que ocorreria, Sara também riu. Daí, “no tempo designado” do ano seguinte, nasceu o menino, provando que nada é ‘extraordinário demais para Yehowah’. (Gên 18:9-15) Sara então exclamou: “Deus me preparou riso”, acrescentando: “Todo aquele que ouvir isso há de se rir de mim.” E assim, exatamente como Deus dissera, o menino foi apropriadamente chamado de Isaque, que significa “Riso”. — Gên 21:1-7; 17:19.
Um nome pode demonstrar grande autoridade. Destaca a pessoa. Traz lembranças a tona. O som de um nome chama a atenção em qualquer lugar.Muitos nomes bíblicos costumavam, além disso, descrever fatos importantes sobre o passado de alguém, bem como as esperanças para o futuro. Ele era o único filho de Abraão com sua esposa, Sara. Assim, um elo vital na linhagem que levava a Cristo.isaque, estudo sobre isaque, estudos biblicos (1Cr 1:28, 34; Mt 1:1, 2; Lu 3:34) Isaque foi desmamado com cerca de 5 anos; quase que foi oferecido como sacrifício, quando tinha talvez 25 anos; casou-se aos 40; tornou-se pai de gêmeos aos 60 e morreu com 180 anos. — Gên 21:2-8; 22:2; 25:20, 26; 35:28.
A escolha do nome Isaque (“ele sorri”) para o filho de Abraão e Sara deve ter causado uma variedade de sentimentos a cada vez que era pronunciado. Algumas vezes, deve tê-los feito lembrar do seu riso atônito quando Deus anunciou que teriam um filho em idade avançada. Em outros momentos, o nome deve ter trazido à memória os sentimentos de alegria ao receberem a tão esperada resposta às orações por um filho. Mais importante, era um testemunho do poder de Deus em tornar em realidade a sua promessa.Em uma família de vigorosos desbravadores, Isaque era do tipo quieto, que se importava mais com seus próprios negócios, a menos que recebesse um chamado específico para agir. Ele foi o filho único protegido desde que Sara livrou-se de Ismael e até que Abraão arranjasse seu casamento com Rebeca.
Em sua própria família, Isaque ocupava a posição patriarcal, mas Rebeca tinha o poder. Ao invés de ser firme, Isaque achava mais fácil mentir ou condescender a fim de evitar confrontos. Apesar desses defeitos, Isaque fazia parte dos planos de Deus. O exemplo que recebera de seu pai incluía uma grande fé no único Deus verdadeiro. A promessa de Deus, de criar uma grande nação através da qual Ele abençoaria o mundo, foi passada de Isaque para seus filhos gêmeos. Por toda a Bíblia, Isaque é mencionado dezenas de vezes na conhecida expressão “Abraão, Isaque e Jacó”. Às vezes, o ponto que se quer frisar relaciona-se com Yehowah, como sendo o Deus a quem estes patriarcas adoravam e serviam. (Êx 3:6, 16; 4:5; Mt 22:32; At 3:13) Outras vezes, a referência é ao pacto que Deus fizera com eles. (Êx 2:24; De 29:13; 2Rs 13:23) Jesus também empregou esta expressão de modo ilustrativo. (Mt 8:11) Em certo caso, Isaque, o antepassado patriarcal, é mencionado num paralelismo hebraico, junto com seus descendentes, a nação de Israel. — Am 7:9, 16.
UM PONTO RELEVANTEMENTE CRUCIAL DA VIDA DE ISAQUE reside no dia em que Isaque foi desmamado. Neste dia, Abraão preparou um grande banquete. Aparentemente, nessa ocasião, Sara observou que Ismael “fazia caçoada” de Isaque, seu meio-irmão mais novo. (Gên 21:8, 9) Algumas traduções (BJ; IBB) dizem que Ismael estava apenas “brincando” com Isaque, isto é, no sentido duma brincadeira de criança. No entanto, a palavra hebraica tsa•hháq também pode ter uma conotação ofensiva. Assim, quando esta mesma palavra ocorre em outros textos (Gên 19:14; 39:14, 17), estas traduções vertem-na por ‘zombar’, ‘gracejar’ e ‘insultar’.
Certos Targuns, bem como a Pesito siríaca, em Gênesis 21:9, dão às observações de Ismael o sentido de “escarnecer”. Sobre tsahháq, o Commentary (Comentário), de Cook, diz: “Provavelmente significa, neste trecho, como em geral se tem entendido, ‘riso zombeteiro’. Assim como Abraão rira de alegria por causa de Isaque, e Sara rira incredulamente, Ismael agora ria em escárnio, e, provavelmente, com espírito de perseguição e de tirania.” Decidindo o assunto, o inspirado apóstolo Paulo mostra claramente que o tratamento que Ismael dispensou a Isaque foi uma aflição, uma perseguição, e não uma brincadeira de criança. (Gál 4:29) Certos comentaristas, em vista da insistência de Sara, no versículo seguinte (Gên 21:10), em que ‘o filho desta escrava não venha a ser herdeiro junto com o meu filho, Isaque’, sugerem que Ismael (14 anos mais velho que Isaque) talvez altercasse e escarnecesse de Isaque com respeito à condição de herdeiro.
DEUS dissera a Abraão que, como residentes forasteiros, os da descendência dele seriam atribulados por 400 anos, aflição esta que findou com a libertação de Israel do Egito, em 1513 AEC. (Gên 15:13; At 7:6) Calculando 400 anos para trás, chegamos a 1913 AEC como o início dessa aflição. Por conseguinte, isto também fixa 1913 como o ano em que Isaque foi desmamado, visto que, com relação ao tempo, os dois eventos — o ser desmamado e o ser maltratado por Ismael — estão intimamente ligados no relato. Isto significa que Isaque tinha cerca de 5 anos ao ser desmamado, tendo nascido em 1918 AEC. Incidentalmente, o seu nascimento marcou o início dos 450 anos mencionados em Atos 13:17-20, período este que findou por volta de 1467 AEC, quando foi concluída a campanha de Josué em Canaã e a terra foi distribuída às várias tribos.
