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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Quebra de maldições: é bíblico?






O movimento de “batalha espiritual” ensina a necessidade de se quebrar maldições hereditárias e de se anular compromissos que ficaram pendentes com o diabo, mesmo após a pessoa ter sido convertida a Cristo. Ensina-se que herdamos as maldições que acompanharam nossos antepassados, por causa de seus pecados e pactos demoníacos, e que precisamos anular estas maldições hereditárias.
Um dos textos usados para defender este ponto é Êxodo 20.5, onde Deus ameaça visitar a maldade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração dos que o aborrecem.
Entretanto, ensinar que Deus faz cair sobre os filhos as consequências dos pecados dos pais, é só metade da verdade.
A Escritura nos diz igualmente que se um filho de pai idólatra e adúltero vir as obras más de seu pai, temer a Deus, e andar em Seus caminhos, nada do que o pai fez virá cair sobre ele. A conversão e o arrependimento individuais “quebram”, na existência das pessoas, a “maldição hereditária” (um efeito somente possível por causa da obra de Cristo). Este foi o ponto enfatizado pelo profeta Ezequiel em sua pregação ao povo de Israel da época (leia cuidadosamente Ezequiel 18).
Através do profeta Ezequiel, Deus os repreendeu, afirmando que a responsabilidade moral é pessoal e individual diante dele: “A pessoa que pecar, é ela quem morrerá — não o seu pai ou a sua mãe” (Ez 18.4b, 20). E que pela conversão e por uma vida reta, o indivíduo está livre da “maldição” dos pecados de seus antepassados, ver 18.14-19. Esta passagem é muito importante, pois nos mostra de que maneira o próprio Deus interpreta (através de Ezequiel) o significado de Êxodo 20.5.
Aplicando aos nossos dias, fica evidente que o crente verdadeiro já rompeu com seu passado, e com as implicações espirituais dos pecados dos seus antepassados, quando, arrependido, veio a Cristo em fé.
Tem mais. O apóstolo Paulo nos esclarece que o escrito de dívida que nos era contrário, a maldição da lei, foi tornado sem qualquer efeito sobre nós: Jesus o anulou na cruz (Cl 2.13-15; Gl 3.13). Ou seja, toda e qualquer condenação que pesava sobre nós foi removida completamente quando Cristo pagou, de forma suficiente e eficaz, nossa culpa diante de Deus. Ora, se a obra de Cristo no Calvário em nosso favor foi poderosa o suficiente para remover de sobre nós a própria maldição da santa lei de Deus, quanto mais qualquer coisa que poderia ser usada por Satanás para reivindicar direitos sobre nós, inclusive pactos feitos com entidades malignas, por nós, ou por nossos pais, na nossa ignorância.
Basta um estudo simples nas Escrituras, da linguagem usada para descrever nossa redenção, para que não fique qualquer dúvida de que o crente, à semelhança de um escravo exposto à venda na praça, foi comprado por preço, e que, agora, passa a pertencer totalmente ao seu novo senhor. O antigo patrão não tem mais qualquer direito sobre ele, como rezava a legislação romana da época. Assim, Paulo diz que fomos comprados por preço (1 Co 6.20; agorazo, comprar, redimir, pagar um resgate — termo usado para o ato de comprar um escravo na praça, ou pagar seu resgate para libertá-lo), e que sendo agora livres, não devemos nos deixar outra vez escravizar (1 Co 7.23). Fomos resgatados (lutrou) pelo precioso sangue de Cristo (1 Pe 1.18; cf. Ap 5.9).
Em resumo: “se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas antigas passaram: eis que se fizeram novas”. Não há nenhuma maldição que Cristo já não tenha quebrado na cruz e que não tenha já sido desfeita na hora da conversão (novo nascimento). O que os crentes precisam é santificação, e não quebra de maldição, para crescerem mais em mais no conhecimento de Deus e no serviço dele.
Nenhum texto alternativo automático disponível.

sábado, 16 de setembro de 2017

A influência do pecado.




“A sombra do pecado está sobre cada aspecto da existência humana. Fora de nós, o pecado é um inimigo que seduz; por dentro, compele-nos ao mal, como parte de nossa natureza caída. Nesta vida, o pecado é intimamente conhecido, ainda que permaneça estranho e misterioso. Promete a liberdade, mas escraviza, produzindo desejos que não podem ser satisfeitos. Quando mais nos debatemos para escapar ao seu domínio, tanto mais inextricavelmente nos enlaça. Compreender o pecado nos ajuda no conhecimento de Deus, porém o pecado distorce até mesmo nosso conhecimento do próprio-eu.”
— Stanley M. Horton.


Os quatro métodos de Interpretação do livro do Apocalipse.





1. Preterista
O método Preterista considera o contexto histórico na interpretação do Apocalipse, ou seja, muito do simbolismo presente no livro está relacionado aos acontecimentos contemporâneos da época em que foi escrito. No Preterismo, muitas das profecias do Novo Testamento também foram cumpridas na destruição de Jerusalém em 70 d.C. e em eventos do período da igreja primitiva.
2. Historicista
No Historicismo, as profecias do livro de Apocalipse (e outras profecias bíblicas), são interpretadas como se fossem se cumprindo ao longo da história. Dessa forma, muitas profecias já se cumpriram, outras estão em pleno cumprimento, e também há aquelas que ainda se cumpriram, ou seja, seria como um esboço da história da igreja desde o século I até a Segunda Vinda de Cristo.
3. Idealista
A interpretação Idealista pode ser definida como totalmente simbólica, na medida em que interpreta toda descrição presente no livro de Apocalipse como símbolos, verdades ou ideais espirituais, ou seja, nada irá ocorrer realmente de forma literal e histórica, mas completamente de maneira espiritual.
4. Futurista
Na interpretação Futurista, quase tudo no livro de Apocalipse está relacionado aos acontecimentos futuros do fim dos tempos – para alguns com exceção apenas dos três primeiros capítulos. A interpretação Futurista se popularizou com o surgimento da corrente escatológica conhecida como Dispensacionalismo (ou Pré-Milenismo Dispensacionalista) e que se tornou a principal visão escatológica dentro do movimento pentecostal.

O QUÊ É DE CÉSAR? E O QUÊ É DE DEUS?







Muitos pregadores, ao discorrerem sobre a passagem a cima, concordam em afirmar o seguinte: “Nós devemos pagar os nossos impostos, sem esquecer nunca dos dízimos e ofertas. Pois dar a César é pagar os impostos, e dar a Deus é pagar o dízimo”.
No entanto, se analisarmos esta passagem exegeticamente, não poderemos nunca, permitir este tipo de interpretação. Ao observarmos atentamente a passagem não vemos, em nenhum momento, qualquer dos evangelistas relacionando esta afirmação de Jesus a prática de ofertar ou dizimar, para ser mais exato a única exceção é Marcos que na altura do versículo 41 vai falar sobre a oferta da viúva, mas mesmo João Marcos não associa este episódio a declaração de cristo nos versos anteriores.
A declaração de Jesus, tema da nossa apreciação, está inserida em um contexto de várias tentativas dos grupos religiosos em tentarem pegar Jesus em alguma contradição, para assim tirar-lhe a confiabilidade. Como sabemos foi inútil e mais serviu para aumentar a credibilidade que Ele tinha e para desmoralizar os religiosos de sua época. A discussão que culmina naquela afirmação de Jesus está inserida neste ínterim. Os fariseus unidos com os herodianos se achegam ao Senhor com bajulações e soltam a questão: “É lícito pagar os impostos cobrados por Roma?”. Como Jesus, que não era bobo nem nada, percebeu que as palavras lisonjeiras eram uma artimanha para tentar ludibriá-lo. Acabou com a questão: “Me mostrem a moeda, de quem é esta cara estampada na moeda?” Os inquisidores responderam de pronto: “De César.” Então Jesus conclui com uma das lições mais profundas que só poderíamos receber Dele mesmo: Daí, pois a César o que é dele, daí portanto a Deus o que lhe pertence (estou parafraseando).
Agora faço minha as palavras de Jesus. Olhem para as cédulas de dinheiro e as moedas que você tem. De quem é este brasão? Quem atribui valor a estas cédulas? (Você responde está bem?)
Agora usando o raciocínio de Jesus, o que existe neste universo que possui estampada a imagem do Deus onipotente? O que Deus criou que possui a sua marca e que pra ele possui valor?
A Resposta: O ser humano.
Deus não precisa de dinheiro, tudo é Dele. Ele não quer seu dinheiro, daí a Deus o que é dele. E o que ele quer é uma oferta da sua vida. Daí a Ele aquilo que possui Sua marca registrada. Pois é isso que ele quer.
Quer agradar à Deus? Dê-lhe uma oferta que Ele possa aceitar. Entregue sua vida incondicionalmente à Ele!

#INTERPRETAÇÃOtextual








Você já ouviu falar que Lúcifer era o responsável pela música no céu? E se eu te dissesse que a Bíblia nunca disse isso?
Se interpretarmos Ezequiel 28 e Isaías 14 em seu contexto imediato - o que o autor do texto pretendia que seus primeiros ouvintes e leitores entendessem - não veremos nenhuma menção a ninguém mais que um ser humano. Entrando numa interpretação secundária do texto - que pode ou não ter sido uma metáfora para a queda de Satanás -, o único versículo que afirma algo sobre música é o 13: "[...] em ti se fazima os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados". 
Ainda que o verso 14 seja entendido literalmente (o que parece difícil tendo em vista o restante do capítulo), e "tu eras um querubim ungido" seja uma possível referência a Satanás antes da queda, não há nada além do versículo 13 que envolva o personagem do texto em música. Além do mais, não há nada em toda a Bíblia que associe Satanás a nenhum tipo de música, muito menos como "regente" no céu.
O fato é que a Bíblia não conta a origem de Satanás, e nem o associa antes ou depois da queda à música.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

A MULHER DO FLUXO DE SANGUE: O que sabemos desta mulher ? O Que Ela tem para nos ensinar ?







