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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

UM PONTO DE VISTA ACERCA DO DÍZIMO NA IGREJA PRIMITIVA

“Nos escritos dos pais apostólicos e dos apologistas, não aparecem as palavras comuns para dízimo. Mesmo assim, a contribuição ainda continuou sendo parte da adoração cristã primitiva. Justino Mártir observa que cada domingo “aqueles que prosperaram e têm esta vontade, contribuem, cada um na quantidade que quiser. Aquilo que é coletado é depositado com o presidente, e ele cuida dos órfãos e das viúvas, e dos necessitados... e aqueles que estão presos e dos forasteiros que habitam entre nós” (I Apol. 67; cf. também Apost. Const. 2, 27). Irineu considerou o dizimar uma lei judaica que não se requer dos cristãos, porque os cristãos receberam a “liberdade” e devem em consequência, dar sem constrangimento externo (Haer. 4, 18, 2). Orígines considerava que o dízimo era algo que deveria ser ultrapassado, de longe, pelos cristãos nas suas distribuições (In Num. hom. 11). Sendo assim, para os antigos Pais da Igreja, bem como para os escritores do Novo Testamento, o dízimo era coisa do passado.” — Lothar Coenen e Colin Brown.

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