Depois de Isaque ter sido desmamado, nada mais se diz sobre a sua infância. A próxima menção que se faz dele é quando Deus disse ao pai dele, Abraão: “Toma, por favor, teu filho, teu único filho a quem tanto amas, Isaque, e faze uma viagem à terra de Moriá e oferece-o ali como oferta queimada.” (Gên 22:1, 2) Após uma jornada de três dias, chegaram ao local escolhido por Deus. Isaque carregava a lenha; o pai dele, o fogo e o cutelo. “Mas onde está o ovídeo para a oferta queimada?”, perguntou Isaque. “Deus providenciará para si o ovídeo (CORDEIRO)”, foi a resposta.; EXPRESSANDO CLARAMENTE SUA DISPOSIÇÃO EM SER SACRIFICADO em obediência TANTO A SEU PAI COMO AO PRÓPRIO PLANO DIVINO, o que TIPIFICA E SIMBOLIZA A HUMILDE OBEDIÊNCIA DE CRISTO, NA CONSUMAMAÇÃO DE SUA OBRA SALVÍFICA E EXPIATÓRIA por nós AO CUMPRIR POR MEIO DA CRUZ A EXECUÇÃO DO PLANO DE DEUS PARA A HUMANIDADE. — Gên 22:3-8, 14. A ESCOLHA DO NOME também diz muito para nós: ERA COMO SE SARA ESTIVESSE DIZENDO QUE DEUS A FIZERA RIR DE SUAS AFLIÇÕES PASSADAS, Hipotéticamente falando !!! É POSSÍVEL ENTENDER POR PARÁFRASE QUE Isaque era O RISO TÃO ESPERADO de um casal que embora possuísse a promessa de Deus, ENFRENTOU UM GRANDE PROCESSO PARA OBTÊ-LA. Lições de vida que APRENDEMOS COM ISAQUE: A paciência sempre produz recompensas.
As promessas e os planos de Deus são maiores que os das pessoas.
Deus cumpre suas promessas! Ele permanece fiel embora nossa fé seja pequena.
Exercer favoritismo (PREFERÊNCIA) certamente produz conflitos familiares. É INTERESSANTE LEMBRAR QUE NÃO EXISTEM SERVOS DE DEUS TOTALMENTE PERFEITOS, pois embora Isaque possua exemplos maravilhosos de fé e obediência, este também possuia FRAQUEZAS e ERROS: Porque mentiu quando era pressionado. (GÊNESIS CP 26 VS 6 AO 9) e,
Praticou o favoritismo entre os filhos e alienou a esposa. (GÊNESIS CP 25 V 28). Mas é EDIVENTE QUE SEU POTENCIAL DE OBEDIÊNCIA SUPERA SUAS FRAQUEZAS E ERROS, entretanto A BÍBLIA NÃO OMITE AS FALHAS DOS HERÓIS DA FÉ por se tratar de uma narrativa PLENAMENTE INSPIRADA E FUNDAMENTADA NA VERDADE. Não é raro nos identificarmos com Isaque em suas fraquezas. Mas considere um instante: Deus trabalha através das pessoas a despeito de suas falhas. Ao orar, fale com Deus que você está disponível para ser usado por Ele. Você descobrirá que a disposição de Deus em usá-lo é ainda maior que o seu desejo de ser usado.





A VIDA NOS TEMPOS BÍBLICOS — O PASTOR e A OVELHA
“Qual pastor ele pastoreará a sua própria grei. Com o seu braço reunirá os cordeiros; e os carregará ao colo.” — ISAÍAS 40:11.
A BÍBLIA, desde seu primeiro livro até o último, faz dezenas de referências a pastores. (Gênesis 4:2; Apocalipse 12:5) Grandes personagens bíblicos, como Abraão, Moisés e o Rei Davi, foram pastores. Davi expressou de forma muito bela as responsabilidades e preocupações de um bom pastor. E um salmo que provavelmente foi escrito por Asafe fala de Davi como um pastor do povo de Deus nos tempos antigos. — Salmo 78:70-72.
Séculos depois, nos dias de Jesus, a profissão de pastor ainda era essencial. Jesus se referiu a si mesmo como “o pastor excelente” e muitas vezes usou as qualidades de um bom pastor para ensinar lições importantes. (João 10:2-4, 11) Até Jeová, o Deus todo-poderoso, é comparado a um “pastor”. — Isaías 40:10, 11; Salmo 23:1-4.
De que animais os pastores cuidavam? O que estava envolvido em seu trabalho? E o que podemos aprender desses trabalhadores incansáveis?
Ovelhas e cabras
É provável que os pastores no Israel antigo cuidassem de vários tipos de ovelhas, entre elas a caracul, uma raça síria com cauda gorda e lã grossa. Os machos dessa raça têm chifres, mas as fêmeas, não. Esses dóceis animais são facilmente conduzidos pelo pastor e são muito vulneráveis a predadores e a outros perigos.
Os pastores também cuidavam de cabras. Elas podiam ser pretas ou marrons. Enquanto escalavam encostas rochosas e pastavam, elas muitas vezes feriam suas orelhas compridas em arbustos e espinhos.
Um dos constantes desafios do pastor era ensinar as ovelhas e as cabras a lhe obedecer. Mas os bons pastores eram pacientes e cuidavam com carinho dos animais de seu rebanho, até mesmo lhes dando nomes, que os animais reconheciam. — João 10:14, 16.
O trabalho de pastor nas várias estações
Na primavera, o pastor talvez tirasse seu rebanho do redil perto de sua casa e o levasse para pastagens frescas e suculentas nos arredores do vilarejo. Nessa estação, o rebanho aumentava à medida que nasciam filhotes. Além disso, as ovelhas eram tosquiadas, e esse era um motivo de celebração.
Visto que alguns moradores do vilarejo possuíam poucas ovelhas, eles contratavam um pastor que juntava o pequeno rebanho a outro. Pastores contratados tinham a reputação de não cuidar dos animais dos outros tão bem quanto dos seus. — João 10:12, 13.