A história nos revela que ela tinha um "grave problema", não revela sua idade, seu nome, nem se era casada ou se tinha uma família, ou filhos, contudo nos dá uma clara informação: sofria a 12 anos com uma hemorragia; um fluxo de sangue continuo...
Estamos falando de uma época (Israel do Antigo Testamento) em que a mulher pelo simples fato de estar em seu período menstrual já a colocava em condição de separação e impureza. Neste caso em particular, já se tratava de uma hemorragia constante, uma perda excessiva e considerada de sangue do organismo. Uma mulher com fluxo de sangue, pela Lei de Moisés era considerada imunda, era repudiada. Excluída da sociedade, afastada de sua casa, banida dos locais mais desejados, não poderia ir ao Templo ou participar das Festas!
Ela deveria ficar afastada!
Segundo a Lei, a cidade ou as aldeias deveriam ter um local reservado fora da cidade, um arraial cercado e separado para que as mulheres pudessem passar os dias do ciclo, distantes de familiares e parentes queridos até que sua imundície terminasse, esse arraial era conhecido como "arraial das impuras".
"Se uma mulher tiver um fluxo de sangue por muitos dias fora do tempo da sua impureza, ou quando tiver fluxo de sangue por mais tempo do que a sua impureza, por todos os dias do fluxo da sua imundícia será como nos dias da sua impureza; imunda será." Levítico 15.25
(isso também acontecia com os leprosos, "arraial dos impuros")
Toda mulher quando está passando as "regras" fica mais fraca, isso é normal pois com a eliminação do sangue e dos fluidos corporais o organismo enfraquece. Agora imaginemos uma mulher passando por este processo de uma forma continua, como estaria anêmica, fraca, com falta de suplemento de ferro, totalmente debilitada. Haviam mulheres que tinham suas "regras" normais, passando-se os 7 dias, cumprindo-se a Lei, voltaria a ter sua vida "normal", mas e esta personagem que a historia nos exibe? Como estaria o estado emotivo e psicológico desta jovem mulher, passando-se os dias, o mês, o ano e lá estava ela, sempre naquele "lugar reservado", fora da cidade. Essa "batalhadora" com seu grave problema, tanto que suas reservas financeiras foram totalmente utilizadas, ficava observando mês a mês, mulheres entrando e saindo dali, mas ela não, tinha que continuar aguardando sua cura permanecendo ali, isolada, angustiada, sofrendo calada, depressiva, sentindo falta de um abraço, de um elogio, de um amigo.
A Palavra nos revela através de Marcos e Lucas que ela tinha condições financeiras e as utilizou para tentativa de um eficaz tratamento mas, tudo em vão! A capacidade humana não tinha condições de curar, isso era uma cura sobrenatural, um particular com ela e Jesus.
Quantos de nós precisamos enxergar que só Jesus pode realizar o impossível, somente a potente mão do Senhor para nos conceder a Benção, mas muitos ainda colocam suas esperanças em carros e cavalos, esquecem de fazer menção do nome do Senhor.
Pensava ela: - ah se eu pudesse sair daqui! Rever meus amigos! Ir ao Templo! Ter uma vida normal.
São mais de 4 mil dias de espera, prisioneira na mesma situação!
O medo tomava conta do seu ser.
O que faria a multidão se encontrasse uma mulher imunda fora do seu local reservado? E se ela estivesse encostando, tocando nas pessoas? E se estivesse passeando livremente pela cidade?
Aquela mulher precisava deixar aquela humilhação, aquele desconforto. Certo dia com tantos acontecimentos na região, tantas notícias de milagres e curas, com tantas moças entrando e saindo do "arraial", de certo que a cada uma que passava por ali falava dos milagres e prodígios que Jesus de Nazaré estava realizando, de sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus (Rm 10.17). Sua Esperança era fortalecida. Sua confiança em Jesus crescia. Sua fé era alimentada. Mesmo sem conhecer o Mestre, seu ânimo em ouvir as Maravilhas que Ele estava realizando lhe dava nova força para viver e aguardar com paciência pelo Milagre! "Esperei com paciência pelo Senhor, e ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor." Salmo 40.1 Oh Aleluia!
Então, pensava consigo mesma: Vou conseguir! Preciso encontrar este homem, Jesus! Aqui poderíamos dizer que aconteceu a metanoia, a maravilhosa transformação.
Certo dia ela fica sabendo que, aquele homem oriundo da cidade de Nazaré estava passando pelas redondezas. Estava vindo para Cafarnaum. Oh glória! esta é a minha chance, diz a mulher!
Abro um parenteses: Tantos no arraial das drogas, tantos no arraial da prostituição, da enfermidade, da solidão, da depressão, ouçam, Jesus está passando perto de você, aproveite a oportunidade, tome uma atitude, se mexe!
Então você pensa: mas o que vão falar de mim? surge a vergonha, o medo.
Saiba de uma coisa caro leitor, Jesus quer transformar o teu ser, não tenha medo da mudança, do que possa acontecer... aceite este convite! "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei." Mateus 11:28
Aquela mulher não teve medo, imaginem se ela fosse reconhecida por algumas das moças que já haviam passado pelo "arraial", de certo gritariam "imunda!, imunda!". Historiadores relatam que a multidão era de aproximadamente 30.000 pessoas, o alvoroço era grande, se alguém a notasse seria apedrejada até a morte.
E agora o que fazer? Pensou ela em seu coração: "Se tão somente tocar-lhe o manto, ficarei sã." Aqui temos Fé, Esperança e ação (atitude)!
A mulher não teve medo da multidão, sofreu o risco, o desejo de encontrar Jesus era maior. Os milagres que ela ouvira falar sobre o Mestre eram reais, as noticias de Seu poder a encorajou, Sua bondade lhe deu esperança.
A fé dessa mulher foi tremenda, enfrentar a multidão não é fácil! Tome o exemplo e faça o mesmo, tome coragem e se lance aos pés de Jesus, toque com fé no Senhor, acredite que Ele, somente Ele pode te ajudar!
"não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça." Isaías 41.10
Ela não teve duvidas, partiu para a ação, levantou de seu lugar e saiu do "arraial das imundas".
Embora os riscos, e ciente que poderia ser pega, entrou no meio da multidão, se arrastou, enfrentou as dificuldades mesmo com pouca força, seguiu adiante mesmo com tantas barreiras (a multidão), mesmo com tantos empurrões (dificuldades) ela perseverou e conseguiu chegar até Jesus e tocar na orla de Sua roupa. No mesmo instante o fluxo de sangue, a hemorragia se estancou, cessou, estava curada!
"Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes que façam para si franjas nas bordas das suas vestes, pelas suas gerações; e que ponham nas franjas das bordas um cordão azul.
Tê-lo-eis nas franjas, para que o vejais, e vos lembreis de todos os mandamentos do Senhor, e os observeis; e para que não vos deixeis arrastar à infidelidade pelo vosso coração ou pela vossa vista, como antes o fazíeis; para que vos lembreis de todos os meus mandamentos, e os observeis, e sejais santos para com o vosso Deus." Números 15 38-40
Logo ao "agarrar" tocar com fé e receber o milagre, pensa em sair depressa para que ninguém a perceba mas o Mestre percebeu! pois do Senhor saiu virtude!
- Quem é que me tocou? foi a pergunta feita por Jesus.
Foi uma mulher sábia, não queria contrariar a Lei, nem o povo e pela fé agarrou firme na orla do manto. Este agarrar foi diferente! (saiu Virtude)
Sabemos que muitos o tocavam, e então Pedro responde: Mestre, a multidão te aperta e te oprime, e dizes: Quem é que me tocou?
Jesus queria que a pessoa se identificasse, se mostrasse e confessasse a verdade.
Assim o fez a mulher, sim, aproximou-se temendo e tremendo, mas ciente do que lhe havia acontecido, falou a verdade. Mostrou a todos a sua confiança em Jesus.
Aqui ocorreu a Libertação da vergonha! Todos ficaram sabendo do milagre!
"Mas, antes que viesse a fé (Jesus), estávamos guardados debaixo da lei, encerrados para aquela fé que se havia de revelar." Gálatas 3:23
Então Jesus lhe traz Paz e refrigério ao dizer: "Filha, a tua fé te salvou; vai em paz, e sê curada deste teu mal." Marcos 5.34.






domingo, 20 de agosto de 2017

O CULTO DOMÉSTICO (Familiar)







O culto doméstico também denominado culto familiar regular oferece aos pais oportunidades naturais para encorajar seus filhos a falar sobre suas vidas espirituais internas. “O que essa passagem da Escritura significa para nós hoje?”, “Como devemos responder ao que Deus diz?” e “Você realmente acredita nisso?”. Essas perguntas podem ser pensadas e espontaneamente feitas nessas ocasiões. Os pais podem sugerir como responder à Palavra de Deus oferecendo suas próprias respostas honestas. À medida que as crianças veem seus pais dependendo da graça de Deus, humildemente confessando o pecado e confiando em Cristo, elas serão encorajadas a expressar seus próprios pensamentos, medos, esperanças e desejos. Elas também aprenderão como pedir oração e orar pelos outros.

