O desejo ardente do homem para conhecer o futuro está refletido em todas as culturas antigas. Placas cuneiformes da Suméria e pranchas de barro de Mari revelam o envolvimento de adivinhos, sacerdotes e profetas em êxtase em todo o aspecto da vida humana. Astrólogos e adivinhos foram membros importantes no comando militar e eram consultados antes de se entra na batalha. No Egito, sacerdotes usavam mágica para prever o futuro e confiavam na interpretação de sonhos. Profetas do antigo testamento também previam o futuro e guiavam os líderes militares. Mas OS PROFETAS DE ISRAEL NÃO ERAM MÁGICOS OU ADIVINHOS, ASTROLÓGOS OU FORNECEDORES DE ORÁCULOS. O propósito fundamental do contexto das atividades desenvolvidas por estes homens, abrangia em primeiro plano a finalidade de corrigir as falhas morais e espirituais da nação israelita em relação aos planos que Deus traçara a respeito da mesma. Vendo Deus que seu povo afastava-se, constante e continuamente das reivindicações instituídas por ele; com o intuito de leva-los ao pleno conhecimento da verdade caracterizada pela revelação de sua pessoa; este escolhia, preparava e usava homens tementes e diretamente compromissados com o Senhor e com sua palavra para falar com a nação escolhida conclamando-a a refazer a aliança desfeita. O PROFETA do antigo testamento ERA A VOZ CONTEMPORÂNEA DE DEUS, soando corajosamente, não somente para predizer os eventos futuros, mas PARA CORRIGIR OS PECADOS e formar uma justa sociedade moral. Por cerca de 700 anos da história de Israel aproximadamente, desde o tempo de Samuel até o fechamento do Antigo Testamento, os profetas serviram a Deus e suas próprias gerações. Os profetas de Deus REPROVAVAM em primeira em primeira instância assuntos que demonstravam A IRREVERÊNCIA ISRAELITA para com a santidade exclusivamente divina e que também feriam sua soberania imutável e universal. Suas VOZES, então, foram FREQUENTEMENTE DESPRESTIGIADAS. Contudo, seu legado de arrebatado compromisso com Deus e seus caminhos estão preservados para nós nas escrituras. Estes servos eram DECIDIDAMENTE DETERMINADOS A DESCORTINAR A IRA DIVINA EM CIMA da idolatria, do misticismo, da incredulidade. A grande visão deles do fim da história nos lembra hoje que Deus tem um propósito no aparente acaso dos eventos internacionais que formam o nosso tempo. Através do registro preservado nas escrituras, A VOZ DOS PROFETAS, de fato A VOZ DE DEUS É claramente OUVIDA HOJE. Também apontavam como objetivo central da promessa de Deus “a separação do seu povo em relação as nações ímpias ao redor”; para que estas pudessem enxergar a revelação de sua identidade como senhor de tudo e de todos e consequentemente aderirem a dádiva da salvação oferecida por ele através da observância de seus preceitos.
QUEM ERAM OS PROFETAS ?
Os profetas eram homens e mulheres, retirados de todos os caminhos da vida, a quem foi dada UMA PALAVRA ESPECIALDE DEUS para anunciar às próprias gerações (2Sm Cp24 V11; 1 Cr Cp17 V3; 1 Rs Cp12 V22). DIFERENTES DOS SACERDOTES E REIS ESSE OFÍCIO NÃO ERA HEREDITÁRIO. E, enquanto muitos foram chamados para ministrar como profetas por toda vida (cf. Is Cp6; Jr Cp1), outros serviam pouco tempo, cumpriram uma comissão específica e, então voltaram a viver uma vida comum (cf. Am Cp7 Vs14 e 15). Cada um, entretanto, foi conduzido pela convicção de que havia sido comissionado por Deus para proclamar uma mensagem que era, de certo modo, “A PALAVRA DO SENHOR” (Am Cp7 V16). Deus usava seus instrumentos para falar diretamente ao povo escolhido para que este não se embaraçasse ao oferecer uma verdadeira adoração da qual o Senhor era digno. Entretanto uma ressalva bastante enfática de Deus para seu povo era que este não confundisse a adoração prática com o engodo da religiosidade pela qual o povo era certamente entregue a mornidão espiritual; permanecendo assim afastado de Deus e preso à ignorância da observação cega aos rituais por ele mesmo instituído com o objetivo de se revelar à eles. Era basicamente por isso que A VOZ PROFÉTICA DESSAS TROMBETAS ESPIRITUAIS não se calavam, mas continuavam sua missão de atingir a meta de PROCLAMAR A VOZ DE DEUS. Os profetas são frequentemente divididos entre “PROFETAS ESCRITORES”, cujas mensagens estão preservadas como livros do Antigo Testamento, e “PROFETAS ORADORES”, cujo ministério é descrito, mas não fizeram nenhuma CONTRIBUIÇÃO AO CÂNON. A importância de um profeta na história não pode entretanto ser medida por essas categorias. ELIAS E ELISEU SÃO PROFETAS ORADORES. Contudo, esses dois, com sucesso, resistiram aos vigorosos esforços de Acabe e Jezabel em substituir IAHWEH por baal como deidade “oficial” de Israel (1 Rs Cp16; 2 Rs Cp10). A obra dos profetas dos profetas escritores são divididas em duas categorias. Há OS PROFETAS MAIORES (ISAÍAS, JEREMIAS, EZEQUIEL e DANIEL) cujas obras são especialmente longas e, OS PROFETAS MENORES (OSÉIAS, JOEL, AMÓS, OBADIAS, JONAS, MIQUÉIAS, NAUM, HABACUQUE, SOFONIAS, AGEU, ZACARIAS e MALAQUIAS) cujos trabalhos são menores, esclarecendo que tal designação refere-se ao espaço de tempo em que foi exercido o ministério. Todavia, há certas semelhanças entre todos os livros proféticos e, há também certos princípios de interpretação que devem guiar nosso entendimento quando lemos para uma compreensão e aplicação mais apuradas.
FONTE: GUIA DO LEITOR DA BÍBLIA, Lawrence O. Richards CPAD, 2006

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