Após a colheita nos campos perto do vilarejo, o pastor levava as ovelhas para comer brotos e os grãos que sobravam entre o restolho. Quando chegava o calor do verão, os pastores transferiam seus rebanhos para pastos mais frescos em lugares mais altos. Por dias a fio, os pastores trabalhavam e dormiam ao ar livre, permitindo que o rebanho pastasse em encostas verdejantes. Durante a noite, os pastores vigiavam o rebanho em campo aberto. Mas às vezes eles abrigavam as ovelhas numa caverna, onde ficavam protegidas contra chacais e hienas. Quando o uivo de uma hiena na escuridão da noite as assustava, a voz calma do pastor as tranquilizava.
Ao anoitecer, o pastor contava as ovelhas e verificava como elas estavam. De manhã, ele chamava o rebanho, que o seguia até o pasto. (João 10:3, 4) Ao meio-dia, levava os animais para beber em poças de água fresca. Quando elas secavam, o pastor conduzia os animais a um poço e tirava água para eles.
Perto do fim da estação seca, o pastor transferia o rebanho para planícies costeiras e vales. Com a chegada das chuvas do inverno, ele conduzia os animais de volta para seu abrigo. Se não fizesse isso, poderiam morrer por causa das fortes chuvas, do granizo e da neve. Só a partir do início da primavera é que os pastores levavam o rebanho para pastar ao ar livre.
Equipado para o trabalho
A roupa do pastor era simples, mas resistente. Para se proteger da chuva e do frio da noite, ele talvez usasse um manto de pele de ovelha, com a lã virada para dentro. Por baixo, ele usava uma túnica. Sandálias protegiam seus pés contra pedras afiadas e espinhos, e um tecido de lã envolvia sua cabeça.
O equipamento do pastor geralmente incluía o seguinte: um alforje, ou bolsa de couro, com suprimentos como pão, azeitonas, frutas secas e queijo; uma clava, ou pedaço de pau, em geral de 1 metro, com pedras afiadas na ponta mais grossa, excelente para defesa pessoal; uma faca; um cajado, para se apoiar ao andar e ao subir ladeiras; um odre com água; um balde de couro com uma corda para retirar água de poços; uma funda, para afastar animais selvagens ou para lançar pedras perto das ovelhas ou cabras que se desviassem, conduzindo-as de volta para o rebanho e uma flauta, que o pastor tocava para se divertir e para acalmar o rebanho.
Todo o trabalho do pastor ao cuidar dos animais era recompensado com produtos importantes como leite e carne. A lã e as peles eram trocadas por outros itens ou usadas para fazer roupas e recipientes. O pelo de cabra servia para fazer tecidos. Tanto as ovelhas como as cabras eram usadas em sacrifícios.
Um modelo a seguir
Bons pastores eram diligentes, confiáveis e corajosos. Eles até mesmo arriscavam a vida para proteger o rebanho. — 1 Samuel 17:34-36.
Portanto, não é de admirar que Jesus e seus discípulos tenham usado a figura do pastor como modelo para os anciãos cristãos seguirem. (João 21:15-17; Atos 20:28) Assim como um bom pastor nos tempos bíblicos, os anciãos congregacionais hoje se esforçam para ‘pastorear o rebanho de Deus, que está aos seus cuidados, não sob compulsão, mas espontaneamente; nem por amor de ganho desonesto, mas com anelo’. — 1 Pedro 5:2.
Os abrigos de pastor são feitos de diversos materiais: xisto, granito, madeira etc. e servem para resguardar o pastor das intempéries. Muitos deles têm, também, a função de abrigar os próprios animais. Para corrigir e acudir a ovelha o pastor dispõe de dois instrumentos: A VARA E O CAJADO.
A vara é comprida e a ponta dela parece um ponto de interrogação, um gancho. Com a vara o pastor laça a ovelha pelo pescoço porque por ter muita lã esta constantemente se enroscando em espinheiros. O cajado muitas vezes é usado para evitar que a ovelha vá aonde não lhe é permitido. Quando a ovelha vai desgarrando ou quando se mete na briga com outra velha, o pastor joga o cajado para assustar a ovelha, mas por vezes ele tem de acertá-la e com a bordoada a ovelha cai tonta pela pancada que recebeu. A ovelha come o dia inteiro e de noite esta com o estômago muito cheio. O maior órgão que a ovelha possui é o estômago, que toma conta da maior parte da caixa torácica. Durante a noite elas gostam de brincar de dar cabeçadas umas nas outras e normalmente caem no chão com as patas para cima e depois não conseguem se levantar sozinhas pois a lã dificulta que ela se levante. Se a ovelha não for erguida dentro de uma hora, ela morrerá asfixiada, pois o estômago comprimirá e apertará o seu pulmão, por isso o pastor precisa durante a noite andar no meio das ovelhas levantando as ovelhas caídas. No dia que vai morrer, a ovelha não come, fica quieta num canto. Ela não demonstra nenhuma reação. Mesmo que alguém queira interagir com ela, ela não foge, não dá coices. Ela espera pacientemente pela hora do seu sacrifício.
Assim foi com o nosso Senhor Jesus Cristo. Mesmo sabendo a hora da morte, triunfantemente enfrento-a a fim de nos garantir a vida eterna. A OVELHA Só dorme no mesmo lugar. Aqui o paralelo é um pouco diferente. A ovelha sabe qual é o seu lugar no aprisco! De maneira nenhuma ela vai querer o lugar de outra ovelha. A OVELHA é o único animal terreno que não possui defesa alguma, ela é totalmente vulnerável, ela fica no fim da cadeia alimentar, não se defende, não tem habilidades de luta. A ovelha produz lã o tempo todo. Desde que nasce, ela produz lã, quanto mais tosquiada mais ela produz. A ovelha é um animal bastante ingênuo. Ela não sabe discernir a erva boa para comer da erva venenosa, por isso o pastor tem que ir na frente preparar a pastagem com cuidado, retirando aquelas que podem envenená-la.