#Explicação do texto bíblico: “Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas estas coisas.” — Isaías 45.7









A palavra hebraica ra’ é uma palavra geral incluindo calamidade e qualquer coisa desagradável ou indesejável. Ela é usada algumas vezes a respeito do mal moral, mas Deus nunca é criador do mal moral. Como um Deus, no entanto, Ele traz juízo; o juízo que Ele envia pode ser severo, até mesmo calamitoso. Também deveria ser observado que no sexto século a.C., ou logo após o tempo de Ciro, Zoroastro (Zaratustra) começou a ensinar uma religião dualística. Zoroastro afirma que um deus bom controlava o bem e o espírito, enquanto um deus perverso controlava o mal e os elementos materiais — como também criou o universo físico enquanto o deus bom não estava olhando. Este versículo não deixa espaço para qualquer semelhante dualismo.
— Stanley M. Horton




quinta-feira, 17 de agosto de 2017

BATISMO NAS ÁGUAS: COMO DEVE SER FEITO?

Na língua grega em que o Novo Testamento foi escrito, a palavra referente a batismo é “BAPTIZO”, que se deriva de “BAPTO”, que significa “MERGULHAR”, “SUBMERGIR”, “IMERGIR”. A palavra “bapto” era usada dentre os gregos para significar, por exemplo, o tingimento de uma vestimenta. Quando um pedaço de pano devia ser tingido, ele era imerso nu líquido colorido até que fosse transformado na cor do corante. O candidato ao batismo nas águas precisa ter se arrependido de seus pecados e ter experimentado uma salvação pessoal através de cristo por meio do exercício de sua graça e compreendido que esta é a única maneira de salvar-se. Um outro exemplo do uso da palavra “bapto” é a extração de água, submergindo-se um recipiente num outro recipiente. O recipiente que estava sendo usado para a extração da água era imerso abaixo da superfície da água do recipiente maior. É muito significativo o fato de que a Igreja Ortodoxa manteve a palavra “BAPTIZO” em sua linguagem litúrgica desde o início e sempre entendeu que ela significa nada mais que uma imersão na água. Até o dia de hoje, a Igreja Grega batiza na água por imersão. Podemos ter certeza de que os gregos compreendem o significado da própria língua! O MÉTODO BÍBLICO DE BATISMO Pelo fato de que a palavra bíblica significa “mergulhar”, “submergir”, “imergir”, deveríamos ter a expectativa de descobrirmos que esse é o batismo praticado na bíblia. Isso é exatamente o que encontramos. (1) João Batista: “Então, saíram a ter com ele [JOÃO BATISTA] Jerusalém, toda a Judéia e toda a circunvizinhança do Jordão; e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados” (MT CP3 Vs 5,6). A bíblia não poderia esclarecer melhor esta questão. Eles eram batizados – nas águas do rio Jordão. Na verdade, a bíblia ensina que tanto João Batista como o nosso próprio Senhor Jesus escolheram um lugar onde havia muita água para fazerem os batismos: “DEPOIS DISSO, FOI JESUS CO SEUS DISCÍPULOS PARA A TERRA DA JUDÉIA; ALI PERMANECEU COM ELES E BATIZAVA. Ora, João estava também batizando em Enom, perto de Salim, PORQUE HAVIA ALI MUITAS ÁGUAS, e para lá concorria o povo e era batizado”. (Jo CP3 Vs 22,23). Enom significa “FONTES” ou “MANANCIAIS”. Podemos ir a esse local atualmente e ainda encontraremos as abundantes fontes de água. Uma outra tradução de João CP3 V23 é “PORQUE HAVIA MUITAS LAGOAS E RIBEIROS LÁ” (Versão de Weymouth). Era essencial que houvesse “muitas águas” porque “ELES ESTAVAM BATIZANDO, IMERGINDO O CANDIDATO POR COMPLETO” nas águas. (2) O exemplo do batismo de Cristo: “Naqueles dias, veio Jesus de Nazaré da Galiléia e por João batista foi batizado no rio Jordão”. Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se e o Espirito descendo como pomba sobre ele. Então, foi ouvida uma voz dos céus: Tu é meu filho amado, em ti me comprazo” (Mc CP1 Vs 9 ao 11). O nosso Senhor Jesus foi batizado, em seguida levantou-se e saiu da água. Ele estava “deixando-vos exemplo para seguirdes os vossos passos” (1 Pe CP2 V21). Você seguiu o exemplo d’ Ele ? Você foi batizado em seguida levantou-se e saiu da água ? (3) O exemplo do Batismo do Eunuco Etíope: “Então mandou parar o carro, ANBOS DESCERAM À ÁGUA, E Filipe BATIZOU O EUNUCO. Quando saíram da água, o Espirito do Senhor arrebatou a Filipe, não o vendo mais o eunuco; e este foi seguindo o seu caminho, cheio de júbilo” (Atos CP8 VS 38 e 39). Por que a bíblia diz: “QUANDO SAÍRAM DA ÁGUA” ? Porque a própria palavra “BATIZAR significa SUBMERGIR” , e o Novo Testamento não fala de nenhuma outra maneira de batismo. O BATISMO: UM SEPULTAMENTO: A Bíblia ensina que o batismo é um sepultamento. O candidato é completamente sepultado na água. “IGNORAIS QUE TODOS NÓS QUE FOMOS BATIZADOS EM CRISTO JESUS FOMOS BATIZADOS NA SUA MORTE ? FOMOS, POIS, SEPULTADOS COM ELE NA MORTE PELO BATISMO” (CL CP2 V12). Observamos aqui que todos os que foram batizados foram sepultados na água, exatamente como cristo foi sepultado na terra. O BATISMO: UMA RESSUREIÇÃO: A Bíblia também ensina que o batismo é uma ressureição para uma nova vida: “FOMOS, POIS, SEPULTADOS COM ELE NA MORTE PELO BATISMO; PARA QUE, COMO CRISTO FOI RESSUCITADO DENTRE OS MORTOS PELA GLÓRIA DO PAI, ASSIM TAMBÉM ANDEMOS EM NOVIDADE DE VIDA” (Rm CP6 V4). ...”Batismo, no qual igualmente FOSTES RESSUCITADOS mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos” (Cl CP2 V12). “... FOSTES RESSUCITADOS juntamente com cristo” (Cl CP3 V13). No batismo nas águas, depois que o candidato é sepultado, ele é ressucitado (LEVANTADO PARA FORA DA SUPERFÍCIE DA ÁGUA). O batismo nas águas é um sepultamento e uma ressureição. “COMO deveríamos ser BATIZADOS?” Há somente uma maneira: Na água. A Bíblia não nos ensina nenhuma outra. ONDE DEVERÍAMOS SER BATIZADOS? Com base em nosso presente estudo A RESPOSTA É MUITO ÓBVIA. A Bíblia diz que DEVEMOS SER BATIZADOS DENTRO DA ÁGUA, onde houver MUITA ÁGUA. No mar, em rios, em ribeirões, lagoas, fontes, e tanques¬; de preferência AO AR LIVRE, como na bíblia, como um testemunho público. Contudo, ALGUMAS IGREJAS POSSUEM dentro delas UM TANQUE PROFUNDO ou “BATISTÉRIO”. O essencial é que seja UM LUGAR ONDE VOCÊ POSSA SER SEPULTADO E RESSUCITADO, um lugar ONDE HAJA MUITA ÁGUA.

O MURO DAS LAMENTAÇÕES

Por Que Muro das Lamentações ??? O Muro localizado na área ocidental de Jerusalém vem lembrando há milênios a vitória de Roma sobre os judeus. Hoje ele é cultuado como o recanto mais sagrado do Judaísmo, pois é o último vestígio do segundo templo judaico, edificado após a destruição do anterior, construído por Salomão. No ano 20 a.C. ele foi reformado por Herodes, o Grande, na tentativa de conquistar a simpatia de César. Em 70 d.C. o Muro das Lamentações foi demolido por Tito, em uma demonstração de força do Império Romano diante da Grande Revolta Judaica. Na época, Herodes ordenou a edificação de ostensivos muros destinados a encerrar o Monte Moriá - lugar reverenciado porque ali Abraão teria oferecido em sacrifício a Deus seu filho Isaac, por esta razão escolhido para sediar o Templo - dentro desta muralha. Desta forma ele estendeu este espaço, compondo o que atualmente é conhecido como a Esplanada das Mesquitas, que hoje abriga também dois espaços sagrados do Islamismo, a Mesquita de Al-Aqsa e a Cúpula da Rocha. O Primeiro Templo, criado no século X a.C, foi eliminado em 586 a.C pelos habitantes da Babilônia; já o Segundo foi edificado por Esdras e Neemias, durante o evento que se tornou conhecido como o Exílio da Babilônia – os judeus podem finalmente voltar para sua terra natal, Judá, especialmente para Jerusalém, graças a um Decreto de Ciro, o que possibilita reedificar este santuário -, depois demolido por Tito, que permite a preservação de um pedaço do muro externo para que os judeus conservem a memória de sua derrota diante de Roma. Segundo os hebreus, porém, este muro só permaneceu em pé graças a uma promessa de Deus, que lhes garantiu a preservação de pelo menos uma parcela do Templo, como emblema da união deste povo com Deus. Enquanto os romanos dominaram Jerusalém, era proibido o ingresso dos hebreus nesta cidade, enquanto na era bizantina eles podiam visitar as ruínas do Templo uma vez ao ano, no dia que lembrava a destruição deste tabernáculo, quando então eles pranteavam e lamentavam a destruição do Templo, o que levou este recanto a ser conhecido como o Muro das Lamentações. O hábito de orar ao pé do Muro e de depositar papéis com súplicas e desejos dos fiéis nos vãos desta parede tem sido cultivado ao longo de vários séculos. Entre os anos de 1948 e 1967 o Muro ficou novamente inacessível para os hebreus, pois neste período Jerusalém estava cindida, cabendo à Jordânia justamente a parte que continha o Templo. Posteriormente, após a Guerra dos Seis Dias, a entrada foi novamente liberada e o Muro se transformou em um símbolo de vitória e em local sagrado, deixando de exercer a função de reservatório destinado à transformação do lixo em resíduos inofensivos. A parte interna da Esplanada das Mesquitas seria o local mais venerado do Planeta para os judeus, mas como eles não têm acesso a este espaço, o Muro se torna a esfera mais consagrada da Terra. NA VERDADE O nome usado pelos judeus é “Muro Ocidental” (Western Wall, em inglês, e Ha-kotel Ha-ma’aravi, em hebraico), obviamente por causa de sua localização. O termo, inclusive, é bem mais antigo que seu apelido atual: há registros dele em textos escritos logo após a destruição do local pelos romanos, no século 1. Não há menção, em outras fontes antigas, do costume de orações e lamentações no local, como hoje é comum. O muro em questão é um trecho de pouco mais de 50 metros que restou da muralha de arrimo que cercava o Monte do Templo, feita na época da grande reforma que Herodes realizou no local do antigo Templo de Salomão. Aquela parte é a única à qual os judeus têm acesso, pois a maior porção da muralha que sobrou da destruição do Templo pelos romanos no ano 70 está sob poderio dos muçulmanos, que barram o acesso. Virou, para os judeus, local de oração e súplicas. Há registros das lamentações no muro a partir do século 16. Mas o termo “Muro das Lamentações” veio bem mais tarde. No século 19, quando europeus visitavam o local, voltavam ao seu continente falando daquele “Lugar de Lamentações”, termo usado, inclusive, no livro “Those Holy Fields”, publicado por Samuel Manning em 1873: “(…) o ‘Lugar de Lamentações’ dos judeus… Onde eles se reúnem às sextas-feiras para lamentar sobre seu Estado caído…” Manning podia estar se referindo a uma tradução adaptada de um termo usado pelos árabes para designar o mesmo local, El-Makba, o “Lugar do Choro”. Quando a Grã-Bretanha tomou Jerusalém dos otomanos, em 1917, e veio o Mandato Britânico sobre a região, o nome “pegou”. “Muro das Lamentações” ficou sendo usado por um tempo até mesmo por uma boa parte dos próprios judeus. Só depois da Guerra dos Seis Dias, quando Israel já tinha um Estado próprio e retomou a área, os judeus começaram a usar novamente o nome antigo de “Muro Ocidental”, e muitos não judeus também começaram a utilizá-lo. “Muro Ocidental”, então, é o que prevalece para os israelenses e judeus espalhados pelo mundo – ou mesmo somente “O Muro”, rejeitando a “herança” britânica dos tempos de um domínio que não mais existe.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

