A morte por crucificação foi inventada pelos persas entre 539 e 533 a.C. Apenas sob influência dos gregos que entraram para a história como "helenistas humanísticos", a crucificação de pessoas ainda vivas, tornou-se popular, mas os romanos, porém, a disseminaram. Ela era utilizada para punir escravos rebeldes, criminosos violentos e subversivos políticos. As pessoas crucificadas nuas e não eram enterradas. Seus corpos eram deixados para serem consumidos pelos urubus. Jesus Cristo foi uma exceção. Seu sepultamento ocorreu graças à influência de José de Arimatéia, um rico judeu simpatizante que negociou com Pilatos, o governador. Os cravos de aproximandamente 20 cm e 2 a 3 cm de espessura para que o corpo esmorecido não se desprendesse da cruz posteriormente. Após isso, a trave horizontal com a pessoa pregada era encaixada em um entalhe da viga e os pés da vítima eram pregados.Apenas os judeus conseguiram o direito especial de retirar os crucificados da cruz. Em alguns casos, os romanos permitiam que se desse de beber aos infratores alguma bebida alucinógena (Uma mistura de Mirra, vinagre ou vinho), com o objetivo de amenizar a dor. Porém em troca, os romanos zombavam antes dos condenados, os coroando como reis, colocando em suas cabeças, coroas de espinhos, entrelaçadas com ramos novos do "ATAD" (Zizipus Lotus), cujos espinhos alcançavam 12 cm de comprimento, sendo terrívelmente dolorosos.
Pedro também foi crucificado. Porém, ele pediu que fosse pendurado de cabeça para baixo na cruz, pois não se considerava digno de morrer da mesma forma que Jesus Cristo foi morto.
A prática foi extinta em 313 d.C., após a liberação da crucificação do Cristianismo por Constantino e a cruz se tornou símbolo cristão na Idade Média. Entretanto, o método da crucificação ainda é usado em alguns países. No Sudão, cerca de 90 pessoas são crucificadas todos os anos.
Morrer na cruz pode demorar até 3 dias. Normalmente, o condenado era torturado antes. O Evangelho diz que Jesus levou 6 horas para expirar. Ele foi crucificado às 9h e morreu às 15h. Algumas fontes literárias dão algum conhecimento sobre a história da crucificação indicam que os métodos crucificação romanos era a de levar o condenado para o local da execução, levando apenas na barra transversal. A madeira era escassa e o pólo vertical era mantido no local e usado repetidamente.
"É razoável assumir que a escassez de madeira pode ter sido expressa na economia de crucificação em que a barra, bem como a posição vertical seria usado repetidamente. Assim, a ausência de lesão traumática do antebraço e metacarpos da mão parece sugerir que os braços dos condenados foram amarrados em vez de pregado na cruz. Há ampla evidência literária e artística para o uso de cordas ao invés de pregos para fixar o condenado à cruz" Se os braços da vítima estavam amarrados, ao invés de pregado na cruz é irrelevante para a maneira da sua morte. Como Zias e Sekeles destacam-se: "A morte por crucificação era o resultado da maneira pela qual o homem condenado pendurado na cruz e não a lesão traumática causada por pregar. De suspensão a partir do cruzamento resultou num processo doloroso de asfixia, em que os dois conjuntos de músculos utilizados para respirar, o intercostal [peito] músculos e do diafragma, tornavam-se progressivamente enfraquecidos. Com o tempo, o homem condenado expirava, devido à incapacidade para continuar a respirar corretamente. No caso de Jesus parece ter sido esse castigo feito de modo severo, antes da sentença final, considerando os castigos impetrados pelo sinédrio e posteriormente pela corte romana local na pessoa de Pôncio Pilatos. Segundo a Bíblia, nesse ato foi colocado um pedaço de madeira sobre a cabeça do réu (Mt 27.37; Mc 15.26; Lc 23.38; Jo 19.19), com uma inscrição de poucas palavras que exprimiam o crime: INRI, ou Iesus Nazarenus Rex Ioderum, ou Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus. Jesus carregou a cruz até o lugar da execução e este trajeto público e penoso é chamado de Via Crucis.
A maior crucificação de que se tem notícia ocorreu em 71 a.C., ao tempo de Pompeu, em Roma. Dominada a revolta de 200 mil escravos sob o comando de Espártaco (a Terceira Guerra Servil), as legiões romanas, furiosas, num só dia crucificaram cerca de 6000 dos revoltosos vencidos.
A CRUCIFICAÇÃO OU MESMO A PRÓPRIA CRUZ também era chamada popularmente Lignum infelix OU “lenho infeliz”.
As escavações onde se encontraram os ossos de um homem crucificado, Vassilios Tzaferis, seguido da análise de Nico Haas da Universidade Hebraica-Hadassah Medical School, em Jerusalém, sugere



métodos de crucificação romana: a posição contorcida: braços pregado na trave, pernas dobradas, torcidas para um lado, e realizada no lugar por um único prego que passaram por uma trave de madeira, passando pelos ossos do calcanhar esquerdo e direito, e depois para a posição vertical da cruz.
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