A alimentação das ovelhas é fundamentalmente a erva, que encontram nos pastos por onde pastam. Não necessita de muitos suplementos alimentares e tem a característica de não estragar esse mesmo pasto. Quando ela vai se alimentar no aprisco, ela só come na sua manjedoura. Se a manjedoura de outra ovelha estiver cheia, e a sua vazia, ela não irá à manjedoura alheia e comerá a comida de outra ovelha. Esta atitude poderá até levar a ovelha à morte, mas o principio de obediência é respeitado. A ovelha espera até que o pastor coloque o alimento na sua manjedoura.
O LENÇO DOBRADO, O QUE SIGNIFICA ISTO NA CULTURA JUDAICA ?
Ele também viu os panos de linho e O LENÇO, que estivera sobre a cabeça de Jesus, e que não estava com os panos, mas DOBRADO num lugar À PARTE.” (João 20:6-7).
Nada está escrito na Bíblia fora de contexto, que não contenha uma lição a ser aprendida por nós, ainda que o ensino esteja nas entrelinhas do texto. É assim na ressurreição de Jesus, cada detalhe tem seu significado especial. Ao chegarem ao sepulcro viram a pedra retirada da entrada e foram correndo avisar Pedro e os discípulos que alguém havia levado o corpo de Jesus. Pedro e João correram ao sepulcro, como João era mais jovem chegou primeiro, mas não entrou no túmulo escavado na rocha, só se abaixou e viu no chão os lençóis que haviam envolvido o corpo de Jesus.
Pedro foi chegando e foi entrando e na cena estavam apenas os lençóis jogados no chão e um detalhe que fez toda a diferença: o lenço que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, estava dobrado num canto à parte, leia: “Chegou Simão Pedro, que o seguia, e entrou no túmulo. Acontece que havia um costume na cultura judaica a respeito de como devia se comportar um servo ao preparar a mesa para o seu senhor. O dever do servo era preparar a mesa e se retirar para que o seu dono se servisse à vontade.
Quando o senhor terminava a refeição o servo entrava no cenáculo para recolher a mesa e um detalhe servia de sinal para o servo: se o lenço estivesse jogado sobre a mesa, embolado, significava que o senhor havia terminado sua refeição, mas se o lenço estivesse dobrado ao lado do prato, significava que o dono da casa ainda não havia terminado a refeição.
O lenço dobrado significava: “não terminei ainda e vou voltar para concluir minha refeição”. Jesus não se preocupou com os lençóis que envolveram Seu corpo e eles ficaram jogados, mas o lenço foi cuidadosamente dobrado e encontrado à parte e aquilo era um recado para os discípulos de todos os séculos: “Eu voltarei!”
Não pense que o lenço dobrado é só uma coincidência, ou que os cristãos estão criando “factoides” para força uma interpretação que se encaixe numa suposta volta de Jesus. Ele está prestes a voltar como prometeu e Sua volta acontecerá em duas etapas: primeiro para buscar Sua Igreja e o mundo não O verá e a segunda etapa é quando Ele descerá nas nuvens com Poder e grande glória e aí, sim, todo olho O verá e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor.
Jesus voltará para terminar Sua Obra e levar consigo Sua Igreja. Jesus voltará ainda que o mundo inteiro não creia nisso, afinal quem precisa crer e esperar Sua volta é a Igreja verdadeira, aquela composta por pessoas de todas as tribos, povos e nações e que é invisível aos olhos humanos.
O QUE SABEMOS SOBRE A HISTÓRIA DA CRUCIFICAÇÃO ?
A morte por crucificação foi inventada pelos persas entre 539 e 533 a.C. Apenas sob influência dos gregos que entraram para a história como "helenistas humanísticos", a crucificação de pessoas ainda vivas, tornou-se popular, mas os romanos, porém, a disseminaram. Ela era utilizada para punir escravos rebeldes, criminosos violentos e subversivos políticos. As pessoas crucificadas nuas e não eram enterradas. Seus corpos eram deixados para serem consumidos pelos urubus. Jesus Cristo foi uma exceção. Seu sepultamento ocorreu graças à influência de José de Arimatéia, um rico judeu simpatizante que negociou com Pilatos, o governador. Os cravos de aproximandamente 20 cm e 2 a 3 cm de espessura para que o corpo esmorecido não se desprendesse da cruz posteriormente. Após isso, a trave horizontal com a pessoa pregada era encaixada em um entalhe da viga e os pés da vítima eram pregados.Apenas os judeus conseguiram o direito especial de retirar os crucificados da cruz. Em alguns casos, os romanos permitiam que se desse de beber aos infratores alguma bebida alucinógena (Uma mistura de Mirra, vinagre ou vinho), com o objetivo de amenizar a dor. Porém em troca, os romanos zombavam antes dos condenados, os coroando como reis, colocando em suas cabeças, coroas de espinhos, entrelaçadas com ramos novos do "ATAD" (Zizipus Lotus), cujos espinhos alcançavam 12 cm de comprimento, sendo terrívelmente dolorosos.
Pedro também foi crucificado. Porém, ele pediu que fosse pendurado de cabeça para baixo na cruz, pois não se considerava digno de morrer da mesma forma que Jesus Cristo foi morto.
A prática foi extinta em 313 d.C., após a liberação da crucificação do Cristianismo por Constantino e a cruz se tornou símbolo cristão na Idade Média. Entretanto, o método da crucificação ainda é usado em alguns países. No Sudão, cerca de 90 pessoas são crucificadas todos os anos.
Morrer na cruz pode demorar até 3 dias. Normalmente, o condenado era torturado antes. O Evangelho diz que Jesus levou 6 horas para expirar. Ele foi crucificado às 9h e morreu às 15h. Algumas fontes literárias dão algum conhecimento sobre a história da crucificação indicam que os métodos crucificação romanos era a de levar o condenado para o local da execução, levando apenas na barra transversal. A madeira era escassa e o pólo vertical era mantido no local e usado repetidamente.