PERFIL BÍBLICO: NICODEMOS

Deus é especialista em encontrar e transformar pessoas que consideramos fora de alcance. Demorou algum tempo para que Nicodemos deixasse de ser um discípulo anônimo, mas Deus foi paciente com este crente “secreto”. Nicodemos em grego, a língua em que este Evangelho foi escrito, significa “conquistador do povo”. Um leitor da Bíblia em sua tradução Inglesa deve reimaginar como uma pessoa que fala grego koiné teria ouvido esses textos. Conquistador de pessoas( Nicodemos) teve consistentemente medo dos hoi Iudaioi, algo que , naturalmente, não soava bem, e, portanto, nunca foi destinado a ser. Como membro de um menos potente(partido dos fariseus contra o dos saduceus), Nicodemos era uma minoria dentro da minoria. É interessante que todos os casos conhecidos de perseguições contra Jesus e contra as pessoas de Jerusalém crentes em Jesus, especialmente seus líderes, “foram extinguidas quando o reinante sumo sacerdote era um daqueles que pertenciam à poderosa família dos saduceus de Anás”. Caifás, genro de Anás condenou Jesus e Estevão. Tiago, filho de Zebedeu, foi executado e Pedro preso por Agripa I, enquanto Matias, filho de Anás, foi, provavelmente, um sacerdote. Em Atos 12:3 lemos que o rei estava motivado para ganhar o favor com “os judeus” , a fim de “aplacar o sumo sacerdote Mathias e sua família”, já que algum tempo atrás Agripa tinha humilhado a família de Anás por depor Teófilo, irmão de Matias . Outro filho de Anás, Ananus II , James colocou à morte aproveitando do Imperador Romano antes da nomeação do próximo líder do Império. O quadro acima revela que somos justificados para falar de um caso de vingança contra “os seguidores de um homem cujo movimento Caifás ( como um membro da família sacerdotal Anás ) esperava , mas não conseguiu erradicar”. Nicodemos aborda Jesus usando o termo respeitoso “Mestre” , que reconhece que, apesar da animosidade em relação a ele, Jesus ainda era alguém importante , mesmo para um membro poderoso da elite governante de Jerusalém. O termo “sabemos” muito provavelmente refere-se a um grupo de líderes dentro do Sinédrio que pensava que Jesus era de fato uma figura muito positiva e, possivelmente, enviado por Deus . Embora possa ter havido outras razões para fazê-lo, é provável que a razão de Nicodemos ter tido com Jesus à noite foi para evitar ser visto e questionado sobre Jesus por outros dentro do sistema Hoi Iudaioi. Provavelmente por suas muitas ocupações, por desejar ser discreto ou mesmo por temer ser descoberto, Nicodemos procurou Jesus de noite. As conversas à luz do dia entre os fariseus e Jesus tendiam a ser hostis, mas Nicodemos queria realmente aprender. Este homem provavelmente recebeu muito mais do esperava: um desafio para uma nova vida! Sabemos pouco sobre Nicodemos, mas sabemos que ele saiu transformado daquele encontro com Jesus; saiu com um entendimento completamente novo a respeito de Deus e de si mesmo. Nicodemos era um dos membros do Sinédrio. Ele estava presente quando levaram Jesus para ser julgado (Jô 7.50). À medida que o grupo discutia sobre como poderia eliminar o Mestre, Nicodemos levantou a questão da justiça. Apesar de sua objeção ser rejeitada, ele falou. Uma mudança foi operada em sua vida. Nicodemos é algumas vezes identificado como discípulo secreto de Jesus ou como um que representa aqueles que tinham falta de fé suficiente para o apoiar abertamente. Entretanto, em sua terceira aparição no Evangelho de João, no enterro de Jesus (João 19:38-42), Nicodemos, que antes tinha vindo a Jesus quando estava de noite, veio quando era dia, trazendo consigo generosas quantidades de especiarias para ajudar José de Arimatéia a preparar o corpo de Jesus para ser colocado no sepulcro e fazendo publica seu discipulado. Significantemente, esse evento ocorreu depois de Jesus ter sido levantado na cruz, permitindo Nicodemos ver o cumprimento de uma profecia feita por Jesus de que ele seria levantado “como Moisés levantou a serpente no deserto” (João 3:14). A última ilustração sobre Nicodemos mostra-o unido a José de Arimatéia para solicitar o corpo de Jesus, a fim de providenciar o enterro (Jo 19.39) . Mesmo percebendo que se arriscava, Nicodemos praticou um ato corajoso. Ele continou a crescer na fé cristã. Deus espera por um desenvolvimento firme, não uma perfeição instantânea. Seu crescimento espiritual atual condiz com o tempo que você conhece Jesus? Pontos fortes e êxitos: Foi um dos poucos líderes religiosos que creram em Jesus. Foi um membro da poderosa suprema corte dos judeus (o Sinédrio). O fariseu foi atraído pelo caráter e pelos milagres de Jesus. Uniu-se a José de Arimatéia para providenciar o sepultamento de Jesus. Fraquezas e erros: Estava limitado pelo medo de ser publicamente exposto como seguidor de Jesus. Lições de vida: A menos que nasçamos de novo, nunca poderemos fazer parte do Reino de Deus. Deus é capaz de transformar aqueles a quem consideramos inalcançáveis. Deus é paciente e persistente. Se estivermos dispostos, Deus poderá usar-nos. Informações essenciais: Local: Jerusalém. Ocupação: Líder religioso. Contemporâneos: Jesus, Anás, Caifás, Pilatos e José de Aritmatéia. Versículos-chave: “Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?” João 3:4 A história de Nicodemos é contada em João 3.1-21; 7.50-52; 19.39,40. FONTE: Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal - CPAD

ANGELOLOGIA: (A DOUTRINA DOS ANJOS)







INTRODUÇÃO
A doutrina dos anjos, é fundamentalmente o estudo dos ministros da providência de Deus ( são os agentes especiais de Deus ). Como em toda doutrina, há uma negligência muito grande desta, nas igrejas e entre os Teólogos, que chega a ser verdadeira rejeição. Considerado pelos estudiosos contemporâneos como a mais notável e difícil das matérias. Marco da implantação de grandes seitas e heresias, do mundo atual.
VEJAMOS TRÊS ASPECTOS DE NEGLIGÊNCIA DESTA DOUTRINA:
Primeiro. Desde a antigüidade, os gnósticos prestavam adoração aos anjos (Cl 2:18); depois então, na Idade Média, com as crenças absurdas dos rituais de bruxarias com culto aos anjos, e agora em nossos dias, os estudos cabalísticos personalizados no meio esotérico e místico, ensinam novamente o culto aos anjos, por meio de bruxos sofisticados e modernos. Sabendo que antes de tudo, a existência e ministério dos anjos são fartamente ensinados nas escrituras, por isso, não podemos negligenciar os ensinamentos sagrados.
Segundo. A evidência de possessão demoníaca e adoração a demônios de forma veemente em nossos dias. O apóstolo Paulo parece travar grande luta com a grande idolatria que considerava adoração a demônios ( I Co.10:19-21 ). Nos últimos dias, esta adoração aos demônios e a ídolos deve aumentar bastante (Apc.9:20-21 G.Trib.). A negligência deixa de existir para dar lugar à um crescente pensamento sobre o assunto, especialmente do lado do mal. Não podemos negligenciar tal doutrina.
Terceiro. A prática acentuada do espiritismo que crescerá assustadoramente nos últimos dias, conduzindo homens, mulheres e crianças a profundos caminhos de trevas e cegueira espiritual ( I Tm.4:1-2 ). E ainda a obra de satanás e dos espíritos maléficos, atrapalhando o progresso da graça em nossos próprios corações e a obra de Deus no mundo ( Ef. 6:12 ).
Deveríamos querer saber mais e mais dos ensinamentos sagrados para podermos estar firmes contra as astutas ciladas deste inimigo derrotado, Satanás, o anjo caído. ( Rm.16:20; Ap.12:7-9; 20:1-10).
Dividiremos o assunto de Angelologia em dois capítulos:
1º Cap.– A ORIGEM, A NATUREZA E A QUEDA DOS ANJOS.
2º Cap.- A CLASSIFICAÇÃO, E O DESTINO DOS ANJOS.
A ORIGEM, A NATUREZA E A QUEDA DOS ANJOS.
1. - A ORIGEM DOS ANJOS.
Os anjos não existem desde a eternidade, eles foram criados por Deus no momento de sua criação ( Ne.9:6 - Sl.148:2; Cl.1:16 ). A bíblia não indica com precisão em que parte foram criados, mas podemos entender que isso deve Ter acontecido imediatamente após Ter criado os céus e antes de Ter criado a terra, segundo podemos ver em Jó 38:4-7 – Gn.1:1; 2:1. Não podemos também definir número, mas sabemos que um "exercito" compreende grande quantidade, uma 1"legião" compreende um número grandioso ( Dn.7:10; Mt.26:53; Hb.12:22 ). Deus certamente criou todos de uma só vez, pois os anjos não tem capacidade de propagar-se como o homem ( Mt.22:30 ).
A palavra original correspondente no grego é ( a g g e l o z = angelos ), é usado tanto para mensageiros humanos ( I Rs.19:2; Lc.7:24 e 9:52 ), quanto divinos.
1.1- a: EXPRESSÕES USADAS PARA SE REFERIR AOS ANJOS:
2Filhos de Elohim{Deus}( Jó.1:6 e 2:1; Sl.29:1; 89:6).
Santos ( Sl.89:5-7 ).
Vigias ( Dn.4:13, 17, 23 ).
3Espíritos ( Hb.1:14 ).
Principados, poderes, tronos, dominações e autoridades ( Cl.1:16; Rm.:38; I Co.15:24; Ef.6:12; Cl.2:15 ).
Arcanjos ( I Ts.4:16 e Jd.9 ).
1.1 - b: COLETIVOS USADOS PARA OS ANJOS:
Congregação/ assembleia ( Sl.89:6,7 )
Hostes/ Senhor das hostes ( Lc.2:13; Ef.6:12; Hb.12:22 )
1.1- c: TESTEMUNHOS À ORIGEM E EXISTENCIA DOS ANJOS:
Cristo comprovou a existência dos anjos ( Jo.1:51 ).
O Apóstolo Paulo também testemunhou ( Gl.1:8 ).
O próprio Satanás falou dos anjos ( Mat.4:6 ).
O Apóstolo João falou mais de 60 vezes no livro de Apc. ( Apc.1:1 ).
Anjos, então, foram comprovados pelos escritores da Bíblia e pelo próprio Jesus Cristo, como sendo reais. Apesar de toda confusão de todos os tempos, não podemos negligenciar esta grande doutrina – Angelologia.
1 "LEGIÃO OU TROPA" – ENTRE OS ROMANOS CONSTAVA APROXIMADAMENTE 6000 HOMENS.
2 "FILHOS DE DEUS" -ENFATIZA SUA CRIAÇÃO POR DEUS ( CL.1:16 ).
3 "ESPÍRITOS" - ENFATIZA SUA NATUREZA INCORPÓREA.
2- O PROPÓSITO DE SUA ORIGEM:
Os anjos foram criados para darem glória , honra e ações de graça a Deus.
Os anjos foram criados para adorarem a Cristo ( Hb.1:6 )
Foram criados para cumprirem os propósitos de Deus:
O ARCANJO: - Proteção de Israel ( Dn.12:1 ).
-Luta contra Satanás ( Judas 9; Apc.12:7 ).
-Anuncia a Vinda de Cristo ( I Tess.4:16 ).
· 
OS QUERUBINS guardam o trono de Deus ( Ez.10:1-4 )4.
OS SERAFINS se preocupam com a adoração a Deus perante o Seu Santo Trono ( Is.6:2-7 )
AS DIFERENTES ORDENS de anjos, assistem a Deus em sua obra Soberana ( Col.1:16 e 2:10; Ef.1:21 e 3:10 )5.

2 - A NATUREZA DOS ANJOS.
2.1.a.- NÃO SÃO SERES HUMANOS GLORIFICADOS6 (Hb.12:22,23):
SÃO SERES ESPIRITUAIS –Incorpóreos ( Hb.1:14 ). Não tem corpo físico, mas podem assumir forma corpórea ( Gn.18:19 ). (Sl.104:4; Hb 1:7; Ef.6:2; Mt.8:16; 12:45; Lc.7:21; Apc.16:14 ).
SÃO IMORTAIS –Os anjos não estão sujeitos à dissolução: nunca morrem. A imortalidade dos anjos se deriva de Deus e depende de Sua vontade. Os anjos são isentos da morte, porque assim Deus os fez. ( Lc.20:35,36 ).
** NÃO SE REPRODUZEM CONFORME SUA ESPÉCIE –As escrituras em parte alguma ensina que os anjos são seres assexuados. Inferências encontramos referindo-se aos anjos, com o uso de pronomes do gênero masculino ( Dn.8:16,17; Lc.1:12,29,30; Apc.12:7; 20:1; 22:8,9 ). Mas, não obstante, o casamento, a reprodução, não é da ordem ou do plano de Deus.
SÃO PODEROSOS –Dotados de poder sobre-humano ( Sl.103:20; II Pd.2:11 ). São uma classe de seres criados superiores aos homens ( Sl.8:5; Hb.2:10 ). Contudo, esse poder tem seus limites estabelecidos, não são Onipotentes ( II Ts.1:7; II Sm.24:16,17 ). Veja demonstração de poder dos anjos – ( At.5:19; 12:7,23; Mt.28:2 ).
Obs: Quão capazes, portanto, são os anjos bons para ministrar ao homem; e quão desesperadora pode ser a oposição dos principados, os dominadores deste mundo tenebroso! Confiemos, portanto, na força do poder do Senhor e de seus ministros, Amém!
SÃO SERES VELOZES –( Mt.26:53 ) O pensamento que deve ser destacado, é que os anjos, cuja residência, supostamente era nos céus, podiam instantaneamente aparecer em defesa de seu Senhor. Como essas legiões de anjos poderiam passar, com tal rapidez, do céu até o triste Getsêmani, ultrapassa nosso entendimento. Sabemos apenas que a possibilidade do fenômeno indica uma atividade e rapidez verdadeiramente maravilhosa.
SÃO SERES PESSOAIS.
· 
Inteligência – Dn.10:14
Emoções – Jó 38:7
Vontade – Is.14:13,14
Não são Oniscientes – Mt.24:36
Não são Onipresentes – Dn.9:21-23
Não são Onipotentes – Dn.10:13
SÃO PERFEITOS E SEM FALHA – ( Gn.1:31 )
· 
Parte dos anjos tornaram-se rebeldes e caídos – ( Jd.6; II Pd.2:4 )
O restante permaneceu obediente – ( Mt.25:31; Sl.99:7 )
SÃO SERES GLORIOSOS – ( Lc.9:26 )
· 
Os anjos são dotados de dignidade e glória sobre-humanos.