"É razoável assumir que a escassez de madeira pode ter sido expressa na economia de crucificação em que a barra, bem como a posição vertical seria usado repetidamente. Assim, a ausência de lesão traumática do antebraço e metacarpos da mão parece sugerir que os braços dos condenados foram amarrados em vez de pregado na cruz. Há ampla evidência literária e artística para o uso de cordas ao invés de pregos para fixar o condenado à cruz" Se os braços da vítima estavam amarrados, ao invés de pregado na cruz é irrelevante para a maneira da sua morte. Como Zias e Sekeles destacam-se: "A morte por crucificação era o resultado da maneira pela qual o homem condenado pendurado na cruz e não a lesão traumática causada por pregar. De suspensão a partir do cruzamento resultou num processo doloroso de asfixia, em que os dois conjuntos de músculos utilizados para respirar, o intercostal [peito] músculos e do diafragma, tornavam-se progressivamente enfraquecidos. Com o tempo, o homem condenado expirava, devido à incapacidade para continuar a respirar corretamente. No caso de Jesus parece ter sido esse castigo feito de modo severo, antes da sentença final, considerando os castigos impetrados pelo sinédrio e posteriormente pela corte romana local na pessoa de Pôncio Pilatos. Segundo a Bíblia, nesse ato foi colocado um pedaço de madeira sobre a cabeça do réu (Mt 27.37; Mc 15.26; Lc 23.38; Jo 19.19), com uma inscrição de poucas palavras que exprimiam o crime: INRI, ou Iesus Nazarenus Rex Ioderum, ou Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus. Jesus carregou a cruz até o lugar da execução e este trajeto público e penoso é chamado de Via Crucis.
A maior crucificação de que se tem notícia ocorreu em 71 a.C., ao tempo de Pompeu, em Roma. Dominada a revolta de 200 mil escravos sob o comando de Espártaco (a Terceira Guerra Servil), as legiões romanas, furiosas, num só dia crucificaram cerca de 6000 dos revoltosos vencidos.
A CRUCIFICAÇÃO OU MESMO A PRÓPRIA CRUZ também era chamada popularmente Lignum infelix OU “lenho infeliz”.
As escavações onde se encontraram os ossos de um homem crucificado, Vassilios Tzaferis, seguido da análise de Nico Haas da Universidade Hebraica-Hadassah Medical School, em Jerusalém, sugere

métodos de crucificação romana: a posição contorcida: braços pregado na trave, pernas dobradas, torcidas para um lado, e realizada no lugar por um único prego que passaram por uma trave de madeira, passando pelos ossos do calcanhar esquerdo e direito, e depois para a posição vertical da cruz.


métodos de crucificação romana: a posição contorcida: braços pregado na trave, pernas dobradas, torcidas para um lado, e realizada no lugar por um único prego que passaram por uma trave de madeira, passando pelos ossos do calcanhar esquerdo e direito, e depois para a posição vertical da cruz.
DIFERENÇA ENTRE DOUTRINA E COSTUMES


DOUTRINA – A palavra Doutrina quer dizer Ensino. CONCEITO DE DOUTRINA
Doutrina significa “ensino” ou “instrução”. (Didachê, grego)
Doutrinar, para o cristianismo, é ensinar as verdades fundamentais da Bíblia, organizadamente. Ou seja, é o conjunto de princípios que servem de base ao cristianismo, compreendendo desde o ensinamento, pregação, opinião das lideranças religiosas, desde que embasadas em Textos de obras Bíblicas escritas, como Regra de fé, preceito de comportamento e norma de conduta social, referente a Deus, a Jesus, ao Espírito Santo e Salvação.
Segundo o teólogo Pearlman: “Doutrina cristã pode definir-se assim: as verdades fundamentais da Bíblia dispostas em forma sistemática. Este estudo chama-se comumente: “Teologia”, ou seja, “um tratado ou discurso racional acerca de Deus.” (Myer Pearlman)
A doutrina estuda a fé Cristã, sobre a verdade da realidade espiritual, única, envolvendo a existência de Deus, a possibilidade dos milagres, a confiabilidade das escrituras, a divindade de Cristo, a encarnação de Deus em Cristo e a verdade da Bíblia como a Palavra de Deus genuína.
A Doutrina conseqüentemente é Bíblica, Inalterável e Universal.
É primeiramente BÍBLICA, pois se resume na interpretação dos princípios bíblicos para a congregação dos santos.
Todo aquele que prevarica, e não persevera na doutrina de Cristo, não tem a Deus. Quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto ao Pai como ao Filho. Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis.
2 João 1:9-10
É INALTERÁVEL, pois a Palavra de Deus não se modifica de acordo com o tempo ou de acordo com as circunstâncias. [Mt 24.35; Mc 13.31; Lc 21.33]
Mas a palavra do Senhor permanece para sempre. 1 Pedro 1:25
Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente. Hebreus 13:8
E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles. Romanos 16:17
Que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. 2 Tessalonicenses 2:2
A Doutrina também é UNIVERSAL, pois deve ser seguidas inteiramente, ou seja, sem alterações, em todas as congregações cristãs espalhadas por todo o mundo. Portanto Doutrina é todo ensinamento que a Bíblia nos oferece como regra de Fé e Prática para que um cristão possa viver uma vida saudável em Cristo, a fim de desenvolver um relacionamento mais próximo com Deus, visando o ensino, correção, regeneração, santificação e salvação.
Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; 2 Timóteo 3:16
Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem. 1 Timóteo 4:16
USOS E COSTUMES – São regras quem variam de região para região por vários motivos. Entre eles destacam-se;
1. Para diferenciar os santos das práticas, usos e costumes locais ou regionais, quando estes estão fora dos padrões bíblicos.
2. Para preservar a congregação dos modismos mundanos.
3. Para que a própria comunidade local possa enxergar na congregação uma diferenciação tal que possa ser vista como transformados, separados e exemplares.
Contudo, a aplicação de regras do tipo “Usos e Costumes” deveriam ser aplicados apenas como “conselhos”, porém, ao longo dos anos houve muitos exageros, o que acarretou uma série de revoltas por parte de muitos irmãos.