** Trechos Principais para considerar: Gn.6:1-4; I Pd.3:18-20; II Pd.2:4 e Judas 6.
Os anjos são chamados "Filhos de Deus" no Velho Testamento nas referências de Jó 1:6; 2:1; 38:7 e também em Gn.6:2,4. Deve ser observado, porém, que, apesar de serem assim chamados, os homens também o foram ( Lc.3:38; Jo.1:12; I Jo.5:1-2 ). A palavra original é "Benai-Elohim"= Filhos de Deus. Por causa do texto de Gn.6:2,4, há polêmica sobre quem foram "OS FILHOS DE DEUS"??
Que os filhos de Deus se refere aos anjos, neste texto de Gn.6, é a posição tomada por Josefo, Filo Judeus e os autores do Livro de Enoque e do Testamento dos Doze Patriarcas; era a posição geralmente aceita pelos judeus eruditos dos primeiros séculos da era cristã. A impressão que geraram "gigantes" foi da Septuaginta (LXX), que também traduziu todos os manuscritos, substituindo "Filhos de Deus" por "anjos de Deus" em Gn.6; Jó 1:6 e 2:1, e por "meus anjos" em Jó 38:7.
OBS:
Gn.6:4- "...Estes eram os valentes que houve na antigüidade, os homens de fama". Filhos do relacionamento entre "os filhos de Deus" com as "filhas dos homens". Esta é a definição original dos textos da palavra de Deus e não "NEFILINS", que encontramos em alguns textos traduzido e não confiáveis, conforme The Theological Workbook of the Old Testament, por Harris, Archer e Waltke. Estes homens gerados eram perversos e dominaram a terra, razão pela qual, Deus viu que havia grande maldade sobre a terra vs 5 e 6.
Argumentos
Teoria de que os "filhos de Deus" eram anjos:
As referências de Jó 1:6; 2:1; 38:7.
A relação anormal, produziu gigantes impiedosos.
Anjos podem aparecer como homens Gn.19:1,5; ou em homens, Mc.1:23-26/ Mc.5:13 ( O Dr. Henry Morris diz: Os filhos de Deus e as filhas dos homens são homens e mulheres, mas foram possessos por demônios.
Em Mt.22:30, o Senhor estava apenas explicando que os anjos não se reproduzem como os humanos. Não há prova que os anjos não tem sexo. Nos originais, a palavra anjos, sempre é no gênero masculino. Alguém explico que os anjos não se reproduz porque não existe "anjas".
As referências associadas com judas 6; I Pd.3:18-20; II Pd.2:4-6.
Esta teoria foi assegurada por historiadores como Josefo e Plínio.
Os livros apócrifos ( 3 deles ), assegura esta posição.
É considerado que houve duas quedas dos anjos, uma quando Satanás liderou a rebelião, antes da queda do homem e outra em Gn.6.(Teor. Defendida por Clarence Larkin)
Teoria de que os "filhos de Deus" não eram os anjos e sim os descendentes de Sete.
Se anjos de fato se relacionam sexualmente com mulheres, este é um prodígio espetacular da história que viola as normas da natureza, e não há nada na bíblia que diga que anjos tem poderes sexuais.
Em Gn.6, encontramos em seu contexto a seqüência do termo "homem", vs 1,2,3.
A distinção entre os "filhos de Deus" e Satanás nos textos de Jó 1:6; 2:1 de modo que, claramente entendemos que o título "filhos de Deus" não se refere aos anjos caídos.
Se esta relação entre anjos e mulheres gerou os "Nefilins-gigantes", como se explica a presença destes, antes deste ato, e depois do dilúvio em Nm.13:33.
A linguagem de Gn.6:2 é normal para expressar relação entre humanos.
Os textos do novo testamento não provam que são anjos:
I Pd.3:18-20- não diz nada sobre estes "espíritos em prisão", sendo anjos. Pelo contrário, o contexto indica homens, cap.4:6.
II Pd.2:4 e Judas 6,7- são referências de anjos, mas não provam que eram envolvidos em Gn.6.
Os livros apócrifos, provavelmente foram produzidos pelos essênios, os quais adotaram a interpretação angélica. Josefo trabalhou com este grupo.
A linguagem de Gn.6:2 é normal para expressar relação entre humanos.
4 SATANÁS antes de sua queda, ocupava um lugar especial entre os querubins ( EZ.28:14 ).
5 SATANAS E SUAS HOSTES CAÍDAS, estão organizadas e preparadas para grandes batalhas do mal. disto podemos concluir que existem duas forças invisíveis e poderosas --- uma dirigida por Deus e seus anjos e a outra por satanás e seus anjos, onde a vitória final, será de Deus ( APC.20:7-10; MT.25:41 )
6 HÁ UM CANTICO QUE DIZ: "EU QUERO SER UM ANJO E COM OS ANJOS FICAR"- Contrário à Bíblia. Não podemos dizer que, ser como anjos é ser anjo, também é ensinado, que crianças quando morrem, viram anjos ( Lc.20:35,36)
3. - A QUEDA DOS ANJOS.
Dividiremos esta seção em quatro pensamentos:
3.1 - a: O FATO DE SUA QUEDA.
3.1 - b: A ÉPOCA DE SUA QUEDA.
3.1 - c: A CAUSA DE SUA QUEDA
3.1 - d: O RESULTADO DE SUA QUEDA.
3.1 - a: O FATO DE SUA QUEDA (A origem do mal)
Com exceção de alguns filósofos e cientistas, que chamam de "erro da mente mortal", todos os homens reconhecem o fato severo e solene do mal no universo. Verdadeiramente, sua presença no mundo é um dos problemas mais desconcertantes para a filosofia e para a teologia. Acreditamos que os anjos foram criados ( originados ) em estado de perfeição. No relato bíblico da criação, em Gn.1, lemos seis vezes que o que Deus fizera era bom, vs.4, 10, 12, 17, 21, 25, e no vs.31 encontramos as palavras: "Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom". Isso certamente inclui a perfeição dos anjos em santidade, até esse momento.
Não há dúvidas, portanto, que os anjos foram criados perfeitos (Ez.28:15) e parte destes deixaram seu próprio principado e habitação original perfeita (Judas 6, II Pd.2:4), para criar raízes do mal (Sl.78:49; Mt.25:41; Ap.9:11 e 12:7-9).Não podemos Ter dúvidas que Satanás foi o "chefe" desta rebelião ( Is.14:12; Ez.28:15-17).
3.1 - b: A ÉPOCA DE SUA QUEDA
_ Acreditamos que se deu após toda a criação perfeita de Deus –Gn.1:31- 2:3.
> Veja nota no item------- 5.1. - A ORIGEM DOS ANJOS. , pg. 2 .
3.1 - c: A CAUSA DE SUA QUEDA
Este é um dos profundos mistérios da Teologia. Mostramos que os anjos foram criados perfeitos, como pode tais seres pecarem?
É aqui que podemos ver a perfeição de toda a criação, os Teólogos Latinos são autores de uma frase que diz: "Posse pecare et posse non pecare". Isso traduz a capacidade de pecar e a de não pecar. É a posição de poder fazer qualquer uma das duas coisas sem ser constrangido a fazer uma ou outra coisa. Em outras palavras, havia liberdade de escolha.
Deus não coagiu nenhuma de suas criaturas, nem mesmo os anjos. Se indagarmos que motivo pode Ter estado por trás dessa rebelião, podemos obter algumas respostas nas Sagradas Escrituras.
GRANDE PROSPERIDADE E BELEZA (Rei de Tiro-Tipo de Satanás-Ez.28:11-19; I Tm.3:6).
AMBIÇÃO DESMEDIDA E A CONCUPISCENCIA DE SER MAIS QUE DEUS (Rei da Babilônia-Tipo da Satanás-Is.14:13,14).

OBS: Veja os passos que levaram à queda.
SUBIREI AO CÉU – vs.13 – Satanás queria a posição ao lado de Deus no céu, lugar este reservado a Cristo - Ef.1:20.
EXALTAREI MEU TRONO – vs.13 – Satanás queria seu trono sobre todo principado, potestade e domínio, lugar este prometido a Cristo – Ef.1:21.
ME ASSENTAREI NO MONTE DA CONGREGAÇÃO - vs.13 – Satanás queria reinar sobre o povo de Deus, privilégio este dado ao Messias prometido - Is.9:6-7.
SUBIREI ACIMA DAS MAIS ALTAS NUVENS – vs.14 – Satanás queria a Glória que só Deus tem, e esta pertence a Cristo – Jo.17:5.
SEREI SEMELHANTE AO ALTÍSSIMO – vs.14 – Satanás queria o poder e a autoridade do altíssimo, e esta pertence somente a Cristo – Jo.8:58.
3.1 - d: O RESULTADO DE SUA QUEDA
Perderam sua santidade original e se tornaram corruptos em natureza e conduta ( Mt.10:1; Ef.6:11,12; Ap.12:9 ).
Alguns deles foram lançados no "inferno-Tártaro", e acorrentados até o dia do julgamento (II Pd.2:4).
Alguns estão em liberdade e trabalham em definida oposição à obra dos anjos bons (Ap.12:7-9; Dn.10:12,13,20,21; Judas 9).
A terra foi amaldiçoada por causa do pecado de Adão (Gn.3:17-19) e a criação está gemendo por causa da queda ( Rm.8:19-22), tanto de Adão como dos anjos caídos.
Um dia serão lançados sobre a terra (Ap.12:8,9) e, após seu julgamento serão lançados no "Lago de Fogo" ( I Co.6:3; Mt.25:41; II Pd.2:4; judas 6).
20 Capítulo
A CLASSIFICAÇÃO, E O DESTINO DOS ANJOS.
4 - A CLASSIFICAÇÃO DOS ANJOS.
CLASSIFICAM-SE OS ANJOS EM DUAS GRANDES CLASSES:
4.1 - A CLASSIFICAÇÃO ANGELICAL CONFORME SUAS HIERARQUIAS
A Bíblia revela que os Anjos são organizados e classificados obedecendo a uma hierarquia angelical. Os Anjos estão presentes em todo o universo, pois realizam funções específicas, e são altamente capacitados e livres para exercerem essas atividades.
a) Arcanjo.
É um termo cujo prefixo indica a mais elevada posição nessa hierarquia angelical. Prefixo “arc” significa principado. A Bíblia fala apenas de um arcanjo chamado “Miguel”, o qual além de sua posição superior aos demais anjos, tem uma missão protetora em relação ao povo de Israel (Dn 10.13, 21; 12.1) “e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu o deixei ali com os reis da Pérsia.”
b) Anjo Gabriel.
Um Anjo de alta categoria, mas não chamado arcanjo nas escrituras, enviado para explicar a visão das setentas semanas a Daniel (Dn 9.21), enviado a Zacarias e Maria (Lc 1.19,26).
c) Querubins.
No hebraico o termo “querub” aparece com o sentido de “guardar, cobrir”. Os Querubins são uma classe especial de Anjos diretamente relacionados com o trono de Deus. A Bíblia declara que Deus habita entre os querubins. (1 Sm 4.4; 2 Rs 19.15; Sl 80.1; 99.1; Is 37.16) “E Ezequias orou perante o Senhor, dizendo: ó Senhor Deus de Israel, que estás assentado sobre os querubins, tu mesmo... O Senhor reina, tremam os povos; ele está entronizado sobre os querubins, estremeça a terra.”
d) Serafins.
Esse vocábulo deriva do hebraico “saraph” que significa “ardente, refulgente ou brilhante”. Segundo a Bíblia, eles estão envolvidos diretamente no serviço de adoração ao Deus Todo-Poderoso (Is 6.1-3) “Ao seu redor havia serafins; cada um tinha seis asas; com duas cobria o rosto, e com duas cobria os pés e com duas voava.” São seres que proclamam e vindicam a santidade divina, louvando-o todo o tempo.
Obs: em Colossenses 1.16 “porque nele foram criadas todas as coisas nos Céus e na Terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele.” Vemos várias das classes de Anjos neste texto no N.T.
e) Tronos.
No original esta palavra refere-se a uma classe de Anjos que tem uma relação vital com o Trono de Deus, com a sua soberania. Os querubins se identificam perfeitamente à esta classe de seres angelicais como “anjos-tronos”.
f) Domínios.
Esse termo aparece em algumas versões como “soberanias”. Portanto “domínios” são uma classe de Anjos que executam ordens da parte de Deus sobre as coisas criadas. Eles possuem poderes executivos para atuarem sobre o universo, e especialmente, sobre a terra.
g) Principados.
Outro termo muito próximo de dominadores, mas que possuem atividades de príncipes do reino de Deus, a relação do termo “principados” pode ser ilustrada quando nos reinos da terra os principados regem sobre territórios pertencentes ao reino de um país. Na Bíblia existe um outro “príncipe” das hostes celestiais chamado “Miguel”.
h) Potestades.
Referem-se a Anjos especiais que executam tarefas especiais da parte de Deus. Não são poderes isolados, mas são investidos para exercerem atividades especiais (1 Cr 21.15-27; Sl 103.20).
4.2 - CLASSIFICAÇÃO CONFORME SUAS ATIVIDADES
4.2.1 - Anjos Bons. – Descritos como seres Alados(voadores-Dn.9:21; Ap.14:6), PARA NOS FAVORECER ( Sl.91:11; Hb.1:14; Dn.6:22).
Guiam e guardam os crentes – ( Sl.91:11; Hb.1:14 ).
Ministram ao povo de Deus – ( Hb.1:14; Mt.4:11; Lc.2243 ).
Defendem e livram os servos de Deus – ( Gn.19:11; At.5:19-20 ).
Guardam os eleitos falecidos – ( Lc.16:22; Lc.24:22-24; Jd.9 ).
Cooperam na separação entre justos e ímpios – ( Mt.13:49; Mt.25:31-32 ).
Cooperaram no castigo imposto aos ímpios – ( II Ts.1:7-8 ).
1.1. Classificação em ordem > Veja item 5.1.1.-O Propósito de sua origem – Pg.3
4.2.2 - Anjos maus. ( Aprisionados/ Libertos/ Demônios e Satanás ) – PROPÓSITO DE OPOR-SE E DESTRUIR A OBRA DE DEUS E SEUS SANTOS.
2. ( Zc.3:1; II Co.12:7; Ff.6:11,12; II Co.11:14, 4:4; I Pd.5:8 ).
– Anjos aprisionados – Consiste de estarem confinados em abismos de trevas e estarem presos por algemas eternas, reservados para o juízo do grande dia. ( II Pd.2:4 e Jd.6 ).
- Anjos Libertos – Estão incluídos em todo "principado, potestade, poder e domínio. São normalmente mencionados em conexão com Satanás, seu líder ( Ef.1:21, 6:12; Cl.2:15; Mt.24:41; Ap.12:7-9, 9:14; I Co. 6:3 )
– Demônios – Aparece três vezes no V.T.( Dt.32:17; Sl.106:37 e Lv.17:7 ).
Não são almas dos homens maus.
Não são os espíritos desincorporados de uma raça pré-Adâmica
-----( Sl.9:17; Lc.16:26-31; Ap.1:18; Ap.12:7-9 )-----

– Satanás – Este ser sobre-humano é mencionado expressamente no velho testamento ( Gn.3:1-15; Jó 1:6-12, 2:1-7; Zc.3:1,2 ). Já no N.T., é mencionado freqüentemente ( Mt.4:1-11; Lc.18:18,19; Jo.13:2,27; I Pd.5:8; Ap. caps.12,12:1-4, 20:1-3, 7-10 ).
COLEÇÃO DE NOMES: EX: Diabo ( Ap.20:2 )/ Abadom / Apolion / Belzebu / Belial / Malígno / Adversário / Serpente / Acusador / Enganador / mal / Homicida / deus deste século / Potestade do ar / Pai da mentira / Sedutor / Caluniador / Tentador .
5. O DESTINO DOS ANJOS.
Anjos Bons – Continuarão servindo a Deus por toda a Eternidade ( Ap.21:1, 2, 12 ).
Anjos Maus – Temos informação definitiva de que terão sua parte no LAGO DE FOGO (Gehenna-Mt.25:41 ). Quando Cristo voltar, os crentes terão parte no julgamento, ou condenação dos anjos maus ( I Co.6:3 ).
O destino de Satanás – Será lançado no abismo (Tartaroo-Ap.20:1-3 ), onde ficará confinado e acorrentado por 1.000 anos. Então será solto por "pouco tempo", durante o qual tentará frustrar os propósitos de Deus aqui na terra ( Ap.20:7-8 ). E daí, por fim, ele e seus anjos serão lançados no Lago de Fogo ( Mt.5:41; Ap.20:10 e 14 ), seu destino final, onde serão atormentados para todo o sempre.
Definições para : INFERNO- Lugar destinado ao suplício das almas dos perdidos.
Há quatro definições para esta palavra.
1 – SHEOL – hb., V.T., o mundo dos mortos.( Dt.32:22; II Sm.22:6; Sl.18:5 )
2 – HADES – gr., corresponde a Sheol, lugar das almas que partiram deste mundo. ( Mt.11:23, 16:18; Lc.16:23; At.2:27 )
3 - GEHENNA – gr., vale de Hinom, um vale de Jerusalém, onde se fazia sacrifícios humanos. Termo usado para designar um lugar de suplício eterno. ( Mt.5:22, 29-30, 10:28, 18:9, 23:15, 33; Lc.12:5; Tg.3:6; Ap.20:10 e 14 )
4 – TARTAROO – gr., derivado de Tartaros, o mais profundo abismo do Hades.( I Pd.2:4; Ap CP21 Vs 6, 7

domingo, 13 de agosto de 2017

#INTERPRETAÇÃO BÍBLICA - A MORTE DO REI HERODES




Herodes morreu comido de bichos por que não deu glória a Deus ? NA VERDADE O OCORRIDO TEM COMO CAUSA O FATO DESTE QUERER PARA SI A GLÓRIA DE DEUS !
No mesmo instante, feriu-o o anjo do Senhor, porque não deu glória a Deus; e, comido de bichos, expirou. Atos 12:21‭-‬23.
Quem nunca escutou esse clichê ou jargão no culto; Se você não dá Glória a Deus vocês vão ser comidos de bichos.
Que Deus malvado hein.?
Esse texto tem sido distorcido ao longo dos anos por pessoas mal intencionadas no meio do povo de Deus, pregadores e cantores ao verem o fracasso de sua pregação usam essa expressão para amedrontar os seus ouvintes para dar ibope a sua mensagem mal elaborada.
Vejamos como o texto de Atos dos Apóstolos 12 DEMONSTRA QUE HERODES FOI PUNIDO APENAS POR NÃO RECONHECER QUE TODA A GLÓRIA PERTENCE AO SENHOR DEUS COMO TAMBÉM POPR QUERER PARA SI ESTA GLÓRIA.
E, num dia designado, vestindo Herodes as vestes reais, estava assentado no tribunal e lhes dirigiu a palavra. E o povo exclamava: Voz de Deus, e não de homem! No mesmo instante, feriu-o o anjo do Senhor, porque não deu glória a Deus; e, comido de bichos, expirou. Atos 12:21‭-‬23
Segundo Eusébio de Cesareia, historiador Cristão que viveu entre 263 a 340 d. C, que herdou a formação Teológica de Orígenes diz em sua obra História Eclesiástica sobre o fato ocorrido em Atos 12;
- Herodes seguiu para Cesareia e ali, numa festa notável, vestidos de roupas reais esplêndidas, discursou ao povo, falando de uma elevação diante do tribunal. Todo o povo aplaudiu por seu discurso, como se fosse a voz de um deus e não de homem. As Escrituras relatam que um anjo do Senhor o atingiu de imediato e consumido por vermes, entregou o seu espirito.
O historiador Flávio Josefo completa :
Ora, Herodes havia completado o terceiro ano de seu reinado sobre toda a Judéia e veio a cidade de Cesareia que antes chamada Torre de Estratão. Ali celebrou espetáculos pulblicos em honra de César.
Nesse festival reuniu-se grande número dos maiores em poder e dignidade em toda província. No segundo dia dos espetáculos vestido de um manto de textura maravilhosa, todo trabalhado de prata, seguiu para o teatro. Ali, a prata irradiava os reflexos dos primeiros raios de sol, brilhando de modo maravilhoso, espelhando seu fulgor extraordinário e majestoso sobre os observadores.
De imediato, os bajuladores começaram a clamar dizendo que ele era um deus.
Herodes não repreendeu e nem rejeitou a bajulação impiedosa. Depois de um breve momento, levantando-se, viu um anjo sentado acima de sua cabeça. E logo sentiu uma dor subita atravessando o seu coração e suas entranhas.