Entretanto, nem todos os costumes deveriam ser removidos, pois apesar dos exageros, há os bons costumes que devem ser preservados, como o Apóstolo Paulo afirma:
Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes. 1 Coríntios 15:33
Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei. Hebreus 13:5
Não removas os antigos limites que teus pais fizeram. Provérbios 22:28
O LIVRO DE ESTER: EXEMPLO DE CORAGEM E SABEDORIA


O livro de Ester pode ser dividido em três seções principais. Capítulos 1:1 - 2:18 - Ester substitui Vasti; 2:19 - 7:10 - Mardoqueu derrota Hamã; 8:1 - 10:03 - Israel sobrevive a tentativa de Hamã de destruí-los. Durante uma festa, o rei Xerxes da Pérsia ficou embriagado e mandou chamar sua esposa Vasti para mostrar sua beleza aos seus súditos. Mas a rainha Vasti se recusou ir e o rei ficou muito zangado com ela, mandando ela embora. Algum tempo depois, o rei mandou trazer todas as mulheres mais bonitas do império persa para ele escolher uma para ser sua nova rainha. Ester foi uma das mulheres escolhidas e ela recebeu um tratamento de beleza especial durante um ano. Ester causava boa impressão em todos que a conheciam e ela ganhou o favor do rei, que a tornou sua rainha (Ester 2:15-17). Hamã, um príncipe importante do império persa que não gostava de Mardoqueu,apenas e simplesmente porque Mardoqueu não se curvava diante dele, decidiu então se vingar e matar todo o povo judeu. O rei, que não sabia que Ester era judia, deixou Hamã fazer o que queria. Então Hamã marcou uma data e se preparou para o dia da matança (Ester 3:12-13). Mardoqueu contou o plano de Hamã a Ester e lhe pediu para interceder por seu povo ao rei. Ester teve medo porque ninguém podia entrar na presença do rei sem ser chamado, sob pena de morte. Então ela pediu que todos os judeus jejuassem durante três dias, depois ela foi falar com o rei (Ester 4:15-16). O rei teve misericórdia dela e lhe perguntou o que queria. Ester convidou o rei e Hamã para um banquete e eles foram. Durante o banquete, Ester convidou o rei para outro banquete no dia seguinte. No segundo banquete, Ester revelou ao rei que ela era judia e lhe contou o plano maléfico de Hamã para matar todo seu povo. O rei ficou muito zangado com Hamã e mandou executá-lo na forca que Hamã tinha construído para Mardoqueu. Com o apoio do rei, os judeus se uniram para se defender e mataram muitos de seus inimigos (Ester 9:1-2). Assim, Ester salvou o povo judeu. A nobre Ester arriscou sua própria morte ao perceber o que estava em jogo. Ela fez de bom grado o que poderia ter sido uma manobra mortal e enfrentou o segundo no comando do reino do seu marido, Hamã. Ela provou ser uma sábia e muito digna adversária, ainda sim permanecendo humilde e respeitosa à posição de seu marido e rei. O Livro não revela direta ou especificamente o nome do seu autor. As tradições mais populares são Mordecai (um personagem importante no livro de Ester também conhecido por Mardoqueu), Esdras e Neemias (que teria bom conhecimento dos costumes persas). Deus deu sabedoria para Ester para agir da melhor maneira para salvar seu povo. Ela ouvia os conselhos de pessoas com mais experiência e não agia precipitadamente. Para revelar o plano maléfico de Hamã, Ester organizou dois banquetes para ganhar o favor do rei e escolheu suas palavras com cuidado (Ester 7:1-2). Graças a essa sabedoria, Ester salvou todos os judeus no império persa! A Bíblia diz que você pode pedir sabedoria a Deus (Tiago 1:5). A sabedoria ajuda a agir da maneira certa no momento certo, para o bem de todos. Quem tem sabedoria evita muito sofrimento.
Em Ester, damos uma olhada “por trás das cenas” da luta contínua de Satanás contra os propósitos de Deus e sobretudo contra o Seu Messias prometido. A entrada de Cristo na raça humana foi baseada na existência da raça judaica. Assim como Hamã conspirou contra os judeus a fim de destruí-los, dessa mesma forma Satanás tem se colocado contra Cristo e o povo de Deus. Tal como Hamã é derrotado na forca que ele construiu para Mardoqueu, assim também Cristo usa a mesma arma que o seu inimigo planejou para destruir a Ele e Sua semente espiritual. Pois a cruz, instrumento pela qual Satanás planejou destruir o Messias, foi o próprio meio através do qual Cristo “tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu- o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz” (Colossenses 2:14-15). Assim como Hamã foi morto na forca que ele construiu para Mardoqueu, o diabo foi esmagado pela cruz que ele ergueu para destruir Cristo.