Eusébio de Cesareia - História Eclesiástica página 57, 58
Comentário Jurídico de David Stern página 295

A CRENÇA JUDAICA DO MUNDO DOS MORTOS





“Os israelitas acreditavam, como a maioria dos povos primitivos, que os mortos estavam reunidos em um vasto território que está reservado, em geral, abaixo da terra. O mundo dos mortos, o Sheol dos hebreus, é totalmente comparável ao Hades dos gregos, ao Aralu dos assírios-babilônicos. Alguns pesquisadores são de opinião que os israelitas tomaram está noção de um reino de espíritos de seus vizinhos, mas se esta hipótese for verdadeira, o empréstimo é muito antigo e data, provavelmente, antes da entrada dos hebreus na Palestina.
O lugar em que os mortos são agrupados é chamado š.’ōl, o Sheol, um termo cuja etimologia é discutida. Os eruditos em Antigo Testamento observam que este termo é empregado sem o artigo, como um nome próprio feminino que aparece em Israel desde a época da monarquia.
š.’ōl tem sido associado ao verbo ša’al que significa: perguntar, requerer, e neste caso seria o lugar em que os mortos são interrogados e julgados (E. König, O. Schilling). Para Vollers e E. Sellin, evocaria a profundidade do mundo subterrâneo e seria proveniente de š’l, estar no profundo. W. Eichrodt propõe, sem adotá-la, outra hipótese: š.’ōl derivaria de šl e indicaria, como o babilônico “Shil [l] an”, o País do Oeste, porque é o lugar onde se põe o sol e frequentemente entrada para o mundo infernal. Recentemente, L. Köhler e W. Baumgartner propuseram outras etimologias. L. Köhler crê que l não pertence à raiz primitiva. O radical š’h significa “estar deserto” (Is 6.11; Na 1.5, etc.). Já Baumgartner compartilha da mesma concepção de W. F. Albright, que vê na palavra hebraica um equivalente do termo babilônico “šuâru”, a residência de Tamuz, e de maneira geral, o reino dos mortos.”
MARTIN-ACHARD, Robert. Da Morte à Ressurreição segundo o Antigo Testamento. São Paulo: Academia Cristã. 2015. 54 p.

A CIDADE DE NÍNIVE






Nínive era uma grande cidade Assíria, perto da atual Mossul, no Iraque. Descrita no livro de Jonas como "Cidade grande sobremaneira, de três dias de curso" (Jonas 3:3). Encontra-se na margem leste do Rio Tigre, se estende ao longo de 50 km, com uma altura média de 20 Km, variando desde o rio até as colinas do leste. Toda esta extensa área é atualmente uma imensa zona de ruínas.
Localizada na confluência dos rios Tigre e Josr, Nínive era um importante ponto de passagem das rotas comerciais que cruzavam o Tigre. Ocupava uma posição central nas rotas entre o mar Mediterrâneo e o Indico, unindo assim o oriente e o ocidente, recebendo suas influências e riqueza de muitos lugares. Chegou a se tornar uma das maiores cidades da antiguidade.
História: Nínive é mencionado pela primeira vez em torno de 1800 A.C. como uma cidade com um templo dedicado à deusa Ishtar, em grande parte responsável pela precoce importância que adquiriu a cidade.Também é mencionada na Bíblia, como uma cidade edificada pelo rei Ninrode, bisneto de Noé, no Gênesis 10:7-11.
Não há muitas evidências para dizer que Nínive fora totalmente reconstruída por os reis assírios durante o segundo milénio ac., quando o Rei Senaqueribe transformou a Ninua, ou Nínive na capital do Reino da Assíria no final do século VIII ac. (antes ele foi brevemente Dur Sharrukin), esta já era um antigo assentamento. Os nomes dos monarcas posteriores, Salmanaser I ou Tiglath-Pileser I apareceram na acrópole. Ambos foram ativos construtores de Assur, Assíria, e o primeiro deles. Nínive teve que esperar até os neoasirios, depois da época de Nínive II, para atingir um desenvolvimento urbanístico muito maior. A partir de então, sucessivos monarcas mantiveram e fundaram novos palácios, bem como templos dedicados a Nirgal, Inanna, Shamash,Ishtar e Nabu de Borsipa.
Foi o Rei Senaqueribe o que fez de Nínive uma cidade realmente maravilhosa (700 ac.). Projetou amplas ruas e praças e construiu o famoso "Palácio sem rival". Este Palácio tinha umas 80 quartos, muitas deles cheios de esculturas em suas paredes. Grande parte das tábuas de Nínive se encontraram aqui. Algumas das principais entradas estavam ladeadas por touros alados com cabeça humana. Naquele tempo a área total de Nínive, ocupava cerca de 7 km² e 15 grandes portas permitiam a passagem das suas muralhas. Um elaborado sistema de 18 canais levava a água desde as colinas até Nínive. Foram encontrados também algumas partes de um magnífico aqueduto erguido pelo próprio rei em Jerwan, a uns 40 km de distância.
O esplendor de Nínive foi efêmero. Cerca de 633 ac. o império assírio começou a dar sinais de debilidade e os Medos atacaram Nínive. Estes voltaram a atacar, desta vez junto a Babilônia e Susa, em 625 ac.
Em 612 a.c., novamente, babilônios e medos voltaram a se aliar para o assalto da cidade. O cCrco durou três meses, durante os quais foram utilizados todo tipo de táticas, como desviar o curso do Rio Khosr ou atacar a vez por vários lados para enfraquecer a defesa Assíria. O ataque final foi produzido pelo canal já seco do Rio. Nínive caiu e foi totalmente destruída. O Império assírio chegou ao seu fim quando os babilônios e medos dividiram as províncias.
Depois de governar durante mais de seis séculos, desde o Cáucaso e o mar Cáspio até ao Golfo Pérsico, e além do Tigre até Ásia menor e o Egito, a cidade desapareceu como se tivesse sido apenas um sonho.
Anteriormente as escavações do século XIX, os conhecimentos sobre o grande império assírio e sua magnífica capital eram quase nulos. Poucos indícios levam a pensar no seu poder e grandeza, mas definitivamente muito pouco se sabe sobre Nínive. Outras grandes cidades abandonadas, como Palmira, Persepolis ou Tebas, deixaram atrás de si ruínas que lançavam suas localizações e mostravam o seu esplendor, mas da Imperial Nínive, mesmo sua extensão era uma mera suposição.
Na época do historiador grego Heródoto (400 ac.), Nínive já fazia parte do passado. Quando o historiador Xenofonte passou pelo lugar, em sua obra anábasis parece que até o nome da cidade havia sido esquecida. Havia desaparecido da vista e ninguém sabia da sua importância. Nunca mais levantou-se de suas ruínas.
Em 2015, num ataque terrorista, foram destruídas ou desfigurado grandes estátuas do sítio arqueológico de Hatra, declarado patrimônio mundial, bem como artefatos únicos provenientes de diversas escavações da província de Nínive que se encontravam no museu de mossul.
Arqueologia: Hoje em dia, o local de Nínive se encontra assinalado por dois grandes montes, chamados Kouyunjik e Nebi Yunus ("Profeta Jonas") bem como os restos de sua muralha (uma circunferência de cerca de 12 km). O primeiro monte (Kouyunjik) foi explorado em profundidade. No entanto, no outro monte não se fizeram muitas escavações devido à presença de um santuário muçulmano dedicado ao profeta Jonas naquele lugar.
No século XIX, o cônsul francês em Mossul começou a pesquisar os grandes barreiras que tinha na outra margem do Rio. Os árabes que empregou nessas escavações, para sua surpresa, chegaram a uma edificação no monte de Khorsabad. Investigações posteriores do edifício demonstraram que se tratava do palácio real de Sargão II, no qual se explorou em profundidade em busca de esculturas e outras relíquias.
Em 1847, o jovem aventureiro britânico Sir Austen Henry Layard explorou as ruínas. No monte Kouyunjik redescobriu o palácio de Senaqueribe, que tinha 71 quartos e colossais bajorrelives. Também desenterrou o palácio e a famosa biblioteca de Nínive, que continha 22.000 estacas. O estudo da Arqueologia de Nínive revela o poder e a glória da antiga Assíria durante os reinados de Esarhaddon (681-669 ac) e Nínive (669-626 ac.).
Os trabalhos de pesquisa os seguiram George Smith e outros, nos montes de Nebi Yunus, Nimrud, Kouyunjik e Khorsabad, e vários objetos assírios foram desenterrados e transferidos para museus europeus. Foram descobertas de palácios, com suas decorações e lajes esculpidas, revelando a vida e costumes deste antigo povo, suas formas de guerra e de paz, de religião, o estilo de sua arquitetura e a grandeza de seus monarcas. As ruas da cidade foram exploradas e se quebraram as inscrições nos tijolos, telhas e figuras esculpidas. Com isso, os segredos de sua história puderam ser revelados.
O mais importante dos recentes descobertas é a biblioteca de Nínive. Continha umas dez mil talas em escrita cuneiforme em que se descrevia a história, leis e religião da Assíria. Isto faz com que seja um dos maiores tesouros da literatura do mundo antigo. A Biblioteca também continha documentos antigos acádios, que são os documentos existentes mais antigos nunca encontrados, provavelmente da época de Sargon de Akkad.
Em algumas das frestas se faz menção ao possível uso de algo semelhante ao parafuso de Arquimedes para elevar água, juntamente com outras frestas que mencionam jardins. Isso traz a hipótese de Nínive como um possível situação dos míticos jardins suspensos da Babilônia.
Bibliografia: Grande pirâmide, Austen (1882). Nínive e seus restos mortais. O Diário de um clássico do arqueólogo viagens na Pérsia. (2001 vento publicada). Canadá: a imprensa de Lyon.
Gwendolyn, leick. Mesopotâmia: a invenção da cidade

O QUE SIGNIFICA PRIMÍCIAS? 

Em primeiro lugar, você precisa entender o que são as PRIMÍCIAS. O sentido bíblico mais comum da palavra primícia nos é revelada em Êxo...