A VIDA NOS TEMPOS BÍBLICOS: COSTUMES CULTURAIS
ROUPAS E COSMÉTICOS:
Em comparação com os dias de hoje, HAVIA POUCA VARIEDADE DE VESTIMENTAS no Israel antigo. Os materiais mais comuns eram lã e linho. O TRAJE MAIS COMUM DE UM SOLDADO OU TRABALHADOR era uma espécie de SAIA ATÉ A METADE DA COXA, presa por um cinto de lã, que também podia guardar armas ou objetos de valor. O cinto podia ser tecido com várias cores e, por isso, às vezes era suficientemente valioso para servir de recompensa por um trabalho (2Sm Cp18 V11). Os HOMENS também USAVAM UMA TÚNICA por cima QUE PODIA IR ATÉ OS TORNOZELOS (kutonet em hebraico e chiton em grego, infelizmente TRADUZIDO por “CAPA” em algumas versões), que ficava por cima do ombro ou tinha mangas curtas. Ela podia ser SEM ENFEITE ou ter uma borda colorida no pescoço, e também um cinto. Essa veste às vezes também era chamada de “ROUPA DE BAIXO”, já que era usada por baixo da capa, mas o que chamamos de roupa de baixo aparentemente não era usado, exceto no caso dos sacerdotes (Êx Cp28 V42). A capa (meil, Simlah ou kesut em hebraico, himation em grego) era usada sobre a túnica de dia e como coberta à noite (Êx Cp22 V26), aberta na frente e com mangas curtas soltas. O normal era que fosse de lã, podendo a dos pastores ser de peles de animais ou de pelos de camelo, o que parece também ter sido a característica (Zc Cp13 V4; 2Rs Cp1 V8; Mt Cp3 V4). A capa geralmente tinha uma tira colorida na borda do pescoço e também na frente e nas mangas. O Que costumava distinguir vestes de festa das cotidianas eram esses enfeites. Franjas ou borlas deviam ser usadas nos “cantos” da capa (Dt Cp22 V12; Nm Cp15 Vs 38 ao 40). Eram tufos de lã costurados. Seu cumprimento não era especificado, e como vieram a indicar a devoção da pessoa à Torá, os líderes judeus dos dias de Jesus se exibiam com eles (Mt Cp23 V5). Já que AS ROUPAS ERAM FEITAS À MÃO, eram muito valorizadas e às vezes usadas como objetos de troca ou de saque (Jz Cp5 V30; 14.12; Pv Cp31 V24). Os HOMENS NÃO COSTUMAVAM USAR NADA SOBRE A CABEÇA a não ser talvez uma tira de pano em volta da testa, ou um solidéu ou turbante. Os cabelos podiam ser moderadamente longos ou curtos, e ERA COSTUME DEIXAR CRESCER A BARBA, RAPANDO-SE APENAS O BIGODE. A roupa das mulheres era bem parecida com as dos homens, com a diferença de que elas não usavam a saia usada pelos homens e provavelmente havia bordados, cintos e peças para a cabeça diferentes dos artigos de vestuário masculino (Dt Cp22 v5). Em Israel, as roupas tinham o propósito de modestamente ocultar o corpo, em vez de realça-lo. No antigo testamento não transparece que se exigia das mulheres que cobrissem regularmente seu rosto em público. Rebeca, cavalgando ao lado do servo de Isaque, cobriu seu rosto apenas quando viu seu prometido se aproximando (Gn Cp24 V65). Um alto-relevo assírio do oitavo século a.c. mostra mulheres israelitas com longos cachecóis ou capas que iam desde a testa até a borda de trás da túnica. Esse pode ter sido o véu mencionado no antigo testamento, que podia ser puxado para cobrir o rosto. Os arqueólogos descobriram UMA GRANDE QUANTIDADE DE TORNOZELEIRAS, BRACELETES, COLARES, BRINCOS, PINGENTES PARA O NARIZ, ANÉIS E CONTAS que as mulheres israelitas podiam usar, APESAR DE ISAÍAS DESPREZAR as mulheres que se ostentavam com isso (Is Cp3 Vs 16 Ao 24). Jóias eram feitas de ouro, prata, cobre, osso, marfim ou pedras coloridas (Êx Cp28 Vs 17 Ao 20; Ez Cp28 V13; Ap Cp21 Vs 19 Ao 21). Muitos utensílios utilizados na PREPARAÇÃO DE COSMÉTICOS também foram encontrados. Com eles as mulheres podiam fazer pó com vários minerais, misturá-los com óleo e depois passá-los no rosto. Com uma espátula de madeira ou bronze ou com o dedo, A MULHER PODIA PASSAR GALENA PRETANAS SOBRANCELHAS E NOS CÍLIOS, e MALAQUITA VERDE OU TURQUESA ABAIXO DOS OLHOS. Com um pincel podia PINTAR SEUS LÁBIOSE FACES COM OCRE VERMELHO. As nações vizinhas e provavelmente também alguns israelitas USAVAM OCRE AMARELO COMO PÓ PARA O ROSTO E TINTA VERMELHA PARA mãos, pés, unhas e cabelos. No tempo de Moisés já havia espelhos, mesmo não sendo feitos de vidro como uma versão antiga traduziu Êxodo Cp38 V8; Is Cp3 V23, mas de metal polido como bronze, prata e ouro. Unguentos perfumados eram usados na medicina e na religião, e também como cosméticos. Eram obtidos pelo aquecimento de vários tipos de flores em óleos ou gorduras (Êx Cp30 Vs 22 Ao 25) e guardados em pequenos frascos de porcelana ou marfim, de onde podiam ser derramados sobre os cabelos e sobre o corpo após o banho, sobre as roupas ou pela cama (Sl 45 V8; Pv Cp7 V17).
FONTE: Manual bíblico vida nova / Editor geral: David S. Dockery : tradução: Lucy Yamakami, Hans Udo Fuchs, Robinson Malkomes. – São Paulo: Vida nova, 2001. Págs 75-76.
quinta-feira, 27 de julho de 2017
PERFIL BÍBLICO: SANSÃO
Versículo-chave: “Porque eis que tu conceberás e terás um filho sobre cuja cabeça não passará navalha; porquanto o menino será nazireu de Deus desde o ventre e ele começara a livrar a Israel da mão dos filisteus” (Jz 13.5) OBS:Sua história encontra-se em Juízes CPS 13 AO16. Ele é também mencionado em Hebreus 11.32. Infelizmente, é triste alguém ser lembrado por algo de errado que porventura fez na vida. Sansão possuía um grande potencial. Muitas pessoas iniciaram suas vidas com características semelhantes às dele. Nascido como resultado da promessa do Senhor para os israelitas Manoá e sua esposa, Sansão faria uma grande obra para Deus – salvaria Israel dos filisteus. Para ajudá-lo a realizar aquela determinação divina, ele recebeu uma enorme força física. Por ter desperdiçado suas energias em enigmas, envolvendo-se em brigas e abandonando completamente seu nazireado, para satisfazer a mulher a quem amava, ficamos inclinados a vê-lo como um fracasso. Lembramos dele como o juiz em Israel que passou seus últimos dias moendo grãos em uma prisão inimiga, e dizemos: “Que desperdício de potencial!”. Seu nome origina-se do Hebraico: שִׁמְשׁוֹן, Shím'shôn, possui conotação no Hebraico tiberiano: Šimšôn que significa "pequeno sol", ou "filho do sol"), (em Árabe: شمشون, Shamshūn/Samsun) ou (em Grego: Σαμψών, Sampson) de acordo com a sua descrição na bíblia hebraica, foi um homem nazireu, filho de Manoá, nascido de mãe estéril (Juízes 13:2) e que liderou os israelitas contra os filisteus. Ele era da tribo de Dã e foi o décimo terceiro juiz de Israel, sucedendo a Abdon. A Bíblia relata que Sansão foi juiz do povo de Israel por vinte anos (Juízes 16:31), aproximadamente de 1177 a.C. a 1157 a.C., sendo o sucessor de Abdon e o antecessor de Eli. Distinguia-se por ser portador de uma força sobre-humana que, segundo a Bíblia, era-lhe fornecida pelo Espírito Santo de Deus enquanto se mantivesse obediente ao Deus dos Exércitos. Exatamente quando entrava para a varonilidade, época em que deveria executar sua missão divina — tempo este em que mais do que em todos os outros deveria ser fiel a Deus — ligou-se Sansão aos inimigos de Israel. Uma jovem que habitava na cidade filistéia de Timnate, conquistou as afeições de Sansão, e ele decidiu fazer dela sua esposa. A seus pais tementes a Deus, que se esforçavam por dissuadi-lo de seu propósito, sua única resposta era: “Ela agrada aos meus olhos”. Juízes 14:3. Os pais finalmente cederam aos seus desejos, e realizou-se o casamento. A esposa, para cuja obtenção Sansão transgredira o mandado de Deus, mostrara-se traidora a seu esposo antes de encerrar-se a festa nupcial. Por subjugar facilmente seus inimigos e produzir feitos inalcançáveis por homens comuns, (como rasgar um leão novo ao meio, enfrentar um exército inteiro e matar uma multidão de filisteus, depois de descobrir que foi enganado; para pegar suas roupas, pagando uma aposta Juízes 14:6; 15:14; 16:23), este prosseguia tomando suas próprias decisões e agindo a seu bel prazer. Em seguida, de acordo com o texto bíblico, Sansão apaixona-se novamente por uma mulher de origem filistéia por nomeDalila, a qual o trai por uma recompensa de 1.100 ciclos (moedas) de prata entregando-o aos chefes de sua nação, depois de saber sobre os seus cabelos, os quais eram a fonte de sua força sobre-humana. Após ser cegado pelos filisteus, Sansão passou à condição de escravo. Sansão desperdiçou sua vida. Poderia ter fortalecido sua nação. Poderia ter retornado ao seu povo para a adoração a Deus. Poderia ter acabado com o filisteus. Porém, apesar de não fazer qualquer uma dessas coisas, ainda realizou o propósito anunciado pelo anjo que visitou seus pais antes de seu nascimento. Com este ato final, Sansão começou a resgatar Israel dos filisteus.
Curiosamente, o Novo Testamento não menciona os erros de Sansão ou suas heróicas proezas de força. Em Hebreus 11.32,33, ele é apenas listado entre os que “subjugaram reinos, praticaram a justiça e obtiveram promessas” e também receberam ajuda sobrenatural. Finalmente, reconheceu que dependia de Deus para ser vitorioso. Quando morreu, o Senhor transformou suas falhas e derrotas em vitória. Sua história ensina-nos que nunca é muito tarde para recomeçarmos. Não importa quão terrível possa ter sido nossa falha no passado, hoje não é muito tarde para colocarmos nossa completa confiança em Deus.
Pontos fortes e êxitos:Dedicado a Deus desde o seu nascimento como nazireu.
Conhecido por suas demonstrações de força.
Listado na galeria dos Heróis da Fé em Hebreus 11.
Deu início a libertação de Israel da opressão filistéia.
Fraquezas e erros:Violou seu voto e as leis de Deus em muitas ocasiões.
Era controlado pela sensualidade.
Confiava nas pessoas erradas.
Usava seus dons e habilidades imprudentemente.
Lições de vida:Excepcional força em determinada área da vida não compensa as grandes fraquezas em outras atividades.
A presença de Deus não oprime a vontade da pessoa.
Deus pode usar a pessoa de fé a despeito de seus erros.
UMA DIRETRIZ MESTRA CONTIDA NO PERFIL DE SANSÃO É: Quantos não estão adotando a mesma conduta de Sansão! (E ISSO NÃO APENAS NO QUE DIZ RESPEITO A SUAS VIDAS SENTIMENTAIS, ENTRETANTO ENGLOBANDO OS DEMAIS ASPECTOS) Quantas vezes se efetuam casamentos, sociedades, associações diretas ou indiretas entre os que são tementes a Deus e os ímpios, porque a inclinação governa a escolha de marido ou mulher! As partes não pedem conselho de Deus, nem têm em vista a Sua glória. O cristianismo deve ter influência dominante na relação matrimonial; mas dá-se muitas vezes o caso de que os motivos que determinam esta união não se coadunam com os princípios cristãos. Satanás procura constantemente fortalecer o seu poder sobre o povo de Deus, induzindo-os a entrar em aliança com seus súditos; e a fim de realizar isto ele se esforça por despertar paixões impuras no coração. Mas o Senhor em Sua Palavra instruiu claramente Seu povo a não se unir àqueles nos quais não habita o amor para com Ele. “Que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos?” 2 Coríntios 6:15, 16.
Justamente aqueles que Deus Se propõe usar como Seus instrumentos para uma obra especial, Satanás, empregando seu máximo poder procura transviar. Ele nos ataca em nossos pontos fracos, procurando, pelos defeitos do caráter, obter domínio sobre o homem todo; e sabe que, se tais defeitos são acalentados, terá bom êxito. Mas ninguém precisa ser vencido. O homem não é deixado só a vencer o poder do mal pelos seus fracos esforços. O auxílio está às mãos, e será dado a toda alma que realmente o desejar. Anjos de Deus, que sobem e descem pela escada que Jacó viu em visão, auxiliarão a toda alma, que o deseje, a subir mesmo aos mais altos Céus.






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